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NÚCLEO SETAD VILA CURUÇÁ SANTO ANDRÉ SP
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Terça-feira, 15 Abril 2008
Resumo de Homilética Continuação...
Texto e compilação: Osvarela
Antes de nós continuarmos o resumo das Aulas de Homilética é necessário falar sobre proposição ou Assunto:
Proposição – Ato ou efeito de propor; expressar verbalmente uma verdade, conforme o entendimento de quem a propõe.
Propor – submeter à apreciação; apresentar.
Princípio – preceito; rudimento; regra; causa primária;Inferir - deduzir pelo raciocínio; PROPOSIÇÃO:
Não há sermão sem assunto.
Para quem prega esta é uma verdade que deve ser absoluta, em todo o momento.
Dado o Título, durante a apresentação do sermão é necessário, se ter em mente qual a Proposta ou proposição ou o assunto em forma de verdade bíblica que se quer extrair, para entregar o sermão ao auditório.
Ela é a grande Idéia, ou seja a idéia homilética que levou o pregador até aquele assunto. Note que não estamos falando do texto bíblico, em si, mas, do que gerou à partir de alguma necessidade da platéia, ou Igreja ou público, ou ainda, qual o pensamento inicial, que levou o pregador até este momento ao entregar ao público, a sua proposição.
Desta forma, deve-se ter em mente qual a tese a ser defendida ou proposta aos ouvintes, conforme o liame da proposição.
A proposição, portanto, é a lição que o pregador quer passar para seu auditório ou a real verdade eterna da mensagem, resumida em uma sentença declarativa.
Ela fará com que o auditório, possa acompanhar todo o sermão em cima, desta linha que vai expressar a ou uma verdade bíblica (não nos esqueçamos que estamos falando de Sermão bíblico).
Qualidades de uma Proposição:
1- É o alicerce [a base] do sermão;
2- Simplicidade: deve ser uma declaração simples do assunto. (leia a aula anterior sobre “assunto-tema-título.”)
3- Ela é um princípio.
4- É uma declaração principal da lição espiritual;
5- Real verdade eterna da mensagem, afirmação de uma verdade vital.
6- Ser uma verdade eterna, apresentada na atualidade;
7- Resume-se em uma sentença afirmativa.
8- Deve ser entendida pelo público, mesmo que se baseie em um assunto bíblico de séculos passados.
9- Expressar numa sentença completa a idéia principal e essencial de um sermão. (Filhos de Deus, filhos por adoção!)
10- Afirmar uma idéia específica.
Para que possamos verificar se a nossa proposição está correta biblicamente, devemos pensar em: Ensino geral da Bíblia.
Existe em toda a Palavra de Deus, temas que se estendem por toda a Bíblia, que são a chave das revelações bíblicas de Deus para com os homens, e só na Bíblia que podemos encontrar o material para extração das teses ou proposições. Entenda é com base nas verdades bíblicas que se estabelece uma Proposição homilética da verdade:
a – Deus é amor;
b – Jesus é o único que Salva, o pecador;
c- O Espírito Santo habita em nós;
d – Deus é Espírito;
e- Jesus Cristo, o homem;
f- Deus, a Fonte de toda a vida;
g – Deus é soberano de todo o Universo;
Poderíamos falar inúmeras outras verdades fundamentais, através das quais poderemos enunciar, verdades eternas ou princípios eternos; entenda que as palavras da Bíblia são verdades com validade eterna, isto é, atemporais.
Assim, podemos dar alguns exemplos de proposição ou verdades eternas inseridas por inferência nas seguintes declarações ou assuntos:
Jesus é a nossa rocha.
Sem Jesus, nada podemos;
Deus amou o mundo;
Viver com Deus produz alegria.
O Espírito Santo habita em nós;
Um homem chamado Jesus Cristo;
A Fonte de toda a vida;
O Mundo sob o Governo de Deus;
Deus ama ao que dá alegremente.
O lugar da proposição é normalmente após o final da introdução
Após a Introdução o pregador deve iniciar a apresentação de sua tese, isto na prática não é muito simples, muito embora, alguns pregadores o façam com extrema naturalidade, que se quer nos damos conta.
Porque isto ocorre, porque a proposição corresponde a seqüência natural do sermão com a apresentação da tese ou interrogativas, por meio de sentenças ou falas que fazem o público iniciar o entendimento ou não do que o pregador irá falar.
Porque o não, se ao lançar sua proposição o pregador se dispor a declarar sentenças interrogativas, a sua proposição é responder ao longo do sermão as mesmas, com base em sua tese de uma verdade bíblica, então ele estará colocando na mente do auditório, perguntas à serem respondidas durante toda a prédica.
É um uso comum de retórica, ou seja de discurso ou sermão, o que tem a palavra supõe que ele tem as respostas as quais ele trará a luz ao longo do seu sermão.
VI - O TEXTO DO SERMÃO
Definição: Texto é a passagem bíblica que serve de base para o sermão.
1. Necessidade e vantagens do uso do texto
a) Está de acordo com a natureza da pregação: ensinar a palavra.
b) É vantajoso para o povo: ouvir a palavra.
c) Dá autoridade ao pregador: vai falar da Bíblia
d) Valoriza o pregador: é conhecedor da Bíblia.
e) Auxilia na variação de assuntos : "garantia de estoque inesgotável de assuntos"
f) Auxilia na determinação da estrutura do sermão
g) Leva o povo a crescer no conhecimento da Bíblia
2. Escolhendo o texto
2.1 Quatro regras negativas:
b) Cuidado com textos obscuros ou contravertidos: Rm 7.10-11, I Pe 3.18-20, I Tm. 2.15, Jz. 11.30-40.
Escolha textos claros e simples sobre os quais você pode falar. Se usar texto obscuro e contravertido, estude-o muito e fale claramente. Explique e aplique. Sua função é esclarecer e não obscurecer.
c) Cuidado com textos repugnantes : Jz 3.24, II Pe 2.22 e Ap 3.16
d) Cuidado com textos cuja tradução seja disputada: Jo 5.39, no caso de usar o verbo no imperativo. 2.2 Seis regras positivas:
a) Escolha um texto que tenha falado ao coração do pregador b) Delimitar o texto de tal forma que contenha um unidade completa de pensamento
c) Ter em mente as necessidade dos ouvintes d) Seguir o calendário cristão na medida do possível
e) Usar textos de todos os livros da Bíblia
f) Via de regra, limitar-se a um só texto para cada sermão. Em caso excepcional, mais de um. Manter a unidade de pensamento.
3. O texto e a idéia do sermão
O texto bem escolhido é aquele que apresenta a idéia central do sermão em uma sentença clara e definida.
A idéia do sermão pode ser tirada diretamente do texto. Por exemplo: Em João 3, "A necessidade do novo nascimento". Que idéia você tiraria para o Salmo 23 e em João 20?
A idéia do sermão pode ser achada por referência. Quando Paulo fala sobre carne sacrificada aos ídolos. "A importância da influência cristã".
Pode ser analogia. Mt 18.15-17 é uma passagem sobre relacionamento pessoal, mas pode ser usada para falar sobre "Como evitar a guerra?".
4. O texto e o planejamento da pregação
Deve haver oração e dependência do Espírito Santo. Estabelecer um programa de ensino. A pregação eclesiástica contemporânea é dispersiva quanto aos temas. O plano pode ser mensal, trimestral ou anual. Pode-se usar o calendário cristão, da igreja ou denominação. Deve-se ter em mente a situação da comunidade e do mundo. Pode relacioná-los com assuntos da Escola Bíblica Dominical. Estabelecer uma série de sermões sobre um assunto, uma vez por ano. Pode ser sobre um livro da Bíblia, uma série de passagens, etc... (Crane 263)
5. A interpretação do texto
Definição : " Interpretação é o esforço de uma mente em seguir as processos mentais de outra mente por meio de símbolos que nós chamamos linguagem".
5.1 - Passos na interpretação do texto
a) Conhecer o autor e sua situação - Salmos 32 e 51, de Davi.
b) Usar dicionário bíblico.
c) Os leitores e o meio ambiente - Cartas às igrejas do Apocalipse, o gnosticismo.
d) A ocasião e o propósito do autor - Tiago e Pedro sobre Abraão.
e) As condições geográficas, políticas, econômicas e sociais - Maria era noiva de José mas chamada de esposa.
6. O texto e seu contexto a) Próximo - O imediato, antes ou depois
b) Remoto - O livro, a Bíblia sobre o assunto.
c) Principio da revelação progressiva. (do pouco claro ao muito claro)
7. O texto e sua análise
a) É preciso conhecer os sentidos das palavras. É poesia? Linguagem figurada ? O uso de dicionários e léxicos. Fee & Stuart, Entendes o que lês?
b) É preciso recriar, tanto quanto possível, a vivência da passagem. Conhecer aquela cultura.
d ) É preciso entender a relação entre as palavras. Graça e fé, por exemplo.
8. O texto e suas verdades
a) Enunciar a verdade central em uma proposição clara e correta
b) Fazer uma lista das verdades significativas do texto
c) Ordenar as verdade em grupos comuns
d) Aplicar essas verdades às necessidades dos ouvintes. (Ver Robison, em A Pregação Bíblica, p. 19.) 9. O texto e seu estudo
a) Estudar o texto em várias traduções em português (VR, BLH, ERAB, BJ, BV, BL)
b) Examinar outras traduções c) Examinar o texto grego ou hebraico
d) Dar sua própria interpretação
e) Examinar outros recursos na biblioteca, inclusive comentários
f) Relacionar com a vida de hoje: esta é uma etapa fundamental, pois muitos pregadores ficam contando a história ou fato bíblico, como ocorreu no passado e se esquecem de trazer o mesmo para o contexto contemporâneo do ouvinte, o que faz com que o ouvinte não veja a correlação do que está falando com as suas necessidades, virtudes ou aplicabilidade em sua vida; ora...mas, dirão alguns, "a Palavra de Deus tem poder", mas há muitos, como o mordomo-mór da rainha de Candace, que estão procurando que explique a passagem, é aí que o pregador tem que estar atento, ou ser um pregador ou um contador da história bíblica, isto é do texto.
Outros não se dão conta e ficam citando inúmeras referências bíblicas, ligadas sim ao texto, ou assunto, mas sem inserir a proposição nestas citações, tornam-se enfadonhos e acabam sem deixar nenhum contúdo para o cristão ouvinte ou mesmo o pecador que foi buscar uma palavra de consolação, exortação ou de salvação.
Nos dias de hoje temos várias edições da palavra de Deus, procure conhecer a origem, editores, posição dogmática de fé dos mesmos; verifique se é compatível com o seu Credo.
Muitos se esquecem de que só na área da Escatologia bíblica existem, várias linhas de pensamento, em relação ao arrebatamento da Igreja, tais como:
- Tribulacionistas; - Midi-Tribulacionistas;
- Pós–Tribulacionistas; - Pré-Tribulacionistas.
Fonte:
Administração Eclesiástica, vol 10 – nº 2.Natanael Nogueira de Sousa e Kleber Paulo Santana
Apostila SETAD-SP/Oráculo;
Bíblia do Ministro – Ed. Vida;
Mini-dicionário Aurélio –escolar.
Apontamentos do Editor.
Escrito por osiel varela em Terça-feira, 15 Abril 2008
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Domingo, 30 Março 2008
Homilética: Continuação.... em>
Editor do texto e compilador:Osvarela
O TÍTULO DO SERMÃO.
Muito embora, na elaboração doe um sermão, o Título deva ser posterior a proposição, ou argumento, ou assunto do mesmo e do esboço principal, para manter a ordem seqüencial, como nos orienta a Apostila Homilética – SETAD- Oráculo, vamos editar este assunto em primeiro lugar.
Dificuldades em estabelecer o Título de um Sermão:
Existem linhas diferentes de estudiosos de Homilética, que fazem distinção, quando e como se deve separar, os seguintes pontos que influenciarão na escolha ou determinação do Título:
Assunto
Tema
Título
Alguns entendem que: assunto pressupõe a idéia geral do sermão.
Tema ou tópico (leia a aula passada), é um aspecto exclusivo ou particular do assunto.
Outros defendem que , estes termos são sinônimos. Ou seja, o assunto ou tema é aquilo que forma a base para o sermão.podendo ser vasto ou restrito a uma área limitada de estudo.
Exemplo:
Pecado:
É um assunto com grande amplitude,, como a a origem do pecado, os mais variados pecados que se possa cometer, contra o corpo, contra Deus, contra o próximo...
Orientamos então ao estudante/pregador que: limite o tema a um aspecto exclusivo, afim de trata-lo de modo apropriado, que venha expressar o assunto de todo Sermão.
Em casos excepcionais podemos ter o Título coincidindo com o Tema, quando o tema é tão forte que serve também de Título ao Sermão.
Verbetes:
Assunto: matéria de que se trata. No nosso caso na pregação.tema versado ou por versar.
Versar: estudar, ou seja o que se vai expor, no caso ensinar ou pregar.
Tema: Proposição que vai ser tratada ou demonstrada, no caso dentro da pregação, o assunto que propomos demonstrar aos ouvintes. Proposição: ato ou efeito de propor (apresentar; submeter à apreciação); expressão verbal (palavra dita-pregação); expor, apresentar. V - O ASSUNTO E O TÍTULO DO SERMÃO.
1. Fontes para o assunto do sermão.
a) As Escrituras - Durante o estudo pessoal ou assunto devocional, textos procurados para servir de base a assuntos previamente escolhidos.
b) A experiência do povo e do pregador. Problemas humanos concretos.
c) Calendário da igreja, da denominação, do país.
d) Momento histórico: - Fatos relevantes acontecidos no mundo. " em quem votar? " (Js 24.15) . "A eleição do rei" ( Dt. 17.14-20) do Pr Éber Vasconcelos.
Não há Sermão sem assunto.
2. O título do sermão.
É o nome do sermão. É o condensado de um título, numa expressão.
3. A necessidade de um título.
a) Auxilia o pensamento do pregador na preparação do sermão.
b) Auxilia a congregação a entender o que o pregador quer dizer. É bom que o povo saiba para onde vai andar.
4. Qualidades de um bom título.
a) Clareza - Deve permitir que o ouvinte saiba o que vai ser tratado. O que significa "Prolegômenos pneumatológicos " ?
b) Específico - Não deve ser genérico. Salvação, Deus, universo, etc.
c) Brevidade - De duas a sete palavras.
d) Adequado ao púlpito - Considere-se o que é a pregação o que é o púlpito e qual o ambiente em que se prega.
e) Relevância - Deve ter relação com a vida do povo. Qual é o melhor "A vida de José" ou "A fidelidade de um jovem crente?" O que nos diz mais respeito "como Abraão se portou" ou "Porque devemos obedecer a Deus" ?
f) Originalidade - Um bom: "O direito de rejeitar a Cristo" (Tiago Lima). Não confunda com sensacionalismo, irreverência ou vulgaridade.
5. Exemplos de títulos negativos:
a) "O homem que perdeu a cabeça num baile" (João Batista)
b) "Raposas com lanterna traseiras acesas" (Sansão).
c) "O pecador está frito" (o rico Lázaro).
d) "O homem que caiu do cavalo" (a conversão de Saulo)
6. Como redigir o título.
a) Ter em mente que o título vai ser "dividido". Deve haver um elemento "divisível" no título.
b) Tornar o título em uma preposição.
Exemplo: Sermão em Lc 9.23 (é preciso morrer), um sermão sobre o discipulado.
7. Como formular o titulo.
a) Quais métodos podem ser usados para conseguir um título agradável?
b) Usando o sistema de palavras-chaves. Uma palavra que dá rumo à discussão. Em cada divisão, a palavra-chave deve aparecer.
Exemplo 1:
"O poder do evangelho" - Rm 1.16 (Crane 131)
I - O evangelho é poder divino
II - O evangelho é poder salvador.
III - O evangelho é poder universal.
Exemplo 2:
"Os efeitos do companheirismo de Jesus" At 4.13 (Crane)
I - O companheirismo com Jesus humilha
II - O companheirismo com Jesus transforma
III - O companheirismo com Jesus capacita
IV - O companheirismo com Jesus ilumina
V - O companheirismo com Jesus imortaliza
7.1 Formulando o título em uma interligação - Uma pergunta expressa o título.As divisões irão respondê-la.
Exemplo 1
"Por que amamos a Deus"? Sl 116.1-8 (Carne)
I - Porque nos escuta quando clamamos por Ele
II - Porque nos tem livrado da morte
III - Porque nos consola nas tribulações
IV - Porque nos guarda do tentador
7.2 Formulado o título de forma imperativa. O título é uma ordem. Um mandamento. Esta ordem vai estabelecer o rumo da discussão. Há quatro caminhos a seguir quando se usa um título imperativo.
1º) O que significa a ordem. Veja o exemplo de Crane: (p. 134)
"Tem cuidado da doutrina" – (I Tm 4.16)
I - Ter cuidado da doutrina significa defendê-la
II - Ter cuidado da doutrina significa ensiná-la
Observe: a ordem, se invertida, melhorará a argumentação.
2º) As razões pela quais se deve obedecer à ordem dada.
Veja o exemplo de crane: (p.135)
"Sede Santos" – (I Pe 1.13-21)
I - Devemos ser santos por lealdade ao nosso Pai
II - Devemos ser santos por temer o juízo
III - Devemos ser santos por amor ao Salvador
3º) Como Cumprir a ordem. Veja-se o exemplo de crane ( p. 135)
" Fazei discípulos de todas as nações" Mt 28.19
I - Podemos fazê-lo se somos fiéis no testemunho pessoal no lugar em que o Senhor nos colocou.
II - Podemos fazê-lo se somos fiéis em orarmos por avivamento mundial.
III - Podemos fazê-lo se somos fiéis em contribuição para o sustento da obra missionária.
4º) O sermão como o título imperativo pode ter uma combinação dos métodos descritos. Veja-se o exemplo de Crane ( p. 135)
"Crescei na estatura espiritual" - II Pe 3.18
(abreviado sem sub-divisões)
I - O que significa crescer espiritualmente ?
II - Porque devemos crescer espiritualmente ?
III - Como devemos crescer espiritualmente ?
7.3 Formulando o título em forma de proposição. O título é uma declaração. Há caminhos pelos quais o pregador pode enveredar.
1º) O que a proposição significa. Veja-se este esboço de Spurgeon (citado por Crane, p. 136)
"Ao Senhor pertence a salvação" - Jn 2.9
I - A origem da salvação pertence ao Senhor
II - A execução da salvação pertence ao Senhor
III - A aplicação da salvação pertence ao Senhor
IV - A sustentação da salvação pertence ao Senhor
V - O aperfeiçoamento da salvação pertence ao Senhor
2º) Provar que a proposição é certa. Veja-se o exemplo de Crane ( p.136)
" A ordem constante do povo do Senhor é: adiante !" Ex 14.15
I - Ir adiante na obra do Senhor e um dever iniludível
II - Ir adiante na obra do Senhor é uma necessidade imperiosa
III - Ir adiante na obra do Senhor é possibilidade gloriosa
3º) Uma combinação dos dois métodos anteriores. Veja-se o exemplo de Crane (p. 137-8)
" Nada há perigoso como cristianismo falso" - Hb 5.1-11
I - Vejamos o que é o cristianismo falso ( seguem-se 3 sub-divisões )
II - Vejamos o que faz o cristianismo falso ( idem)
8. Como enunciar o título
a) Antes da leitura bíblica
b) Após a leitura bíblica
c) Após a introdução.
Fonte:
Apostila SETAD-SP-Oráculo;
Dicionário Aurélio;
Apontamentos do Editor.
NOTA: Os primeiros sete preceitos foram traduzidos e adaptados pelo Pr. Alberto Blanco de Oliveira da publicação "word and way", de Missouri, EUA. Os demais são de sua autoria, publicado em "O jornal de oração" de março de 1881.
Administração Eclesiástica, vol 10 – nº 2.
Natanael Nogueira de Sousa e Kleber Paulo Santana
Escrito por osiel varela em Domingo, 30 Março 2008
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Segunda-feira, 17 Março 2008
Homilética Continuação
Nesta semana, vamos inserir alguns exemplos.
EXEMPLOS:
1. Sermões Temáticos ou Tópicos
O que caracteriza o Sermão Temático ou Tópico é o seu tema derivado do texto, mas as divisões são aleatórias. Não se prenda ao assunto dos exemplos, envolva-se e note as peculiaridades deste tipo de Sermão.
Exemplo 1: "A palavra divina é a verdade" (João 17.17).
Na introdução o pregador mostrará como podemos crer na Bíblia. Ela tem sido comprovada pelos séculos.
A argumentação segue a partir daqui:
A Palavra de Deus é a Verdade e isto está provado.
Surgem as divisões.
Três divisões:
I – PELA HISTÓRIA HUMANA
II – PELA CIÊNCIA
III – PELO SEU PODER
Observe cinco coisas:
Grave bem isto!
1. Acertadamente, a idéia mais forte é a do último tópico.
2. As divisões nada têm a ver com o texto.
3. As divisões nada têm a ver com exposição.
4. As divisões derivam-se do tema ou tópicos.
5. As divisões são aleatórias, acidentais, arranjadas.
Exemplo 2: "Coisas a esquecer" (Filipenses 3.13)
I - VITÓRIAS
II - DERROTAS
III - PECADOS
IV - RIXAS
V - SOFRIMENTOS.
Você notou, que podemos chamar o Sermão Temático de Sermão Tópico.
Tópico - Derivado de Topo: A parte mais alta ou proeminente.
Da mesma forma, acontece, também, com este Tipo de Sermão, em que a sua Estrutura, está centrada no Tema, sendo este: o Tópico o elemento, mais relevante no Sermão, em toda a sua explanação ou prédica.
Compilação e fonte:
Apostila SETAD-SP-Oráculo
Administração Eclesiástica, vol 10 – nº 2. Natanael Nogueira de Sousa e Kleber Paulo Santana
Apontamentos do autor da compilação: Osvarela
Continua...
Escrito por osiel varela em Segunda-feira, 17 Março 2008
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Quarta-feira, 12 Março 2008
  Coloco as fotos de dois expoentes da pregação, D.L.Moody e Billy Graham; poderia colocar vários outros, como, Calvino, Huss, Bernard Jonhson, Lutero, e outros tantos, por todos eles glorificamos à Deus, pelas suas vidas!
Por necessidade de nossos alunos, estou publicando parte do comentário das aulas de homilética.
Comentários das Lições de Homilética:
Características dos Sermões:
É importante uma colocação inicial:
Todo sermão deve ter um objetivo ou assunto à ser apresentado aos ouvintes, de forma que se torne uma palavra prática em sua jornada cristã, como exortação, consolação, ensino, prática da vida cristã, e principalmente, para atingir o principal alvo: ganhar almas. TENHA EM MENTE, NÃO HÁ SERMÃO SEM ASSUNTO OBJETIVO.
Muito embora, na questão da formulação da Classificação dos sermões, estes possam ter objetivos, referente, às reuniões especiais:
Podem versar sobre temas:
Doutrinários
Temas morais
Assuntos históricos
Temas biográficos
Temas oriundos da experiência
Obs.: Todos eles têem, obrigatoriamente que conter um texto bíblico básico.
Exemplo: moralidade, conforme a Bíblia nos ensina, seja no AT ou NT, seja Paulo ou seja Moisés, a Palavra de Deus será sempre a base para cada Tema.
Biografia: seja a de Elias ou seja a de Davi, seja a de Pedro ou principalmente a de Jesus.
Quero ressaltar isto, para que os alunos, saibam que a nossa experiência, ou mesmo a vida de um personagem histórico, como Lutero, Billy Graham, Mood, por melhor que seja, poderá ser usada no sermão, mas construído sobre a Base bíblica, comparativa, com o uso de uma Passagem bíblica da vida sobre um personagem bíblico.
Ao usarmos este tipo de Sermão, devemos preferência ao personagem citado pela Bíblia Sagrada, para depois, destacarmos o personagem histórico.
E os Sermões, chamados ocasionais (para quem tem a apostila de nosso curso, está disposto na página 18, como certamente alguns internautas, lerão este texto, registramos mais detalhadamente o assunto), alguns dos quais listamos, abaixo
Congressos ou Confraternizações:
Infantil
Infanto-juvenil
Mocidade
Senhoras
Varões
Dia da Inauguração do Templo
Dia de Aniversário do Templo
Dia de Festividades cívicas:
Dia da Pátria
Dia da Bandeira
Dia 7 de Setembro – Dia da Emancipação do Brasil
Ou festividades próprias, do povo cristão:
Dia da Bíblia
Dia do Pastor
Dia da Escola Bíblica dominical
Dia de Missões
Acadêmicas – formaturas, atividades em escolas com base cristã ou não, neste último caso, desde que você for convidado para expor sobre isto ao quadro discente e docente.
Hoje em dia temos grupos como:
Atletas, grupos de excluídos, dependentes químicos, doentes em hospitais. Isto exige, preparo e postura sobre o que falar nestes ambientes.
Os Atletas de Cristo: então, importa, ter um sermão condizente com este grupo de cristãos.
Em minha Igreja, já houve momentos de ser necessário, levar uma palavra a grupos de atletas, entre eles não crentes.
Eventos familiares, ou multi-familiares:
Apresentação de crianças
Nupciais ou para Casamento
Noivado
Culto de ação-de-graças
Culto fúnebre
Outro ponto importante:
O pregador deve fazer uma exegese do texto, para durante sua fala, ter total conhecimento do texto bíblico, e do assunto, independente, do modelo de seu sermão.
Nesta semana estudamos, sobre os três tipos de Sermões:
Sermão Temático:
Sermão Textual:
Sermão Expositivo:
Temático:
O sermão temático tem as seguintes características práticas:
Suas divisões principais, são derivadas ou extraídas do Tema e não do texto bíblico.
O assunto deste tipo de sermão é extraído do texto, este porém passa a servir, apenas de elo prepositivo, não mais se tratando, do mesmo, na exposição do sermão, mas sim do Tema, como se o tema não pertencesse ao texto.
O pregador deve utilizar-se, de um texto bíblico, de preferência com 1 versículo, ou uma frase de um versículo, uma parte do versículo, (as chamadas, parte a ou parte b), para introdução do seu sermão.
Porém, o texto servirá para introduzir a base bíblica ao sermão, pois não há pregação sem o uso da Palavra de Deus.
O sermão temático tem como fulcro (ou eixo) principal, o Tema!
Desta forma, o pregador deverá manter, a sua prédica (fala) durante todo o período em que estiver ministrando o seu sermão, com base, no Tema.
A partir, do tema, o pregador, deverá dividir os pontos principais do seu Sermão.
Cada ponto deverá conter uma parte do objetivo que o pregador quer alcançar com a prédica, sempre baseado no Tema.
Porém, cada ponto deve estar amarrado no pensamento do tema e não no texto básico.
O pregador poderá e deverá, usar versículos de contextos ao seu tema, mas de maneira que eles sejam, distantes uns dos outros, afim de não mudar o tipo do sermão.
Não fuja do tema central!
Textual:
O sermão textual, como o próprio título diz, é construído sobre um texto bíblico, entre 1 a 4 versículos.
Segundo alguns expositores, há uma opinião que o texto usado deva conter o número citado acima.
Procure não utilizar-se de um texto muito longo, você pode incorrer em mudar o tipo de sermão.
O pregador vai utilizar este texto em sua prédica.
Os pontos principais do sermão deverão ser extraídos do texto e podem ser consubstanciados ou embasados com textos do mesmo contexto, porém de preferência distantes, para que não mude o modelo do sermão, pelo mesmo problema que citamos, acima.
Você entenderá o porque, após todas explicações sobre o assunto: Sermão.
Neste tipo de sermão, o pregador deverá e poderá:
Dar Título ao sermão, para expressar o seu objetivo na prédica, contudo, não poderá utilizar-se do mesmo no comentário do sermão, pois, o seu sermão deverá estar contido no Texto bíblico básico.
Montar o sermão unicamente com base no texto.
Pode utilizar-se de contextos, para enriquecer as idéias e a prédica.
Divida o texto em divisões principais, ou tópicos principais, mas sempre derivados do texto lido.
O pregador poderá tirar lições, ou ilustrações de outras porções bíblicas, para não ficar hermético.
Continua.....
Autor e compilador: Osvarela
Acesse também: http://estudandopalavra.blogspot.com/
Fonte:
Apostila SETAD-SP-Oráculo
Apontamentos do autor e compilador
Escrito por osiel varela em Quarta-feira, 12 Março 2008
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Sábado, 23 Fevereiro 2008
Continuação....
23/02/08
HOMILÉTICA [a arte de preparar e pregar sermões fiéis e poderosos] - Segunda Parte; texto compilado e acrescentado por: Osvarela
5. A homilética não é:
a) Substituta da vida espiritual;
b) Substituta do Espírito Santo;
c) Uma garantia de ministério eficiente.
6. A homilética é:
a) Um auxiliar no estudo e análise do texto;
b) Um auxiliar na exposição de idéias;
c) Uma compreensão de que o sermão tem muito a ver com o pregador. O pregador é o sermão.d) Uma compreensão de que Deus colocou no mundo recursos que devemos aproveitar. Inclusive os da ciência da comunicação verbal.
II – OBJETIVO GERAL DO SERMÃO
O objetivo geral é o propósito geral do sermão, a categoria a que ele se encaixa em termos de fim último. O que se pretende com um sermão? Ocupar o espaço no culto? Dar algum material para o povo pensar? Os ouvintes de um pregador ou são salvos ou são perdidos. A quem se destina o sermão? A ênfase no seu conteúdo se para os salvos, se para os perdidos, é o que determina o seu objetivo geral. São seis os objetivos gerais do sermão, conforme Crane. (El sermon eficaz pg. 57-75): evangelístico, doutrinário, devocional, consagração, ética (ou moral) e alento (pastoral). Destina-se a crentes e não crentes.
1. Sermão evangelístico.
Sua finalidade é persuadir os perdidos a aceitarem Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Infelizmente, os sermões evangelísticos são, hoje, repletos de frases feitas: "Deus te ama", "Você pode morrer esta noite", "Vem agora", etc. No entanto, um sermão evangelístico pode ter um bom conteúdo (O evangelista não necessita de pobreza de idéias no cumprimento de sua missão). Quatro verdades devem se delinear no sermão evangelístico:
a) O homem natural está perdido; b) A obra redentora é de Cristo; c) As condições pelas quais o homem se apropria da obra redentora de Cristo; d) A necessidade de uma decisão, se não pública, pelo menos no íntimo.
2. O sermão doutrinário.
Sua finalidade é instruir os crentes sobre as grandes verdades da fé e como aplicá-las, portanto, é didático. O dom de ensino era muito difundido no cristianismo nascente. Jesus era intitulado de "Mestre" e os seus seguidores de "discípulos". O sermão doutrinário atende quatro funções na vida da igreja: a) Atende o desejo de aprender que existe na vida do crente; b) Previne contra as heresias;
c) Dá embasamento à ação;
d) Contribui para o crescimento dos ouvintes e do próprio pregador.
No próximo capítulo teceremos comentários sobre cada item de forma resumida.
continua...
Escrito por osiel varela em Sábado, 23 Fevereiro 2008
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Terça-feira, 12 Fevereiro 2008
HOMILÉTICA [a arte de preparar e pregar sermões fiéis e poderosos] - Primeira Parte
texto compilado e acrescentado por: Osvarela
INTRODUÇÃO:
O obreiro precisa saber comunicar a Palavra de Deus com eficiência e de maneira clara. Surge então, a necessidade da homilética.
Tenho assistido a pregações, nas quais os pregadores, tentam desenvolver um assunto ou Tema, trabalhando sobre um versículo ou texto bíblico, sem a necessária preparação hermenêutica ou exegética. E aquilo que inicialmente, demonstrava-se como uma ótima futura pregação esvai-se como um vapor, após alguns minutos de prédica, obrigando o Pregador, se pentecostal ou não a passar a usar os famosos refrões atuais.
Esta prática, infelizmente, tem ocorrido em alguns de nossos púlpitos.
A última que ouvi, o pregador tentou encaixar um conhecido texto bíblico do Antigo Testamento, de um dos Livros dos Profetas maiores, que fala de maneira antropomórfica, da ação de Jeová sobre o seu povo, como poderia moldá-lo, mas o fez sem a devida propriedade, que o texto merecia.
E então, o que seria uma ótima pregação, com base em um texto bíblico, passa a ser um “Testemunho” ou um apanhado de versículos, tais como, “Eu venci”, ou “tudo posso...”, ou “somos mais que vencedores”, “você é vitorioso”, você é...., e por aí vai, às vezes, conseguindo até arrancar glorificação da Igreja, pois a Palavra, afinal tem poder.
Mas, na maioria das vezes, o pregador acaba tornando-se cansativo, após, uma duas, três vezes, a platéia fica alheia ou monotonamente cansada com o pregador, que tem que “esgoelar-se”, cada vez mais, ou mostrar um “poder espiritual muito maior” para chamar a atenção da Igreja.
Contudo, poderia ser mais eficaz na vida pessoal ou espiritual da Igreja, edificando a mesma, permitindo-a crescer na Graça e no Conhecimento de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Qual a dificuldade: Sem utilizar-se dos recursos de contexto do assunto, contextos próximos e os contextos distantes, o pregador não conseguirá dar a platéia (Igreja ouvinte) a idéia do conteúdo do assunto dentro da Bíblia ou do Ensino Geral bíblico sobre o Tema.
Primeiro: A Homilética depende fundamentalmente disto, se você, quiser ser um bom pregador tenha este cuidado, pois, à partir daí você estará seguro sobre o que vai falar.
Veja! Se você vai falar sobre esta, ou outra passagem, tenha cuidado em não ir além daquilo que a hermenêutica ou exegese do texto permite.
Porque? Simples, a Homilética ou seja, o produto final destas fontes de Estudo da Palavra de Deus: a Pregação, vai sofrer com a má hermenêutica ou exegese do texto, ou pode criar conflito com o próprio texto, como ensina o Pastor Hernanes da PIB-MG.
Dependerá inclusive dos exemplos, ou ilustrações, que serão citados durante o discurso, que muitas das vezes são conflitantes com a hermenêutica rasa do texto.Ou você pode cair na Frase final desta primeira parte deste ensino.
I – PORQUE PREPARAR SERMÕES?
"Sermão é Deus quem dá". Por que há níveis diferentes de sermões? Por que há pregadores melhores que outros? Todos os sermões e todos os pregadores deveriam ser uniformes. Há culto narcisismo nos púlpitos. Quase todos os pregadores se acham bons e não gostam de ser corrigidos. Corrigir um pregador não significa duvidar de sua vocação. Há pregadores que encaram o preparo do sermão como descrença no poder espiritual deles.
1. O valor da pregação
Helmut Thielicke, famoso pregador alemão, disse: "Onde quer que encontremos, hoje em dia, uma congregação cheia de vida, encontraremos no centro uma pregação cheia de vida". Com isto podemos entender que a pregação é a principal tarefa do pastor.
2. Definição de pregação
Brook – "É a comunicação da verdade por um homem a outros homens."
Pattison – "É a comunicação verbal da verdade divina com o propósito de persuadir."
3. Definição de Homilética
"É a arte de pregar sermões", "a ciência da pregação", "arte de fala religiosa". Do grego: "Homileo" (conversa, fala, em espírito de camaradagem).
4. Objetivo da homilética
Ajudar na confecção de sermões para uma pregação mais eficiente. Isto porque beneficia o pregador (torna mais fácil a pregação do sermão) e beneficia o auditório (um sermão homileticamente preparado é mais assimilável). Muitos sermões falham por ser absolutamente sem ordem. As idéias são confusas e a pregação perde o sentido, por completo.
Talvez chegue o tempo em que poderá dizer-se: "Felizmente a vida não é como o sermão do pastor, porque a vida, apesar de tudo, tem algum sentido, enquanto o sermão do pastor não tem nenhum".
Fonte:revistadominical/homiletica - Continua...
Escrito por osiel varela em Terça-feira, 12 Fevereiro 2008
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Quinta-feira, 07 Fevereiro 2008
LITURGIA
SBC – SP – Brasil Autor do texto: Osvarela O que é Liturgia?
- O termo "Liturgia", hoje utilizado quase que exclusivamente para descrever o ato de culto, não nasceu em ambiente religioso e nem mesmo no mundo do Antigo Testamento. Ele vai surgir por primeiro na Grécia antiga, pertencendo pois à língua grega clássica, como palavra composta por duas raízes: leit (de laós = povo) e érgon (= ação, empresa, obra).
A palavra assim composta significava naquele ambiente em que nasceu: "ação, obra, empresa para o povo ou pública".
Por "Liturgia" se entendia na Grécia clássica, isto é, pelo séc. VI antes de Cristo, um serviço público feito para o povo por alguém de posses.
No Antigo Testamento traduzido ainda antes de Cristo para o grego e chamado tradução dos LXX (porque, conforme se sustenta, foi traduzido por 70 homens sábios), "Liturgia" aparece cerca de 170 vezes, designando sempre o culto prestado a Javé, não por qualquer pessoa, mas apenas pelos Sacerdotes e pelos Levitas no Templo de Jerusalém.
No cristianismo primitivo o termo "Liturgia" também resiste a aparecer.
Os primeiros cristãos adotando o "espiritualismo cultual", isto é, aquele tipo de culto realizado em "espírito e verdade", não mais ligado às instituições do sacerdócio ou do templo, seja o de Jerusalém ou de Garizim (cf. Jo 4,19-26), para identificar explicitamente um culto oficial, feito segundo regras precisas, tal qual era o sacrifício hebraico.
Mas já na Igreja pós-apostólica, "Liturgia" vai perdendo parte de seu aspecto negativo e começa a distinguir os ritos do culto cristão, como se vê em documentos como a Didaché ou Doutrina dos Apóstolos, escrita entre os anos 80 e 90 de nossa era e na 1ª Carta de Clemente Romano aos Coríntios, de cerca do ano 96.
No ambiente das Igrejas esta palavra parece que perdeu o sentido. Já não se utiliza nenhum padrão litúrgico. Umas igrejas não preparam qualquer Liturgia e até usam a desculpa de que é tudo feito na direção do Espírito, alegação descabida, para que não haja nenhuma ordem na Liturgia do culto.
Realmente o culto deve ser aberto e dirigido na unção do Espírito Santo e quanto o que diz Paulo:
Romanos 12.1:“Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.”
Usa-se todo o tipo de atividade na Liturgia:
Dança
Coreografia
Ritmos pop’s
Rock
Afros ou descendentes – reagae; jazz; canções com ritmos afros.
Palmas – uns batem outros não.Interessante é que existem ministérios que parte de suas congregações ou filiais, usam liturgias diferentes.
Sl. 47.1 Batei palmas, todos os povos; aclamai a Deus com voz de júbilo.
Tudo em nome de uma Liturgia aberta.
E quanto ao que diz a Bíblia: “Cl. 3.16: A palavra de Cristo habite em vós ricamente, em toda a sabedoria; ensinai-vos e admoestai-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, louvando a Deus com gratidão em vossos corações.” e Efésios 5.19:falando entre vós em salmos, hinos, e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração,”
Veja trecho de um site de adoração: “O culto pentecostal e a Renovação Carismática são o motivo de uma revolução litúrgica hoje em curso em todo o cristianismo. Uma análise sobre o fenômeno mostra que o tipo de música usado no culto é a raiz dessa mudança.” Autor: Vanderlei Dorneles
A Adoração parece ser, para algumas Igrejas, a única forma agradável do culto para alguns, acabou a música, desperta-se da cartase emocional e vamos agora ouvir o que este pregador tem para falar! Então, é um tal de falar palavras chaves e tome: “Deus habita no meio de Louvores”, ou “Celebrai ao Senhor com Júbilo”.
Senão: Ah! Não gostei desta palavra, "não era de fogo", eu gosto de "palavra de fogo"; ou se o pregador está no clima do "re-te-té", este sim este é dos nossos!Ou ainda: "muita Teologia..."! Hoje é um desafio pregar ou congregar, em certos locais. È preciso ler a carta ao Pregador Itinerante de Augustus Nicodemus, se não você pode, esta "perdido", por excesso ou por falta ou vai cometer alguma falha durante o culto; o povo vai ficar de pé, e você vai estar sentando, a leitura é feita toda ela, só pelo pastor e você, lê o versículo seguinte, e todo povo vai te olhar estranho; você vai de mangas de camisa, num culto, pela manhã, para dar uma palestra para os jovens, e todo mundo vai estar de gravata.[Se puder procure nos nossos sites a matéria citada e de uma lida] Até onde vai a Liturgia real do culto e as formas, tanto a tradicional e as neo formas litúrgicas? O que fazer para encontrar o caminho por que trilharam Cristo , os Apóstolos e a Igreja primitiva.
Lembrando que a Bíblia diz: “Mc. 14.26 E, tendo [cantado ]um hino, saíram para o Monte das Oliveiras. e tendo cantado um hino ...” Não quero dar a resposta, mas quero trazer este assunto à discussão!
Outras trazem a Liturgia amarrada, de tal ordem, que parece “script”, que se for alterado, a cena dever ser refeita.
Qual afinal deve ser a ordem litúrgica, correta?
Começando do púlpito:
Aquela na qual o pastor usa terno e gravata?
Ou aquela em que o pastor ou pastora, usa mangas de camisa?
Aquela que só o pregador fica no púlpito?
Ou aquela na qual todos se assentam na Tribuna?
Continuando pelo espaço do Templo:
Aquela em que as mulheres ficam de um lado e os homens do outro, em bancadas diferentes?
Ou aquela na qual a bancada pode ser usada por ambos os sexos, onde até às vezes, sai um beijinho fortuito?
Entrando no aspecto litúrgico:
A que bate palmas?
A que dança?
A que usa véu ?
A que faz “aviãozinho”? A que é do “re-te-té ?
A que usa Orquestra?
Ou a que usa a “furiosa”, como era chamada popularmente a Banda?
A que tem coral?
Ou a que tem Grupo de varões? ou Banda de Levitas
A que tem Grupo de “Levitas”? A que usa bateria e instrumentos de percussão ?
Ou a que só pode usar violão?
Até rimou.
Parece exagero, mas se vamos viajar por estes "brasis evangélicos", dentro do Brasil, veremos que tudo isto é real e verdadeiro.
DANÇA E CULTO SOLENE:
Tenho encontrado uma certa dificuldade, ao notar a insistência de pastores e ensinadores, no seio da Igreja, em usar um texto que nada tem a ver com a condenação por parte de Deus de danças ou outras coreografias no culto.
Geralmente ao ouvir a citação do texto, fico preocupado com falta de entendimento daqueles que assim procedem, e me vem a memória, que se fosse nos dias de hoje: muitas Mical, se oporiam a entrada de Davi em nossos Templos, principalmente em dias de festas.
II Sm. 6.16: Quando entrava a arca do Senhor na cidade de Davi, Mical, filha de Saul, estava olhando pela janela; e, vendo ao rei Davi saltando e dançando diante do senhor, o desprezou no seu coração.
O texto ao qual me refiro, está no Livro do Profeta Amós, capítulo 5 : vs.23: Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos, porque não ouvirei as melodias das tuas liras. Tenho assistido o uso corrente desta passagem, dentro do “contexto”, que certos ensinadores a entendem, misericórdia, será tão difícil entender este texto?
Ou será por outros motivos, para mantença da “Sã doutrina”!
Os que o utilizam como o padrão litúrgico a ser seguido, não fazem a leitura do texto em sua totalidade.
Em algumas ocasiões, já insinuei que assim fizessem, sem sucesso e para não causar constrangimentos, quanto ao fato, da necessidade em se ler o contexto próximo, no próprio capítulo, e ver que:
Conteúdo hermenêutico do texto:
Deus não está triste e aborrecido, por causa da dança (como assim colocam os defensores deste texto para falar contra a dança) ou do ruído produzido nos cultos, [porque estrépito, quer dizer: Ruído forte; estrondo];significa também que nem sempre barulho é sinal da presença de Deus, a Igreja de Corinto fazia barulho, tinha todos os dons, e também muitos problemas.
Deus também não está satisfeito com os louvores do culto litúrgico “normal”; Deus também não está satisfeito com as melodias dos instrumentos do povo de Israel;
Deus também não está satisfeito com as festas rituais de Israel;
Deus também não está satisfeito com as assembléias solenes, das quais, Ele diz: “vs.21: Aborreço, desprezo as vossas festas, e não me deleito..” Deus também não está satisfeito, nem se agrada dos holocaustos e ofertas de manjares e nem se agrada[“não está nem aí”],com as ofertas pacíficas dos “vossos animais gordos”. Este texto está num contexto de condenação não da Liturgia do Culto em Israel, mas na devassidão que tomou conta do Povo, que adulterou contra Deus, oferecendo holocaustos a : vs.25-26: “Oferecestes-me vós sacrifícios e oblações no deserto por quarenta anos, ó casa de Israel? Sim, levastes Sicute, vosso rei (moloch), e Quium, vosso deus-estrela, imagens que fizestes para vos mesmos.” Sicute – como era conhecido Saturno nas fontes assírias.
Se tais defensores do uso deste texto tivessem o cuidado em ensinar o povo, citariam todo o capitulo, e encontrariam, também, que o Senhor não queria receber nenhum tipo de culto do povo de Israel, seja em forma de, louvores, cultos solenes, ofertas, holocaustos, pelos motivos citados no próprio texto, mas o que me deixa mais triste, é que estes ensinadores, sabem muito bem o que estão falando, mas não querem deixar brecha para não perder as rédeas do povo[e manter a "sã doutrina"], seria muito mais fácil, ensinar a Palavra de Deus ao povo e por si só Deus Iluminaria a mente do seu Povo, a Igreja.
AMÓS 5.21 ss:Aborreço, desprezo as vossas festas, e não me deleito nas vossas assembléias solenes. Ainda que me ofereçais holocaustos, juntamente com as vossas ofertas de cereais, não me agradarei deles; nem atentarei para as ofertas pacíficas de vossos animais cevados. Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos, porque não ouvirei as melodias das tuas liras.
Ao iniciar este texto não sabia que grandes personagens da vida religiosa cristã já se debateram sobre o tema e fiquei feliz ao ler o texto de eminentes Líderes, cito frase de um deles: Pr.Augustus Nicodemus.
Veja o que diz o Dr. e Pastor Augusto Nicodemus: Site Teologia Brasileira:
07-06-2004 Tensões no culto evangélico brasileiro
"Uma das áreas mais polêmicas dentro do Cristianismo é exatamente aquela em que deveria haver mais harmonia e consenso entre os cristãos, ou seja, o culto. Através da sua história, a Igreja Cristã vem se debatendo com disputas, discussões e discordâncias quanto a alguns importantes aspectos relacionados com o serviço divino. E o debate, naturalmente, está presente na igreja evangélica brasileira.
Por exemplo, a questão da organização versus liberdade na liturgia."
Fonte:
http://www.musicaeadoracao.com.br/artigos/meio/liturgia_pentecostal.htm
Apontamentos do autor Bíblia digital cortesia Tio Sam
Escrito por osiel varela em Quinta-feira, 07 Fevereiro 2008
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Sábado, 02 Fevereiro 2008
O PODER DAS PERGUNTAS II
Por Tim Dahlstrom
Tradução: Elvis Brassaroto Aleixo
Fonte: Christian Research Journal, vol. 27, nº 2, 2004.
Continuação A escolha da palavra correta dependerá muito do contexto da situação em que nos encontrarmos. E, mais importante ainda, dependerá do nível intelectivo do receptor e de seu estilo de comunicação. Usar um vocabulário especializado pode ser mais apropriado numa aula sobre religiões comparadas direcionada a seminaristas de nível avançado, mas seria inadequado numa conversa com alguém na rua. Como alguém poderá saber tudo isso? Lembre-se, é você quem está fazendo as perguntas! As respostas para estas perguntas nos permitem ajustar melhor a nossa aproximação à situação e à pessoa com quem almejamos dialogar.
Terceiro, a pergunta não pode conter um teor amedrontador ou estar carregada de palavras emocionalmente carregadas. Tais questões evocam uma reação apaixonada e não uma resposta pensada. São perguntas usualmente impróprias para quem intenta travar um diálogo qualitativo. O termo “pecado”, por exemplo, é extremamente carregado no âmbito emocional. Em nossos encontros com os não-cristãos, percebemos algumas reações interessantes quando do uso desta palavra. As reações refletiram o conceito que as pessoas possuíam acerca de “pecado”, mas sem necessariamente declararem qual é este conceito implícito por trás da palavra.
A fim de despir o termo de seu teor emotivo, sugerimos uma progressão das idéias na conversa. O “pecado” pode ser descrito, num primeiro momento, como “ser imperfeito”, depois, como uma “regressão aos mandamentos de Deus” ou algo similar que igualmente comunique a compreensão bíblica que encerra o termo.
Quando sugerimos uma expressão diferenciada para a conceituação de um termo bíblico, não estamos querendo dizer que o apologista deve mudar a essência da definição. Precisamos ser cuidadosos e precisos. Cremos que o emprego de descrições alternativas pode ser mais bem compreendido no diálogo, assim como pode promover respostas sem o caráter resistente que de outra forma poderia se verificar.
Perguntas que devem ser evitadas
Deveríamos evitar alguma espécie de pergunta? A resposta é sim. A pergunta dirigida deve ser, em geral, evitada. Perguntas dirigidas são aquelas que sugerem ou deduzem a resposta correta. O poder da sugestão pode balançar as pessoas facilmente.
Com tais perguntas, podemos receber respostas convenientes em vez de informações precisas e detalhes importantes. Essas perguntas, habitualmente, começam com expressões indagativas, tais como: “Você não acha que...?”, “Você não deveria...”, ou “Você não concorda que...?”. Obviamente, tais perguntas estão estimulando uma resposta específica.
Como perguntar?
O processo interrogativo é bastante simples, mas o fracasso na observância de alguns passos pode conduzir-nos a enganos e a uma comunicação ineficaz. Se não atentarmos para este cuidado, o impacto de nossas perguntas será reduzido.
Primeiro: devemos fazer a pergunta. Se a pergunta for desenvolvida com as diretrizes básicas já comentadas até aqui, ela produzirá uma resposta sensata. Se não, a pergunta precisará ser reformulada.
Segundo: devemos receber a resposta. Para recebermos a resposta em sua completeza, precisamos estar predispostos a ouvi-la. Escutar com diligência quer dizer focalizar a atenção naquilo que o respondente está dizendo, evitando interrupções e absorvendo as mensagens visuais e auditivas expressas por ele. A “linguagem corporal” de uma pessoa e o seu tom de voz podem ser tão importantes quanto o que ela está dizendo. O tempo durante o qual estivermos ouvindo a resposta não é apropriado para desenvolver perguntas adicionais ou avaliar a resposta. Comumente, tais perguntas são precipitadas e mancas, pois não consideraram a lógica total da resposta.
Finalmente, depois de recebermos toda a resposta, podemos, então, avaliá-la em sua inteireza lógica e precisão efetiva, em suas suposições e consistência, com informações conhecidas ou respostas prévias.
Se a sucessão de perguntas deverá ser da do geral para o específico ou do específico para o geral, isso depende do tópico em discussão. Seja qual for o caso, o ponto central será usar a informação obtida de uma pergunta como “alimento” para a formulação da próxima pergunta lógica e, nessa cadência, conduzir o diálogo passo a passo ao destino final, seja ele uma compreensão, uma conclusão, ou mesmo uma decisão.
Mas há, ainda, outros tipos de perguntas que gostaríamos de trazer à baila: “as abertas e as fechadas”. Perguntas abertas são aquelas que fazem que os respondentes forneçam respostas desestruturadas ou desorganizadas, proporcionando o destaque de informações importantes. Tais perguntas pedem descrição ou explicação. “Como” e “por que” são termos freqüentemente usados aqui. A resposta para uma pergunta aberta revelará informações acerca das suposições, preconceitos, valores e convicções do respondente e serão fundamentais para a formulação das questões subseqüentes. Por outro lado, as perguntas fechadas requerem, às vezes, respostas predeterminadas e devem ser usadas quando o desejo for obter do respondente uma informação particular.
As perguntas de múltipla escolha: sim ou não, verdadeiro ou falso, são questões fechadas.
Quem?
O quê?
Quando?
Onde? e Como? são também perguntas fechadas muitíssimo empregadas.
Por quê? é uma pergunta particularmente eficaz porque extrai argumentos, suposições e conhecimento, ajudando a descobrir a visão de mundo do respondente. Mas deve ser perguntada com sinceridade e respeito, pois, caso contrário, pode ser interpretada como uma acusação e não uma tentativa de entendimento.
O que segue são exemplos de diferentes tipos de perguntas que poderíamos fazer para conduzir as respostas ao ultimato de Jesus: “E vós, quem dizeis que eu sou?” (Mt 16.15; Mc 8.29).
Perguntas gerais que auxiliariam nesta resposta seriam: “Qual é a característica mais importante de Jesus?”; ou: “Como Jesus descreveu a si próprio?”.
Perguntas mais específicas poderiam ser: “Jesus foi um personagem histórico?”; ou: “Você acredita que Jesus é Deus?”.
Perguntas simples e inteligíveis como estas podem ajudar a dissipar a fumaça e a verborragia racionalizada que algumas pessoas cultivam. Elas ajudarão a desmantelar as filosofias complexas que se instauram contra o conhecimento da verdade (2Co 10.5). E também ajudarão o cristão a iniciar um diálogo e ser diligente na afirmação de sua fé.
Fonte: Christian Research Journal, vol. 27, nº 2, 2004.
Escrito por osiel varela em Sábado, 02 Fevereiro 2008
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Quarta-feira, 30 Janeiro 2008
O PODER DAS PERGUNTAS I
Por Tim Dahlstrom
Tradução: Elvis Brassaroto Aleixo
Fonte: Christian Research Journal, vol. 27, nº 2, 2004.
Muitos cristãos reconhecem que devem estar aptos para responder àqueles que os questionam acerca da razão de sua esperança (1Pe 3.15). E devem fazer isso por uma declaração, pela exposição de um fato ou de um argumento. Contudo, a resposta em forma de uma pergunta pode também ser uma ferramenta empregada poderosamente e com sucesso, após um pouco de prática. Tanto Jesus quanto Paulo regularmente se valeram das perguntas na prática do evangelismo, da apologética e do ensino.
O escritor do livro de Provérbios igualmente destacou o valor das questões indagativas:
“O primeiro a apresentar a sua causa parece ter razão, até que outro venha à frente e o questione” (Pv 18.17 – NVI). Por que as perguntas são tão poderosas? Porque demandam respostas, estimulam o pensamento, fornecem valiosas informações, provocam as pessoas a se abrirem aos problemas e as ajudam a se convencerem.
O maior valor prático do método de empregar as perguntas reside no fato de o questionador não ter de possuir todas as respostas. Um cristão pode se engajar numa discussão sem necessariamente conhecer tudo sobre o assunto em debate, desde que não esteja discursando, mas questionando. Para aqueles que não se sentem confortáveis diante de sua gama de conhecimento acerca de uma disciplina, ou que não se sentem qualificados para argumentar, o questionamento torna-se uma excelente opção que faz grande diferença no diálogo apologético.
Um exemplo de Jesus
Mateus nos relata um formato de questão indagativa utilizada por Jesus, recorrente nos relatos do evangelho (Mt 6.25-34). Nesse texto, um trecho do sermão da montanha, Jesus está ensinando os discípulos que eles não deveriam se preocupar. Primeiramente, Jesus declara um princípio, depois, faz uma série de perguntas, e, em seguida, finaliza com o resumo do conceito que queria que seus seguidores apreendessem.
As perguntas de Jesus fazem que seus ouvintes pensem e, ao mesmo tempo, consigam convencer a si próprios de alguma coisa. Imaginemos que os discípulos tenham, inicialmente, rejeitado a pregação de Jesus por meio de um diálogo interior (psicológico) sobre seus problemas, suas tensões e pressões, e os obstáculos que enfrentavam diariamente. A pungência das perguntas que Jesus apresentou, contudo, demoliu tais reflexões, levando-os a refletir sobre duas outras questões implícitas:
1) O que a preocupação pode fazer por mim? 2) Deus é fiel?
A resposta à primeira pergunta parece óbvia — a preocupação nada pode fazer por nós. A segunda, porém, requer que o ouvinte empenhe uma auto-avaliação, a fim de ponderar se ele realmente faz descansar sua confiança em Deus. Se a resposta for afirmativa, então a conclusão segue logicamente: a preocupação não faz sentido. Se for negativa, Jesus repete o conceito: “Não vos inquieteis, pois, com o amanhã” (Mt 6.34).
O emprego das perguntas por Jesus foi intenso e persuasivo. Jesus conduziu o raciocínio de seus ouvintes por meio de perguntas certas e eficazes. E suas indagações se tornaram catalizadoras de um caminho lógico quase inexorável à conclusão. Sobre isso, Philip Johnson aponta: “Se eu começar com a pergunta certa e deixar que a resposta desta primeira pergunta sugira a próxima, e assim por diante, então a força irresistível da lógica me levará à conclusão correta, mesmo que a primeira resposta pareça estar distante dela”. O que é uma boa pergunta?
Uma boa pergunta possui três importantes características.
Primeiro, a pergunta precisa ser simples e restrita a um único tópico. Evite perguntas que evoquem múltiplas respostas ou que sejam verborrágicas.
Segundo, a pergunta precisa ser clara e de fácil entendimento. Use um vocabulário que seja familiar à pessoa de quem você pretende obter a responda. Evite empregar termos vagos ou ambíguos e jargões evangélicos.
O apologista cristão deve estar atento aos termos e conceitos cristãos que sejam questionáveis em seu próprio meio, ou seja, entre os próprios cristãos, e também entre os cristãos e os sectários. Muitos termos e conceitos não são bem conhecido fora dos círculos cristãos.
Perguntar para uma pessoa se ela acredita que Jesus foi feito a propiciação pelos seus pecados, por exemplo, poderá, efetivamente, não ser uma boa idéia, uma vez que poucas pessoas ouviram falar de “propiciação” fora dos círculos cristãos. Uma estratégia prática é apresentar tais termos por meio de outras palavras que expressem o mesmo significado.
continua....
Escrito por osiel varela em Quarta-feira, 30 Janeiro 2008
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Sexta-feira, 25 Janeiro 2008
O gerúndio tem invadido até mesmo nossos púlpitos: "Vamos estar ouvindo a irmã cantar um hino!" "Chamamos nossos diáconos para estar recolhendo as ofertas." E por aí vai. O uso desta forma de falar, gradualmente tem atingido todos os setores da comunicação entre os brasileiros, inclusive a Igreja. Leia com atenção o artigo abaixo e acesse os "links"(outro uso que precisa ser corrigido - termos que não são traduzidos para o português) indicados.
Setor de telemarketing vai combater uso do gerúndio
Livro com orientações está sendo distribuído para os viciados em gerúndio.
Iniciativa é da Associação de Telesserviço; setor emprega 750 mil pessoas.
Acusado de ser o grande responsável pelo uso abusivo do gerúndio, o setor de telemarketing quer mudar essa imagem.
Para isso, a Associação Brasileira de Telesserviço decidiu agir e não apenas "estar pensando no assunto". Um livro com orientações está sendo distribuído para os viciados em gerúndio.
O setor de telemarketing cresce 10% ao ano e emprega 750 mil pessoas. A batalha contra o uso abusivo do gerúndio vai exigir muita aula, muita leitura. As aulas de português ensinam que o gerúndio é um tempo de verbo para ser usado em casos de ações duradouras e não para enrolar os outros.
"O gerundismo pega mal toda vez que você usa gerúndio para fazer referência a um processo que é pontual, não tem caráter de continuidade. Amanhã vou estar enviando um email, o fato de enviar email é pontual, então o gerúndio é usado de forma abusiva, de maneira automatizada", diz o professor de português Eduardo Antônio Lopes.
"O operador só tem sua voz para transmitir entusiasmo, simpatia, se ele não falar bem o cliente do outro lado vai sentir esse contato cansativo, muito desagradável", diz o presidente da Associação Brasileira de Telesserviço (sic), Carlos Humberto Alegretti.
(sic) - transcrito como estava escrito
Compilado por Osvarela
Escrito por osiel varela em Sexta-feira, 25 Janeiro 2008
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Domingo, 13 Janeiro 2008
AGORA NO NOSSO SITE:
LOUVOR COM SOM E IMAGEM
TEMPO - IMAGEM E VOZ
Escrito por osiel varela em Domingo, 13 Janeiro 2008
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Sábado, 12 Janeiro 2008
Enquanto não retornamos as aulas, estamos publicando artigos avulsos de Teologia.
Hoje postamos sobre o Nome de YHVH, útil para questões apologéticas, ou seja,de defesa da Fé em relação a seitas heréticas e também útil para nós que estudamos Teologia e precisamos conhecer, mais do assunto: Nome de Deus! YAWEH.
Quando o texto diz que Jesus não pronunciou o Nome "JEOVÁ", entendo que o nobre redator do texto, refere-se ao fato que, à época, Jesus falaria em aramaico ou mesmo se expressa-se em grego, ou que o escritor dos Evangelhos, usou a grafia, em grego, para o texto Bíblico do Novo Testamento, diante disto queremos , que o leitor não fique confuso com esta da declaração.
PORTANTO LEIA O TEXTO COM ESTAS OBSERVAÇÕES.
Ninguém sabe, ao certo, como se pronuncia YHVH, o tetragrama, designação das quatro consoantes que compõem o nome do Deus de Israel. É que em algum tempo antes da era cristã, para não sujarem com lábios humanos o nome do seu Deus, os israelitas deixaram de pronunciá-lo, e assim as vogais desse nome foram esquecidas. Por ocasião da leitura pública dos rolos nas sinagogas, ao chegar ao nome YHVH, uma nota marginal dizia: "Está escrito, mas não se lê." E ali mesmo era indicada a palavra que deveria ser lida: "Leia-se ADONAY".
O texto pré-massorético do Antigo Testamento só tinha consoantes; as vogais eram transmitidas através dos séculos pela tradição. Só no sexto ou sétimo século dC. é que os massoretas colocaram vogais no texto hebraico. A palavra YHVH, então, era escrita com as vogais do título ADONAY, e a palavra ADONAY era falada quando ocorria YHVH.
Acontece, também, que em algumas passagens do Antigo Testamento o título ADONAY (Senhor) vem seguido do tetragrama YHVH, que nesse caso é pontuado com as vogais de ELOHIM (Deus), resultando na forma JEHOVIH (JEOVI), como, por exemplo, em Sl 73.28 Is 50.4 Ez 3.11,27 Zc 9.14. Ou resultando na forma YEHVIH (JEVI), que ocorre, por exemplo, em Is 25.8 Jr 2.22 Am 1.8 Ob 1.1 Mq 1.1 Sf 1.7.
E em vinte e cinco passagens ocorre uma quarta forma de se expressar o nome do Deus de Israel, e isso por meio do monossílabo YAH (JÁ), que é a primeira sílaba de YAHVEH (JAVÉ).
A Petrus Galatinus (mais ou menos 1520 dC.) atribui-se a fusão, pela primeira vez, das consoantes YHVH com as vogais de ADONAY.
Koehler-Baumgartner fala de 1200 dC.
Dessa fusão surgiu um nome híbrido: YeHoVaH (Jeová). Esse não é, portanto, o nome do Deus de Israel.
O Jerome Biblical Commentary chama "Jeová" de um "não-nome" (77.11), e o Interpreter’s Dictionary of the Bible o chama de "nome artificial" (s. v. Jehovah).
O Lexicon in Veteris Testamenti Libros, de Koehler-Baumgartner (s. v. YHVH), chama a grafia "Jeová" de "errada" e defende como "correta e original" a pronúncia "Yahveh".
Alguém poderia perguntar por que a primeira vogal de ADONAY, um "A," se tornou um "E.
" É que a palavra ADONAY começa com uma gutural, um álefe, e sob gutural uma vogal esvaída deve ser um shevá composto. Ao se colocar essa mesma vogal esvaída sob uma consoante não-gutural, ela passa a ser um shevá simples, que se representa na transliteração por um "e" suspenso. No caso, sob o iode (Y) coloca-se a vogal "e": "Ye".
No Antigo Testamento traduzido por João Ferreira de Almeida e publicado em dois volumes quase sessenta anos após sua morte (1748 e 1753), é empregada a forma JEHOVAH onde no texto hebraico aparece YHVH. Almeida fez isso baseado na tradução espanhola feita por Reina-Valera (1602).
Na Almeida conhecida como Revista e Corrigida (RC), lançada em 1898 e que ainda hoje é usada, a comissão revisora substituiu JEHOVAH por "Senhor" nas passagens em que esse nome ocorre, menos naquelas em que está junto com ADONAY (Senhor), e em algumas poucas passagens esparsas. Nessas ocorrências a RC conservou JEHOVAH. Veja-se, por exemplo, Is 61.1: "O Espírito do Senhor (ADONAY) JEOVÁ está sobre mim, porque o SENHOR me ungiu" (RC). Este último SENHOR também é, no texto hebraico, YHVH.
O costume de usar "SENHOR" para indicar YHVH começou com a Septuaginta, a primeira tradução do Antigo Testamento, a qual foi feita entre 285 e 150 aC. O texto hebraico foi traduzido em Alexandria para a língua grega. Nesse texto os tradutores da Septuaginta reduziram a escrito uma tradição oral das sinagogas, onde geralmente se lia "ADONAY" (Senhor) toda vez que ocorria o nome YHVH. Essa foi a Bíblia de Jesus, dos apóstolos e da Igreja Primitiva.
Seguindo o costume que começou com a Septuaginta, a grande maioria das Bíblias emprega o título "SENHOR" (com maiúsculas) como correspondente de JAVÉ (YHVH). O título "Senhor" (com minúsculas) é tradução da palavra ADON, que em hebraico quer dizer "senhor" ou "dono." No Novo Testamento "Senhor" traduz a palavra grega KYRIOS, que quer dizer "senhor" ou "dono".
Jesus não usou o termo "Jeová."
Por exemplo, citando o Antigo Testamento em Dt 6.13, em que aparece YHVH, ele disse: "Ao Senhor (Kyrios) adorarás." {Mt 4.10} Tiago não fala de "Jeová." Discursando em Jerusalém {At 15.17} ele disse: "o Senhor, que faz todas estas coisas," e isso é citação de Am 9.12, que tem YHVH como sujeito da ação. Paulo também não usa "Jeová": em Rm 4.8, ele escreveu "Senhor," citando Sl 32.2, que tem YHVH.
São duas as razões que levaram os eruditos bíblicos a usarem a forma "Javé" como a mais provável para designar, em português, o nome do Deus de Israel (YHVH). A primeira é de ordem gramatical e a outra, de ordem documentária.
Primeiro, a de ordem gramatical. De acordo com Êx 3.14, Deus se apresentou a Israel como AQUELE QUE É, o Deus absoluto e imutável. d>
A forma Javé (Yahveh, em hebraico), corresponde ao verbo ‘ehyeh, repetido em Ex 3.14: EU SOU QUEM SOU (BLHoje). O verbo está no imperfeito, que em hebraico, por ser um verbo lâmede-he, termina com a vogal e. O verbo "ser" aqui é hayah (com iode), que em sua forma arcaica era havah (com vave). A Bíblia de Jerusalém em português transliterou esse nome de Deus e o grafou assim: Iahweh. Em inglês, a BJ traz Yahweh, cujo h médio os americanos pronunciam com ligeira aspiração.
Essa última forma é comum na literatura bíblico-teológica em inglês. Observe-se que em Êx 3.14 o verbo está grafado ‘ehyeh, sendo que a vírgula suspensa significa que em hebraico há ali uma letra álefe, que indica a primeira pessoa: EU SOU. Já o iode inicial indica terceira pessoa: AQUELE QUE É (Yahweh).
Um fato que indica ser a a vogal da primeira sílaba de YHVH é a forma abreviada desse nome, que é grafada Yah (Já). Essa abreviação de YHVH ocorre vinte e cinco vezes no Antigo Testamento.
A American Standard Version (1901), matriz da Versão Brasileira, nessas passagens põe "Jehovah" no texto, mas na margem há nota, assim: "hebraico: Jah." Ver, por exemplo, Êx 15.2 e Sl 104.35. Nessa última passagem aparece a frase cúltica "Hallelu-Yah" (Aleluia). Ver também a nota da Bíblia de Estudo de Almeida nessas duas passagens.
Como é que Yahweh se tornou Javé em português?
Primeiro, o iode (Y) inicial hebraico dá j em português (como em Yoseph - José).
Segundo, o h inicial e final caem porque não soam em português.
Terceiro, o w passa a ser v, que é como transliteramos em português a letra vave. E aí temos Javé.
Agora a razão de ordem documentária.
Teodoreto, pai da Igreja, da escola de Antioquia, falecido em 457 dC., afirma que os samaritanos, que tinham o Pentateuco em comum com os judeus como Escritura 0,,,,,546 falecido antes de 216 dC., transliterava "a palavra de quatro letras" por Iaoué. Também os papiros mágicos egípcios, que são do final do terceiro século dC., dão como corrente a pronúncia acima referida, a de Teodoreto.
Finalmente, convém notar que em duas traduções modernas da Bíblia está correta a vocalização de YHVH. Uma delas é a Bíblia de Jerusalém, que traz Yahweh (inglês e português), Yahvé (francês), Yahvéh (espanhol) e Jahwe (alemão).
A Bíblia da LEB (Edições Loyola, 1989) usa o nome "Javé" como transliteração de YHVH. Em Gn 2.1 parte da nota explicativa diz: "Aqui aparece pela primeira vez o sacrossanto Nome de JAVÉ (YHWH), cujo sentido na tradição bíblica é "AQUELE-QUE-É." (...) Hoje o Tetragrama Sagrado, que se pronuncia em hebreu Yahweh, está devidamente implantado na língua portuguesa em sua forma correta, que é JAVÉ." E acrescentamos, forma dicionarizada: ver o Dicionário Aurélio e o Dicionário Michaelis, s. v. JAVÉ.
Comissão de Tradução, Revisão e Consulta da Sociedade Bíblica do Brasil
Fonte: BOL- Bíblia on-line /Sociedade Bíblica do Brasil
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Massoretas-escribas judeus que inseriram sinais que permitiam fazer a leitura de texto hebraico com o som das vogais.
Pais da Igreja - Homens que formaram a segunda geração, após os Apóstolos, dois quais geralmente foram discípulos.
Yode- letra do alfabeto hebraico
shevá- letra do alfabeto hebraico
álefe- letra do alfabeto hebraico
Escrito por osiel varela em Sábado, 12 Janeiro 2008
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Terça-feira, 08 Janeiro 2008
ANO NOVO, novidades. É tempo de voltar a trabalhar, os nossos leitores e alunos, já estão achando que esquecemos disto.
Como não retornamos ainda às as aulas de Homilética, ainda não resumimos as lições, mas o material que vou postar, é uma crônica sobre a Matéria - a arte de Pregar. Trata-se de texto, muito bem escrito e da lavra, de um dos mais ilustres professores do Andrew Jumper, Pr. Dr. Augustus Nicodemus. Outros pastores, alguns até famosos, também já beberam da mesma fonte, postando com humildade, material deste Pastor e Teólogo de alta qualidade, de quem aprendemos muita coisa.
Cuidados que um Pregador deve ter, é o assunto da matéria, abaixo.
Ao longo de minha vida como cristão e no meu Ministério, tenho visto inúmeros erros de pregadores, mormentes, aqueles que iniciam a Jornada, sem preparo algum, mas pelo mais puro, impulso espiritual.
Louvo a Deus, que tem levantado nas Igrejas, muito pregadores Itininerantes, que bem ensinados e longe dos holofotes, das ambições, do desapego as gordas ofertas, tem pregado o Evangelho por ete imenso brasil. Então em boa hora postamos o texto, para que, os que se iniciam nesta tarefa, iniciem com sabedoria, os que já estão nesta boa corrida de Pregar o evangelho genuíno, possam pensar ou repensar sua caminhada e aos que a almeja possam aprender com sabedoria.
Que Deus abençoe a todos!
Lógicamente a ótica e as comparações são Presbiteriana, como o caso da Ceia, mas podem, muito bem ocorrer, com outras denominações, a intenção é destacar fatos que não venham comprometer o Pregador ou a Fé daqueles que o vão ouvir.
Como fui ensinado por meu pai Pastor-Presidente em uma Igreja no RJ (amigo pessoal do Pr. Lisâneas Dias Maciel - Presbiteriano de boa cepa) , a conviver com todas as Igrejas, espero que você aproveite o melhor deste texto.
CONSELHOS A UM PREGADOR ITINERANTE
SEGUNDA-FEIRA, DEZEMBRO 31, 2007
Postado por Augustus Nicodemus às 15:59
[mais uma carta dirigida a personagem fictícia, porém baseada em experiências e fatos bem reais]
Meu caro Pr. Filipe,
Obrigado por seu e-mail contando as experiências recentes em suas pregações Brasil afora.
Eu mesmo tenho tido a oportunidade, durante meu ministério, de pregar praticamente em todos os Estados da Federação e em vários países do exterior. Só posso agradecer a Deus.
Acho que é por isso que me sinto à vontade para atender seu pedido de conselhos práticos para suas viagens. Vou falar de coisinhas práticas que, mesmo sendo pequenas e “mundanas”, podem estragar sua estada em uma igreja.
1. Se for viajar de avião, acerte bem cedo quem vai comprar a passagem. Já me aconteceu de chegar o dia de viajar e não ter um bilhete. Os que me convidaram não compraram passagem pensando que eu ia comprar! Foi uma dificuldade conseguir passagem de última hora e estas geralmente são mais caras.
2. Se ficar a seu critério comprar a passagem, veja o horário em que a programação começa, para não chegar em cima da hora. Dê sempre um espaço para atrasos nos aeroportos. Peça um assento no corredor ou janela, não deixe para marcar na hora do embarque. Você pode terminar lá no fundo, espremido entre dois gordões durante duas horas de vôo. Um verdadeiro inferno.
3. No caso de você comprar a passagem, guarde o comprovante para mostrar quanto custou, na hora do reembolso. Não será um problema se você não tiver comprovante, mas fica mais elegante e transparente estar pronto para mostrá-lo.
4. Escreva em lugar acessível um telefone para contato, e mesmo o endereço da Igreja ou do local das pregações, para quando chegar ao aeroporto da cidade onde vai pregar não ser surpreendido por um aeroporto vazio, sem ninguém lhe esperando. Já passei por isso, sem telefone de contato e sem endereço, e lhe garanto, é desesperador!
5. A bagagem é extremamente importante, em caso de compromissos fora da sua cidade. Se for de ônibus, tudo bem. Se for de avião, esteja preparado para extravios. A melhor coisa é viajar leve e acomodar suas roupas, etc. em uma mala ou bolsa que você possa levar consigo dentro do avião, sem ter que despachar como bagagem. Se não tiver jeito, leve pelo menos uma muda de roupa com você. As chances de extravio de bagagem são grandes. Já me ocorreu de chegar em Goiânia para pregar num grande evento, e minha mala se extraviou. Tive que morrer num Shopping Center para comprar de última hora uma roupa completa e todos os acessórios (por causa do meu tamanho, sempre é difícil conseguir paletó emprestado...). A mala só apareceu dois dias depois.
6. Ainda sobre bagagem. O costume das igrejas varia muito pelo Brasil quanto à indumentária do pregador. Em alguns lugares, usar paletó é sagrado. Em outras, indiferente. Meu conselho é que pergunte antes ao pastor da Igreja que indumentária ele costuma usar. E caso isso não tenha sido possível, leve um paletó completo por via das dúvidas. Esteja preparado para tudo – rasgar as calças, descosturar o zíper da calça do único paletó (isso me ocorreu faz um mês, na encantadora Porto Velho. Minha sorte foi que havia uma irmã que era excelente costureira e deu um jeito a tempo para o culto da noite), manchar o único paletó que levou logo na primeira refeição, etc.
7. Por falar em hospedagem, naqueles compromissos de mais de um dia, meu conselho é que não imponha como condição ficar num hotel. Pega muito mal. Infelizmente, muitos pregadores evangélicos de renome quando aceitam um convite impõem como condição, além da oferta já determinada, ficar em hotéis de várias estrelas, comer em determinados locais, etc. etc. Para mim, é coisa de mercenário. Diga que aceita ficar hospedado na casa de uma família desde que você tenha tempo para descansar e rever seus sermões e orar. No meu caso, eu acrescento que não consigo dormir com mosquito (pernilongo, muriçoca, etc. – você tem que lembrar que dependendo do lugar para onde vai, o nome muda...) e calor, e se a família tiver pelo menos um bom ventilador e repelente, já basta. Deixe a Igreja que lhe convida decidir onde vai lhe hospedar. (Se você quiser ler um pouco sobre as benções de ser hospedado – e dos que hospedam pregadores – leia uma série de posts sobre o assunto, que começa aqui [ http://www.cronicasdocotidiano.com/?p=143 ])
8. Como você é presbiteriano, fique atento para um detalhe que pode acabar trazendo algum embaraço, se você for convidado para pregar numa igreja batista. Isso nunca me aconteceu, mas sei de casos em que o pastor presbiteriano foi pregar numa igreja batista e na hora da Ceia do Senhor foi preterido – o diácono zeloso não lhe serviu o pão e o vinho (como eram batistas, provavelmente era suco de uva). Ouvi falar de pastores presbiterianos que passaram por esse vexame e sei de pelo menos um que se levantou e saiu do culto, na hora. Não precisava tanto, talvez. Mas, que fica chato, fica. Você é crente o suficiente para estar falando lá e até para ensinar a congregação como trilhar os caminhos de Deus, mas não para tomar ceia...Por isso, cuidadosamente, pergunte antes ao colega batista, ou de outra denominação que restrinja a Ceia, se haverá celebração da Ceia e se ele tem a posição restrita ou mais aberta, que concede a Ceia aos pobres presbiterianos. O que é acertado antes | | |