Terça-feira, 15 Abril 2008
Resumo de Homilética Continuação...
Texto e compilação: Osvarela
Antes de nós continuarmos o resumo das Aulas de Homilética é necessário falar sobre proposição ou Assunto:
Proposição – Ato ou efeito de propor; expressar verbalmente uma verdade, conforme o entendimento de quem a propõe.
Propor – submeter à apreciação; apresentar.
Princípio – preceito; rudimento; regra; causa primária;Inferir - deduzir pelo raciocínio; PROPOSIÇÃO:
Não há sermão sem assunto.
Para quem prega esta é uma verdade que deve ser absoluta, em todo o momento.
Dado o Título, durante a apresentação do sermão é necessário, se ter em mente qual a Proposta ou proposição ou o assunto em forma de verdade bíblica que se quer extrair, para entregar o sermão ao auditório.
Ela é a grande Idéia, ou seja a idéia homilética que levou o pregador até aquele assunto. Note que não estamos falando do texto bíblico, em si, mas, do que gerou à partir de alguma necessidade da platéia, ou Igreja ou público, ou ainda, qual o pensamento inicial, que levou o pregador até este momento ao entregar ao público, a sua proposição.
Desta forma, deve-se ter em mente qual a tese a ser defendida ou proposta aos ouvintes, conforme o liame da proposição.
A proposição, portanto, é a lição que o pregador quer passar para seu auditório ou a real verdade eterna da mensagem, resumida em uma sentença declarativa.
Ela fará com que o auditório, possa acompanhar todo o sermão em cima, desta linha que vai expressar a ou uma verdade bíblica (não nos esqueçamos que estamos falando de Sermão bíblico).
Qualidades de uma Proposição:
1- É o alicerce [a base] do sermão;
2- Simplicidade: deve ser uma declaração simples do assunto. (leia a aula anterior sobre “assunto-tema-título.”)
3- Ela é um princípio.
4- É uma declaração principal da lição espiritual;
5- Real verdade eterna da mensagem, afirmação de uma verdade vital.
6- Ser uma verdade eterna, apresentada na atualidade;
7- Resume-se em uma sentença afirmativa.
8- Deve ser entendida pelo público, mesmo que se baseie em um assunto bíblico de séculos passados.
9- Expressar numa sentença completa a idéia principal e essencial de um sermão. (Filhos de Deus, filhos por adoção!)
10- Afirmar uma idéia específica.
Para que possamos verificar se a nossa proposição está correta biblicamente, devemos pensar em: Ensino geral da Bíblia.
Existe em toda a Palavra de Deus, temas que se estendem por toda a Bíblia, que são a chave das revelações bíblicas de Deus para com os homens, e só na Bíblia que podemos encontrar o material para extração das teses ou proposições. Entenda é com base nas verdades bíblicas que se estabelece uma Proposição homilética da verdade:
a – Deus é amor;
b – Jesus é o único que Salva, o pecador;
c- O Espírito Santo habita em nós;
d – Deus é Espírito;
e- Jesus Cristo, o homem;
f- Deus, a Fonte de toda a vida;
g – Deus é soberano de todo o Universo;
Poderíamos falar inúmeras outras verdades fundamentais, através das quais poderemos enunciar, verdades eternas ou princípios eternos; entenda que as palavras da Bíblia são verdades com validade eterna, isto é, atemporais.
Assim, podemos dar alguns exemplos de proposição ou verdades eternas inseridas por inferência nas seguintes declarações ou assuntos:
Jesus é a nossa rocha.
Sem Jesus, nada podemos;
Deus amou o mundo;
Viver com Deus produz alegria.
O Espírito Santo habita em nós;
Um homem chamado Jesus Cristo;
A Fonte de toda a vida;
O Mundo sob o Governo de Deus;
Deus ama ao que dá alegremente.
O lugar da proposição é normalmente após o final da introdução
Após a Introdução o pregador deve iniciar a apresentação de sua tese, isto na prática não é muito simples, muito embora, alguns pregadores o façam com extrema naturalidade, que se quer nos damos conta.
Porque isto ocorre, porque a proposição corresponde a seqüência natural do sermão com a apresentação da tese ou interrogativas, por meio de sentenças ou falas que fazem o público iniciar o entendimento ou não do que o pregador irá falar.
Porque o não, se ao lançar sua proposição o pregador se dispor a declarar sentenças interrogativas, a sua proposição é responder ao longo do sermão as mesmas, com base em sua tese de uma verdade bíblica, então ele estará colocando na mente do auditório, perguntas à serem respondidas durante toda a prédica.
É um uso comum de retórica, ou seja de discurso ou sermão, o que tem a palavra supõe que ele tem as respostas as quais ele trará a luz ao longo do seu sermão.
VI - O TEXTO DO SERMÃO
Definição: Texto é a passagem bíblica que serve de base para o sermão.
1. Necessidade e vantagens do uso do texto
a) Está de acordo com a natureza da pregação: ensinar a palavra.
b) É vantajoso para o povo: ouvir a palavra.
c) Dá autoridade ao pregador: vai falar da Bíblia
d) Valoriza o pregador: é conhecedor da Bíblia.
e) Auxilia na variação de assuntos : "garantia de estoque inesgotável de assuntos"
f) Auxilia na determinação da estrutura do sermão
g) Leva o povo a crescer no conhecimento da Bíblia
2. Escolhendo o texto
2.1 Quatro regras negativas:
b) Cuidado com textos obscuros ou contravertidos: Rm 7.10-11, I Pe 3.18-20, I Tm. 2.15, Jz. 11.30-40.
Escolha textos claros e simples sobre os quais você pode falar. Se usar texto obscuro e contravertido, estude-o muito e fale claramente. Explique e aplique. Sua função é esclarecer e não obscurecer.
c) Cuidado com textos repugnantes : Jz 3.24, II Pe 2.22 e Ap 3.16
d) Cuidado com textos cuja tradução seja disputada: Jo 5.39, no caso de usar o verbo no imperativo. 2.2 Seis regras positivas:
a) Escolha um texto que tenha falado ao coração do pregador b) Delimitar o texto de tal forma que contenha um unidade completa de pensamento
c) Ter em mente as necessidade dos ouvintes d) Seguir o calendário cristão na medida do possível
e) Usar textos de todos os livros da Bíblia
f) Via de regra, limitar-se a um só texto para cada sermão. Em caso excepcional, mais de um. Manter a unidade de pensamento.
3. O texto e a idéia do sermão
O texto bem escolhido é aquele que apresenta a idéia central do sermão em uma sentença clara e definida.
A idéia do sermão pode ser tirada diretamente do texto. Por exemplo: Em João 3, "A necessidade do novo nascimento". Que idéia você tiraria para o Salmo 23 e em João 20?
A idéia do sermão pode ser achada por referência. Quando Paulo fala sobre carne sacrificada aos ídolos. "A importância da influência cristã".
Pode ser analogia. Mt 18.15-17 é uma passagem sobre relacionamento pessoal, mas pode ser usada para falar sobre "Como evitar a guerra?".
4. O texto e o planejamento da pregação
Deve haver oração e dependência do Espírito Santo. Estabelecer um programa de ensino. A pregação eclesiástica contemporânea é dispersiva quanto aos temas. O plano pode ser mensal, trimestral ou anual. Pode-se usar o calendário cristão, da igreja ou denominação. Deve-se ter em mente a situação da comunidade e do mundo. Pode relacioná-los com assuntos da Escola Bíblica Dominical. Estabelecer uma série de sermões sobre um assunto, uma vez por ano. Pode ser sobre um livro da Bíblia, uma série de passagens, etc... (Crane 263)
5. A interpretação do texto
Definição : " Interpretação é o esforço de uma mente em seguir as processos mentais de outra mente por meio de símbolos que nós chamamos linguagem".
5.1 - Passos na interpretação do texto
a) Conhecer o autor e sua situação - Salmos 32 e 51, de Davi.
b) Usar dicionário bíblico.
c) Os leitores e o meio ambiente - Cartas às igrejas do Apocalipse, o gnosticismo.
d) A ocasião e o propósito do autor - Tiago e Pedro sobre Abraão.
e) As condições geográficas, políticas, econômicas e sociais - Maria era noiva de José mas chamada de esposa.
6. O texto e seu contexto a) Próximo - O imediato, antes ou depois
b) Remoto - O livro, a Bíblia sobre o assunto.
c) Principio da revelação progressiva. (do pouco claro ao muito claro)
7. O texto e sua análise
a) É preciso conhecer os sentidos das palavras. É poesia? Linguagem figurada ? O uso de dicionários e léxicos. Fee & Stuart, Entendes o que lês?
b) É preciso recriar, tanto quanto possível, a vivência da passagem. Conhecer aquela cultura.
d ) É preciso entender a relação entre as palavras. Graça e fé, por exemplo.
8. O texto e suas verdades
a) Enunciar a verdade central em uma proposição clara e correta
b) Fazer uma lista das verdades significativas do texto
c) Ordenar as verdade em grupos comuns
d) Aplicar essas verdades às necessidades dos ouvintes. (Ver Robison, em A Pregação Bíblica, p. 19.) 9. O texto e seu estudo
a) Estudar o texto em várias traduções em português (VR, BLH, ERAB, BJ, BV, BL)
b) Examinar outras traduções c) Examinar o texto grego ou hebraico
d) Dar sua própria interpretação
e) Examinar outros recursos na biblioteca, inclusive comentários
f) Relacionar com a vida de hoje: esta é uma etapa fundamental, pois muitos pregadores ficam contando a história ou fato bíblico, como ocorreu no passado e se esquecem de trazer o mesmo para o contexto contemporâneo do ouvinte, o que faz com que o ouvinte não veja a correlação do que está falando com as suas necessidades, virtudes ou aplicabilidade em sua vida; ora...mas, dirão alguns, "a Palavra de Deus tem poder", mas há muitos, como o mordomo-mór da rainha de Candace, que estão procurando que explique a passagem, é aí que o pregador tem que estar atento, ou ser um pregador ou um contador da história bíblica, isto é do texto.
Outros não se dão conta e ficam citando inúmeras referências bíblicas, ligadas sim ao texto, ou assunto, mas sem inserir a proposição nestas citações, tornam-se enfadonhos e acabam sem deixar nenhum contúdo para o cristão ouvinte ou mesmo o pecador que foi buscar uma palavra de consolação, exortação ou de salvação.
Nos dias de hoje temos várias edições da palavra de Deus, procure conhecer a origem, editores, posição dogmática de fé dos mesmos; verifique se é compatível com o seu Credo.
Muitos se esquecem de que só na área da Escatologia bíblica existem, várias linhas de pensamento, em relação ao arrebatamento da Igreja, tais como:
- Tribulacionistas; - Midi-Tribulacionistas;
- Pós–Tribulacionistas; - Pré-Tribulacionistas.
Fonte:
Administração Eclesiástica, vol 10 – nº 2.Natanael Nogueira de Sousa e Kleber Paulo Santana
Apostila SETAD-SP/Oráculo;
Bíblia do Ministro – Ed. Vida;
Mini-dicionário Aurélio –escolar.
Apontamentos do Editor.
Escrito por osiel varela em Terça-feira, 15 Abril 2008
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Domingo, 30 Março 2008
Homilética: Continuação.... em>
Editor do texto e compilador:Osvarela
O TÍTULO DO SERMÃO.
Muito embora, na elaboração doe um sermão, o Título deva ser posterior a proposição, ou argumento, ou assunto do mesmo e do esboço principal, para manter a ordem seqüencial, como nos orienta a Apostila Homilética – SETAD- Oráculo, vamos editar este assunto em primeiro lugar.
Dificuldades em estabelecer o Título de um Sermão:
Existem linhas diferentes de estudiosos de Homilética, que fazem distinção, quando e como se deve separar, os seguintes pontos que influenciarão na escolha ou determinação do Título:
Assunto
Tema
Título
Alguns entendem que: assunto pressupõe a idéia geral do sermão.
Tema ou tópico (leia a aula passada), é um aspecto exclusivo ou particular do assunto.
Outros defendem que , estes termos são sinônimos. Ou seja, o assunto ou tema é aquilo que forma a base para o sermão.podendo ser vasto ou restrito a uma área limitada de estudo.
Exemplo:
Pecado:
É um assunto com grande amplitude,, como a a origem do pecado, os mais variados pecados que se possa cometer, contra o corpo, contra Deus, contra o próximo...
Orientamos então ao estudante/pregador que: limite o tema a um aspecto exclusivo, afim de trata-lo de modo apropriado, que venha expressar o assunto de todo Sermão.
Em casos excepcionais podemos ter o Título coincidindo com o Tema, quando o tema é tão forte que serve também de Título ao Sermão.
Verbetes:
Assunto: matéria de que se trata. No nosso caso na pregação.tema versado ou por versar.
Versar: estudar, ou seja o que se vai expor, no caso ensinar ou pregar.
Tema: Proposição que vai ser tratada ou demonstrada, no caso dentro da pregação, o assunto que propomos demonstrar aos ouvintes. Proposição: ato ou efeito de propor (apresentar; submeter à apreciação); expressão verbal (palavra dita-pregação); expor, apresentar. V - O ASSUNTO E O TÍTULO DO SERMÃO.
1. Fontes para o assunto do sermão.
a) As Escrituras - Durante o estudo pessoal ou assunto devocional, textos procurados para servir de base a assuntos previamente escolhidos.
b) A experiência do povo e do pregador. Problemas humanos concretos.
c) Calendário da igreja, da denominação, do país.
d) Momento histórico: - Fatos relevantes acontecidos no mundo. " em quem votar? " (Js 24.15) . "A eleição do rei" ( Dt. 17.14-20) do Pr Éber Vasconcelos.
Não há Sermão sem assunto.
2. O título do sermão.
É o nome do sermão. É o condensado de um título, numa expressão.
3. A necessidade de um título.
a) Auxilia o pensamento do pregador na preparação do sermão.
b) Auxilia a congregação a entender o que o pregador quer dizer. É bom que o povo saiba para onde vai andar.
4. Qualidades de um bom título.
a) Clareza - Deve permitir que o ouvinte saiba o que vai ser tratado. O que significa "Prolegômenos pneumatológicos " ?
b) Específico - Não deve ser genérico. Salvação, Deus, universo, etc.
c) Brevidade - De duas a sete palavras.
d) Adequado ao púlpito - Considere-se o que é a pregação o que é o púlpito e qual o ambiente em que se prega.
e) Relevância - Deve ter relação com a vida do povo. Qual é o melhor "A vida de José" ou "A fidelidade de um jovem crente?" O que nos diz mais respeito "como Abraão se portou" ou "Porque devemos obedecer a Deus" ?
f) Originalidade - Um bom: "O direito de rejeitar a Cristo" (Tiago Lima). Não confunda com sensacionalismo, irreverência ou vulgaridade.
5. Exemplos de títulos negativos:
a) "O homem que perdeu a cabeça num baile" (João Batista)
b) "Raposas com lanterna traseiras acesas" (Sansão).
c) "O pecador está frito" (o rico Lázaro).
d) "O homem que caiu do cavalo" (a conversão de Saulo)
6. Como redigir o título.
a) Ter em mente que o título vai ser "dividido". Deve haver um elemento "divisível" no título.
b) Tornar o título em uma preposição.
Exemplo: Sermão em Lc 9.23 (é preciso morrer), um sermão sobre o discipulado.
7. Como formular o titulo.
a) Quais métodos podem ser usados para conseguir um título agradável?
b) Usando o sistema de palavras-chaves. Uma palavra que dá rumo à discussão. Em cada divisão, a palavra-chave deve aparecer.
Exemplo 1:
"O poder do evangelho" - Rm 1.16 (Crane 131)
I - O evangelho é poder divino
II - O evangelho é poder salvador.
III - O evangelho é poder universal.
Exemplo 2:
"Os efeitos do companheirismo de Jesus" At 4.13 (Crane)
I - O companheirismo com Jesus humilha
II - O companheirismo com Jesus transforma
III - O companheirismo com Jesus capacita
IV - O companheirismo com Jesus ilumina
V - O companheirismo com Jesus imortaliza
7.1 Formulando o título em uma interligação - Uma pergunta expressa o título.As divisões irão respondê-la.
Exemplo 1
"Por que amamos a Deus"? Sl 116.1-8 (Carne)
I - Porque nos escuta quando clamamos por Ele
II - Porque nos tem livrado da morte
III - Porque nos consola nas tribulações
IV - Porque nos guarda do tentador
7.2 Formulado o título de forma imperativa. O título é uma ordem. Um mandamento. Esta ordem vai estabelecer o rumo da discussão. Há quatro caminhos a seguir quando se usa um título imperativo.
1º) O que significa a ordem. Veja o exemplo de Crane: (p. 134)
"Tem cuidado da doutrina" – (I Tm 4.16)
I - Ter cuidado da doutrina significa defendê-la
II - Ter cuidado da doutrina significa ensiná-la
Observe: a ordem, se invertida, melhorará a argumentação.
2º) As razões pela quais se deve obedecer à ordem dada.
Veja o exemplo de crane: (p.135)
"Sede Santos" – (I Pe 1.13-21)
I - Devemos ser santos por lealdade ao nosso Pai
II - Devemos ser santos por temer o juízo
III - Devemos ser santos por amor ao Salvador
3º) Como Cumprir a ordem. Veja-se o exemplo de crane ( p. 135)
" Fazei discípulos de todas as nações" Mt 28.19
I - Podemos fazê-lo se somos fiéis no testemunho pessoal no lugar em que o Senhor nos colocou.
II - Podemos fazê-lo se somos fiéis em orarmos por avivamento mundial.
III - Podemos fazê-lo se somos fiéis em contribuição para o sustento da obra missionária.
4º) O sermão como o título imperativo pode ter uma combinação dos métodos descritos. Veja-se o exemplo de Crane ( p. 135)
"Crescei na estatura espiritual" - II Pe 3.18
(abreviado sem sub-divisões)
I - O que significa crescer espiritualmente ?
II - Porque devemos crescer espiritualmente ?
III - Como devemos crescer espiritualmente ?
7.3 Formulando o título em forma de proposição. O título é uma declaração. Há caminhos pelos quais o pregador pode enveredar.
1º) O que a proposição significa. Veja-se este esboço de Spurgeon (citado por Crane, p. 136)
"Ao Senhor pertence a salvação" - Jn 2.9
I - A origem da salvação pertence ao Senhor
II - A execução da salvação pertence ao Senhor
III - A aplicação da salvação pertence ao Senhor
IV - A sustentação da salvação pertence ao Senhor
V - O aperfeiçoamento da salvação pertence ao Senhor
2º) Provar que a proposição é certa. Veja-se o exemplo de Crane ( p.136)
" A ordem constante do povo do Senhor é: adiante !" Ex 14.15
I - Ir adiante na obra do Senhor e um dever iniludível
II - Ir adiante na obra do Senhor é uma necessidade imperiosa
III - Ir adiante na obra do Senhor é possibilidade gloriosa
3º) Uma combinação dos dois métodos anteriores. Veja-se o exemplo de Crane (p. 137-8)
" Nada há perigoso como cristianismo falso" - Hb 5.1-11
I - Vejamos o que é o cristianismo falso ( seguem-se 3 sub-divisões )
II - Vejamos o que faz o cristianismo falso ( idem)
8. Como enunciar o título
a) Antes da leitura bíblica
b) Após a leitura bíblica
c) Após a introdução.
Fonte:
Apostila SETAD-SP-Oráculo;
Dicionário Aurélio;
Apontamentos do Editor.
NOTA: Os primeiros sete preceitos foram traduzidos e adaptados pelo Pr. Alberto Blanco de Oliveira da publicação "word and way", de Missouri, EUA. Os demais são de sua autoria, publicado em "O jornal de oração" de março de 1881.
Administração Eclesiástica, vol 10 – nº 2.
Natanael Nogueira de Sousa e Kleber Paulo Santana
Escrito por osiel varela em Domingo, 30 Março 2008
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Segunda-feira, 17 Março 2008
Homilética Continuação
Nesta semana, vamos inserir alguns exemplos.
EXEMPLOS:
1. Sermões Temáticos ou Tópicos
O que caracteriza o Sermão Temático ou Tópico é o seu tema derivado do texto, mas as divisões são aleatórias. Não se prenda ao assunto dos exemplos, envolva-se e note as peculiaridades deste tipo de Sermão.
Exemplo 1: "A palavra divina é a verdade" (João 17.17).
Na introdução o pregador mostrará como podemos crer na Bíblia. Ela tem sido comprovada pelos séculos.
A argumentação segue a partir daqui:
A Palavra de Deus é a Verdade e isto está provado.
Surgem as divisões.
Três divisões:
I – PELA HISTÓRIA HUMANA
II – PELA CIÊNCIA
III – PELO SEU PODER
Observe cinco coisas:
Grave bem isto!
1. Acertadamente, a idéia mais forte é a do último tópico.
2. As divisões nada têm a ver com o texto.
3. As divisões nada têm a ver com exposição.
4. As divisões derivam-se do tema ou tópicos.
5. As divisões são aleatórias, acidentais, arranjadas.
Exemplo 2: "Coisas a esquecer" (Filipenses 3.13)
I - VITÓRIAS
II - DERROTAS
III - PECADOS
IV - RIXAS
V - SOFRIMENTOS.
Você notou, que podemos chamar o Sermão Temático de Sermão Tópico.
Tópico - Derivado de Topo: A parte mais alta ou proeminente.
Da mesma forma, acontece, também, com este Tipo de Sermão, em que a sua Estrutura, está centrada no Tema, sendo este: o Tópico o elemento, mais relevante no Sermão, em toda a sua explanação ou prédica.
Compilação e fonte:
Apostila SETAD-SP-Oráculo
Administração Eclesiástica, vol 10 – nº 2. Natanael Nogueira de Sousa e Kleber Paulo Santana
Apontamentos do autor da compilação: Osvarela
Continua...
Escrito por osiel varela em Segunda-feira, 17 Março 2008
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Quarta-feira, 12 Março 2008
  Coloco as fotos de dois expoentes da pregação, D.L.Moody e Billy Graham; poderia colocar vários outros, como, Calvino, Huss, Bernard Jonhson, Lutero, e outros tantos, por todos eles glorificamos à Deus, pelas suas vidas!
Por necessidade de nossos alunos, estou publicando parte do comentário das aulas de homilética.
Comentários das Lições de Homilética:
Características dos Sermões:
É importante uma colocação inicial:
Todo sermão deve ter um objetivo ou assunto à ser apresentado aos ouvintes, de forma que se torne uma palavra prática em sua jornada cristã, como exortação, consolação, ensino, prática da vida cristã, e principalmente, para atingir o principal alvo: ganhar almas. TENHA EM MENTE, NÃO HÁ SERMÃO SEM ASSUNTO OBJETIVO.
Muito embora, na questão da formulação da Classificação dos sermões, estes possam ter objetivos, referente, às reuniões especiais:
Podem versar sobre temas:
Doutrinários
Temas morais
Assuntos históricos
Temas biográficos
Temas oriundos da experiência
Obs.: Todos eles têem, obrigatoriamente que conter um texto bíblico básico.
Exemplo: moralidade, conforme a Bíblia nos ensina, seja no AT ou NT, seja Paulo ou seja Moisés, a Palavra de Deus será sempre a base para cada Tema.
Biografia: seja a de Elias ou seja a de Davi, seja a de Pedro ou principalmente a de Jesus.
Quero ressaltar isto, para que os alunos, saibam que a nossa experiência, ou mesmo a vida de um personagem histórico, como Lutero, Billy Graham, Mood, por melhor que seja, poderá ser usada no sermão, mas construído sobre a Base bíblica, comparativa, com o uso de uma Passagem bíblica da vida sobre um personagem bíblico.
Ao usarmos este tipo de Sermão, devemos preferência ao personagem citado pela Bíblia Sagrada, para depois, destacarmos o personagem histórico.
E os Sermões, chamados ocasionais (para quem tem a apostila de nosso curso, está disposto na página 18, como certamente alguns internautas, lerão este texto, registramos mais detalhadamente o assunto), alguns dos quais listamos, abaixo
Congressos ou Confraternizações:
Infantil
Infanto-juvenil
Mocidade
Senhoras
Varões
Dia da Inauguração do Templo
Dia de Aniversário do Templo
Dia de Festividades cívicas:
Dia da Pátria
Dia da Bandeira
Dia 7 de Setembro – Dia da Emancipação do Brasil
Ou festividades próprias, do povo cristão:
Dia da Bíblia
Dia do Pastor
Dia da Escola Bíblica dominical
Dia de Missões
Acadêmicas – formaturas, atividades em escolas com base cristã ou não, neste último caso, desde que você for convidado para expor sobre isto ao quadro discente e docente.
Hoje em dia temos grupos como:
Atletas, grupos de excluídos, dependentes químicos, doentes em hospitais. Isto exige, preparo e postura sobre o que falar nestes ambientes.
Os Atletas de Cristo: então, importa, ter um sermão condizente com este grupo de cristãos.
Em minha Igreja, já houve momentos de ser necessário, levar uma palavra a grupos de atletas, entre eles não crentes.
Eventos familiares, ou multi-familiares:
Apresentação de crianças
Nupciais ou para Casamento
Noivado
Culto de ação-de-graças
Culto fúnebre
Outro ponto importante:
O pregador deve fazer uma exegese do texto, para durante sua fala, ter total conhecimento do texto bíblico, e do assunto, independente, do modelo de seu sermão.
Nesta semana estudamos, sobre os três tipos de Sermões:
Sermão Temático:
Sermão Textual:
Sermão Expositivo:
Temático:
O sermão temático tem as seguintes características práticas:
Suas divisões principais, são derivadas ou extraídas do Tema e não do texto bíblico.
O assunto deste tipo de sermão é extraído do texto, este porém passa a servir, apenas de elo prepositivo, não mais se tratando, do mesmo, na exposição do sermão, mas sim do Tema, como se o tema não pertencesse ao texto.
O pregador deve utilizar-se, de um texto bíblico, de preferência com 1 versículo, ou uma frase de um versículo, uma parte do versículo, (as chamadas, parte a ou parte b), para introdução do seu sermão.
Porém, o texto servirá para introduzir a base bíblica ao sermão, pois não há pregação sem o uso da Palavra de Deus.
O sermão temático tem como fulcro (ou eixo) principal, o Tema!
Desta forma, o pregador deverá manter, a sua prédica (fala) durante todo o período em que estiver ministrando o seu sermão, com base, no Tema.
A partir, do tema, o pregador, deverá dividir os pontos principais do seu Sermão.
Cada ponto deverá conter uma parte do objetivo que o pregador quer alcançar com a prédica, sempre baseado no Tema.
Porém, cada ponto deve estar amarrado no pensamento do tema e não no texto básico.
O pregador poderá e deverá, usar versículos de contextos ao seu tema, mas de maneira que eles sejam, distantes uns dos outros, afim de não mudar o tipo do sermão.
Não fuja do tema central!
Textual:
O sermão textual, como o próprio título diz, é construído sobre um texto bíblico, entre 1 a 4 versículos.
Segundo alguns expositores, há uma opinião que o texto usado deva conter o número citado acima.
Procure não utilizar-se de um texto muito longo, você pode incorrer em mudar o tipo de sermão.
O pregador vai utilizar este texto em sua prédica.
Os pontos principais do sermão deverão ser extraídos do texto e podem ser consubstanciados ou embasados com textos do mesmo contexto, porém de preferência distantes, para que não mude o modelo do sermão, pelo mesmo problema que citamos, acima.
Você entenderá o porque, após todas explicações sobre o assunto: Sermão.
Neste tipo de sermão, o pregador deverá e poderá:
Dar Título ao sermão, para expressar o seu objetivo na prédica, contudo, não poderá utilizar-se do mesmo no comentário do sermão, pois, o seu sermão deverá estar contido no Texto bíblico básico.
Montar o sermão unicamente com base no texto.
Pode utilizar-se de contextos, para enriquecer as idéias e a prédica.
Divida o texto em divisões principais, ou tópicos principais, mas sempre derivados do texto lido.
O pregador poderá tirar lições, ou ilustrações de outras porções bíblicas, para não ficar hermético.
Continua.....
Autor e compilador: Osvarela
Acesse também: http://estudandopalavra.blogspot.com/
Fonte:
Apostila SETAD-SP-Oráculo
Apontamentos do autor e compilador
Escrito por osiel varela em Quarta-feira, 12 Março 2008
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Sábado, 23 Fevereiro 2008
Continuação....
23/02/08
HOMILÉTICA [a arte de preparar e pregar sermões fiéis e poderosos] - Segunda Parte; texto compilado e acrescentado por: Osvarela
5. A homilética não é:
a) Substituta da vida espiritual;
b) Substituta do Espírito Santo;
c) Uma garantia de ministério eficiente.
6. A homilética é:
a) Um auxiliar no estudo e análise do texto;
b) Um auxiliar na exposição de idéias;
c) Uma compreensão de que o sermão tem muito a ver com o pregador. O pregador é o sermão.d) Uma compreensão de que Deus colocou no mundo recursos que devemos aproveitar. Inclusive os da ciência da comunicação verbal.
II – OBJETIVO GERAL DO SERMÃO
O objetivo geral é o propósito geral do sermão, a categoria a que ele se encaixa em termos de fim último. O que se pretende com um sermão? Ocupar o espaço no culto? Dar algum material para o povo pensar? Os ouvintes de um pregador ou são salvos ou são perdidos. A quem se destina o sermão? A ênfase no seu conteúdo se para os salvos, se para os perdidos, é o que determina o seu objetivo geral. São seis os objetivos gerais do sermão, conforme Crane. (El sermon eficaz pg. 57-75): evangelístico, doutrinário, devocional, consagração, ética (ou moral) e alento (pastoral). Destina-se a crentes e não crentes.
1. Sermão evangelístico.
Sua finalidade é persuadir os perdidos a aceitarem Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Infelizmente, os sermões evangelísticos são, hoje, repletos de frases feitas: "Deus te ama", "Você pode morrer esta noite", "Vem agora", etc. No entanto, um sermão evangelístico pode ter um bom conteúdo (O evangelista não necessita de pobreza de idéias no cumprimento de sua missão). Quatro verdades devem se delinear no sermão evangelístico:
a) O homem natural está perdido; b) A obra redentora é de Cristo; c) As condições pelas quais o homem se apropria da obra redentora de Cristo; d) A necessidade de uma decisão, se não pública, pelo menos no íntimo.
2. O sermão doutrinário.
Sua finalidade é instruir os crentes sobre as grandes verdades da fé e como aplicá-las, portanto, é didático. O dom de ensino era muito difundido no cristianismo nascente. Jesus era intitulado de "Mestre" e os seus seguidores de "discípulos". O sermão doutrinário atende quatro funções na vida da igreja: a) Atende o desejo de aprender que existe na vida do crente; b) Previne contra as heresias;
c) Dá embasamento à ação;
d) Contribui para o crescimento dos ouvintes e do próprio pregador.
No próximo capítulo teceremos comentários sobre cada item de forma resumida.
continua...
Escrito por osiel varela em Sábado, 23 Fevereiro 2008
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Terça-feira, 12 Fevereiro 2008
HOMILÉTICA [a arte de preparar e pregar sermões fiéis e poderosos] - Primeira Parte
texto compilado e acrescentado por: Osvarela
INTRODUÇÃO:
O obreiro precisa saber comunicar a Palavra de Deus com eficiência e de maneira clara. Surge então, a necessidade da homilética.
Tenho assistido a pregações, nas quais os pregadores, tentam desenvolver um assunto ou Tema, trabalhando sobre um versículo ou texto bíblico, sem a necessária preparação hermenêutica ou exegética. E aquilo que inicialmente, demonstrava-se como uma ótima futura pregação esvai-se como um vapor, após alguns minutos de prédica, obrigando o Pregador, se pentecostal ou não a passar a usar os famosos refrões atuais.
Esta prática, infelizmente, tem ocorrido em alguns de nossos púlpitos.
A última que ouvi, o pregador tentou encaixar um conhecido texto bíblico do Antigo Testamento, de um dos Livros dos Profetas maiores, que fala de maneira antropomórfica, da ação de Jeová sobre o seu povo, como poderia moldá-lo, mas o fez sem a devida propriedade, que o texto merecia.
E então, o que seria uma ótima pregação, com base em um texto bíblico, passa a ser um “Testemunho” ou um apanhado de versículos, tais como, “Eu venci”, ou “tudo posso...”, ou “somos mais que vencedores”, “você é vitorioso”, você é...., e por aí vai, às vezes, conseguindo até arrancar glorificação da Igreja, pois a Palavra, afinal tem poder.
Mas, na maioria das vezes, o pregador acaba tornando-se cansativo, após, uma duas, três vezes, a platéia fica alheia ou monotonamente cansada com o pregador, que tem que “esgoelar-se”, cada vez mais, ou mostrar um “poder espiritual muito maior” para chamar a atenção da Igreja.
Contudo, poderia ser mais eficaz na vida pessoal ou espiritual da Igreja, edificando a mesma, permitindo-a crescer na Graça e no Conhecimento de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Qual a dificuldade: Sem utilizar-se dos recursos de contexto do assunto, contextos próximos e os contextos distantes, o pregador não conseguirá dar a platéia (Igreja ouvinte) a idéia do conteúdo do assunto dentro da Bíblia ou do Ensino Geral bíblico sobre o Tema.
Primeiro: A Homilética depende fundamentalmente disto, se você, quiser ser um bom pregador tenha este cuidado, pois, à partir daí você estará seguro sobre o que vai falar.
Veja! Se você vai falar sobre esta, ou outra passagem, tenha cuidado em não ir além daquilo que a hermenêutica ou exegese do texto permite.
Porque? Simples, a Homilética ou seja, o produto final destas fontes de Estudo da Palavra de Deus: a Pregação, vai sofrer com a má hermenêutica ou exegese do texto, ou pode criar conflito com o próprio texto, como ensina o Pastor Hernanes da PIB-MG.
Dependerá inclusive dos exemplos, ou ilustrações, que serão citados durante o discurso, que muitas das vezes são conflitantes com a hermenêutica rasa do texto.Ou você pode cair na Frase final desta primeira parte deste ensino.
I – PORQUE PREPARAR SERMÕES?
"Sermão é Deus quem dá". Por que há níveis diferentes de sermões? Por que há pregadores melhores que outros? Todos os sermões e todos os pregadores deveriam ser uniformes. Há culto narcisismo nos púlpitos. Quase todos os pregadores se acham bons e não gostam de ser corrigidos. Corrigir um pregador não significa duvidar de sua vocação. Há pregadores que encaram o preparo do sermão como descrença no poder espiritual deles.
1. O valor da pregação
Helmut Thielicke, famoso pregador alemão, disse: "Onde quer que encontremos, hoje em dia, uma congregação cheia de vida, encontraremos no centro uma pregação cheia de vida". Com isto podemos entender que a pregação é a principal tarefa do pastor.
2. Definição de pregação
Brook – "É a comunicação da verdade por um homem a outros homens."
Pattison – "É a comunicação verbal da verdade divina com o propósito de persuadir."
3. Definição de Homilética
"É a arte de pregar sermões", "a ciência da pregação", "arte de fala religiosa". Do grego: "Homileo" (conversa, fala, em espírito de camaradagem).
4. Objetivo da homilética
Ajudar na confecção de sermões para uma pregação mais eficiente. Isto porque beneficia o pregador (torna mais fácil a pregação do sermão) e beneficia o auditório (um sermão homileticamente preparado é mais assimilável). Muitos sermões falham por ser absolutamente sem ordem. As idéias são confusas e a pregação perde o sentido, por completo.
Talvez chegue o tempo em que poderá dizer-se: "Felizmente a vida não é como o sermão do pastor, porque a vida, apesar de tudo, tem algum sentido, enquanto o sermão do pastor não tem nenhum".
Fonte:revistadominical/homiletica - Continua...
Escrito por osiel varela em Terça-feira, 12 Fevereiro 2008
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Quinta-feira, 07 Fevereiro 2008
LITURGIA
SBC – SP – Brasil Autor do texto: Osvarela O que é Liturgia?
- O termo "Liturgia", hoje utilizado quase que exclusivamente para descrever o ato de culto, não nasceu em ambiente religioso e nem mesmo no mundo do Antigo Testamento. Ele vai surgir por primeiro na Grécia antiga, pertencendo pois à língua grega clássica, como palavra composta por duas raízes: leit (de laós = povo) e érgon (= ação, empresa, obra).
A palavra assim composta significava naquele ambiente em que nasceu: "ação, obra, empresa para o povo ou pública".
Por "Liturgia" se entendia na Grécia clássica, isto é, pelo séc. VI antes de Cristo, um serviço público feito para o povo por alguém de posses.
No Antigo Testamento traduzido ainda antes de Cristo para o grego e chamado tradução dos LXX (porque, conforme se sustenta, foi traduzido por 70 homens sábios), "Liturgia" aparece cerca de 170 vezes, designando sempre o culto prestado a Javé, não por qualquer pessoa, mas apenas pelos Sacerdotes e pelos Levitas no Templo de Jerusalém.
No cristianismo primitivo o termo "Liturgia" também resiste a aparecer.
Os primeiros cristãos adotando o "espiritualismo cultual", isto é, aquele tipo de culto realizado em "espírito e verdade", não mais ligado às instituições do sacerdócio ou do templo, seja o de Jerusalém ou de Garizim (cf. Jo 4,19-26), para identificar explicitamente um culto oficial, feito segundo regras precisas, tal qual era o sacrifício hebraico.
Mas já na Igreja pós-apostólica, "Liturgia" vai perdendo parte de seu aspecto negativo e começa a distinguir os ritos do culto cristão, como se vê em documentos como a Didaché ou Doutrina dos Apóstolos, escrita entre os anos 80 e 90 de nossa era e na 1ª Carta de Clemente Romano aos Coríntios, de cerca do ano 96.
No ambiente das Igrejas esta palavra parece que perdeu o sentido. Já não se utiliza nenhum padrão litúrgico. Umas igrejas não preparam qualquer Liturgia e até usam a desculpa de que é tudo feito na direção do Espírito, alegação descabida, para que não haja nenhuma ordem na Liturgia do culto.
Realmente o culto deve ser aberto e dirigido na unção do Espírito Santo e quanto o que diz Paulo:
Romanos 12.1:“Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.”
Usa-se todo o tipo de atividade na Liturgia:
Dança
Coreografia
Ritmos pop’s
Rock
Afros ou descendentes – reagae; jazz; canções com ritmos afros.
Palmas – uns batem outros não.Interessante é que existem ministérios que parte de suas congregações ou filiais, usam liturgias diferentes.
Sl. 47.1 Batei palmas, todos os povos; aclamai a Deus com voz de júbilo.
Tudo em nome de uma Liturgia aberta.
E quanto ao que diz a Bíblia: “Cl. 3.16: A palavra de Cristo habite em vós ricamente, em toda a sabedoria; ensinai-vos e admoestai-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, louvando a Deus com gratidão em vossos corações.” e Efésios 5.19:falando entre vós em salmos, hinos, e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração,”
Veja trecho de um site de adoração: “O culto pentecostal e a Renovação Carismática são o motivo de uma revolução litúrgica hoje em curso em todo o cristianismo. Uma análise sobre o fenômeno mostra que o tipo de música usado no culto é a raiz dessa mudança.” Autor: Vanderlei Dorneles
A Adoração parece ser, para algumas Igrejas, a única forma agradável do culto para alguns, acabou a música, desperta-se da cartase emocional e vamos agora ouvir o que este pregador tem para falar! Então, é um tal de falar palavras chaves e tome: “Deus habita no meio de Louvores”, ou “Celebrai ao Senhor com Júbilo”.
Senão: Ah! Não gostei desta palavra, "não era de fogo", eu gosto de "palavra de fogo"; ou se o pregador está no clima do "re-te-té", este sim este é dos nossos!Ou ainda: "muita Teologia..."! Hoje é um desafio pregar ou congregar, em certos locais. È preciso ler a carta ao Pregador Itinerante de Augustus Nicodemus, se não você pode, esta "perdido", por excesso ou por falta ou vai cometer alguma falha durante o culto; o povo vai ficar de pé, e você vai estar sentando, a leitura é feita toda ela, só pelo pastor e você, lê o versículo seguinte, e todo povo vai te olhar estranho; você vai de mangas de camisa, num culto, pela manhã, para dar uma palestra para os jovens, e todo mundo vai estar de gravata.[Se puder procure nos nossos sites a matéria citada e de uma lida] Até onde vai a Liturgia real do culto e as formas, tanto a tradicional e as neo formas litúrgicas? O que fazer para encontrar o caminho por que trilharam Cristo , os Apóstolos e a Igreja primitiva.
Lembrando que a Bíblia diz: “Mc. 14.26 E, tendo [cantado ]um hino, saíram para o Monte das Oliveiras. e tendo cantado um hino ...” Não quero dar a resposta, mas quero trazer este assunto à discussão!
Outras trazem a Liturgia amarrada, de tal ordem, que parece “script”, que se for alterado, a cena dever ser refeita.
Qual afinal deve ser a ordem litúrgica, correta?
Começando do púlpito:
Aquela na qual o pastor usa terno e gravata?
Ou aquela em que o pastor ou pastora, usa mangas de camisa?
Aquela que só o pregador fica no púlpito?
Ou aquela na qual todos se assentam na Tribuna?
Continuando pelo espaço do Templo:
Aquela em que as mulheres ficam de um lado e os homens do outro, em bancadas diferentes?
Ou aquela na qual a bancada pode ser usada por ambos os sexos, onde até às vezes, sai um beijinho fortuito?
Entrando no aspecto litúrgico:
A que bate palmas?
A que dança?
A que usa véu ?
A que faz “aviãozinho”? A que é do “re-te-té ?
A que usa Orquestra?
Ou a que usa a “furiosa”, como era chamada popularmente a Banda?
A que tem coral?
Ou a que tem Grupo de varões? ou Banda de Levitas
A que tem Grupo de “Levitas”? A que usa bateria e instrumentos de percussão ?
Ou a que só pode usar violão?
Até rimou.
Parece exagero, mas se vamos viajar por estes "brasis evangélicos", dentro do Brasil, veremos que tudo isto é real e verdadeiro.
DANÇA E CULTO SOLENE:
Tenho encontrado uma certa dificuldade, ao notar a insistência de pastores e ensinadores, no seio da Igreja, em usar um texto que nada tem a ver com a condenação por parte de Deus de danças ou outras coreografias no culto.
Geralmente ao ouvir a citação do texto, fico preocupado com falta de entendimento daqueles que assim procedem, e me vem a memória, que se fosse nos dias de hoje: muitas Mical, se oporiam a entrada de Davi em nossos Templos, principalmente em dias de festas.
II Sm. 6.16: Quando entrava a arca do Senhor na cidade de Davi, Mical, filha de Saul, estava olhando pela janela; e, vendo ao rei Davi saltando e dançando diante do senhor, o desprezou no seu coração.
O texto ao qual me refiro, está no Livro do Profeta Amós, capítulo 5 : vs.23: Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos, porque não ouvirei as melodias das tuas liras. Tenho assistido o uso corrente desta passagem, dentro do “contexto”, que certos ensinadores a entendem, misericórdia, será tão difícil entender este texto?
Ou será por outros motivos, para mantença da “Sã doutrina”!
Os que o utilizam como o padrão litúrgico a ser seguido, não fazem a leitura do texto em sua totalidade.
Em algumas ocasiões, já insinuei que assim fizessem, sem sucesso e para não causar constrangimentos, quanto ao fato, da necessidade em se ler o contexto próximo, no próprio capítulo, e ver que:
Conteúdo hermenêutico do texto:
Deus não está triste e aborrecido, por causa da dança (como assim colocam os defensores deste texto para falar contra a dança) ou do ruído produzido nos cultos, [porque estrépito, quer dizer: Ruído forte; estrondo];significa também que nem sempre barulho é sinal da presença de Deus, a Igreja de Corinto fazia barulho, tinha todos os dons, e também muitos problemas.
Deus também não está satisfeito com os louvores do culto litúrgico “normal”; Deus também não está satisfeito com as melodias dos instrumentos do povo de Israel;
Deus também não está satisfeito com as festas rituais de Israel;
Deus também não está satisfeito com as assembléias solenes, das quais, Ele diz: “vs.21: Aborreço, desprezo as vossas festas, e não me deleito..” Deus também não está satisfeito, nem se agrada dos holocaustos e ofertas de manjares e nem se agrada[“não está nem aí”],com as ofertas pacíficas dos “vossos animais gordos”. Este texto está num contexto de condenação não da Liturgia do Culto em Israel, mas na devassidão que tomou conta do Povo, que adulterou contra Deus, oferecendo holocaustos a : vs.25-26: “Oferecestes-me vós sacrifícios e oblações no deserto por quarenta anos, ó casa de Israel? Sim, levastes Sicute, vosso rei (moloch), e Quium, vosso deus-estrela, imagens que fizestes para vos mesmos.” Sicute – como era conhecido Saturno nas fontes assírias.
Se tais defensores do uso deste texto tivessem o cuidado em ensinar o povo, citariam todo o capitulo, e encontrariam, também, que o Senhor não queria receber nenhum tipo de culto do povo de Israel, seja em forma de, louvores, cultos solenes, ofertas, holocaustos, pelos motivos citados no próprio texto, mas o que me deixa mais triste, é que estes ensinadores, sabem muito bem o que estão falando, mas não querem deixar brecha para não perder as rédeas do povo[e manter a "sã doutrina"], seria muito mais fácil, ensinar a Palavra de Deus ao povo e por si só Deus Iluminaria a mente do seu Povo, a Igreja.
AMÓS 5.21 ss:Aborreço, desprezo as vossas festas, e não me deleito nas vossas assembléias solenes. Ainda que me ofereçais holocaustos, juntamente com as vossas ofertas de cereais, não me agradarei deles; nem atentarei para as ofertas pacíficas de vossos animais cevados. Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos, porque não ouvirei as melodias das tuas liras.
Ao iniciar este texto não sabia que grandes personagens da vida religiosa cristã já se debateram sobre o tema e fiquei feliz ao ler o texto de eminentes Líderes, cito frase de um deles: Pr.Augustus Nicodemus.
Veja o que diz o Dr. e Pastor Augusto Nicodemus: Site Teologia Brasileira:
07-06-2004 Tensões no culto evangélico brasileiro
"Uma das áreas mais polêmicas dentro do Cristianismo é exatamente aquela em que deveria haver mais harmonia e consenso entre os cristãos, ou seja, o culto. Através da sua história, a Igreja Cristã vem se debatendo com disputas, discussões e discordâncias quanto a alguns importantes aspectos relacionados com o serviço divino. E o debate, naturalmente, está presente na igreja evangélica brasileira.
Por exemplo, a questão da organização versus liberdade na liturgia."
Fonte:
http://www.musicaeadoracao.com.br/artigos/meio/liturgia_pentecostal.htm
Apontamentos do autor Bíblia digital cortesia Tio Sam
Escrito por osiel varela em Quinta-feira, 07 Fevereiro 2008
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Sábado, 02 Fevereiro 2008
O PODER DAS PERGUNTAS II
Por Tim Dahlstrom
Tradução: Elvis Brassaroto Aleixo
Fonte: Christian Research Journal, vol. 27, nº 2, 2004.
Continuação A escolha da palavra correta dependerá muito do contexto da situação em que nos encontrarmos. E, mais importante ainda, dependerá do nível intelectivo do receptor e de seu estilo de comunicação. Usar um vocabulário especializado pode ser mais apropriado numa aula sobre religiões comparadas direcionada a seminaristas de nível avançado, mas seria inadequado numa conversa com alguém na rua. Como alguém poderá saber tudo isso? Lembre-se, é você quem está fazendo as perguntas! As respostas para estas perguntas nos permitem ajustar melhor a nossa aproximação à situação e à pessoa com quem almejamos dialogar.
Terceiro, a pergunta não pode conter um teor amedrontador ou estar carregada de palavras emocionalmente carregadas. Tais questões evocam uma reação apaixonada e não uma resposta pensada. São perguntas usualmente impróprias para quem intenta travar um diálogo qualitativo. O termo “pecado”, por exemplo, é extremamente carregado no âmbito emocional. Em nossos encontros com os não-cristãos, percebemos algumas reações interessantes quando do uso desta palavra. As reações refletiram o conceito que as pessoas possuíam acerca de “pecado”, mas sem necessariamente declararem qual é este conceito implícito por trás da palavra.
A fim de despir o termo de seu teor emotivo, sugerimos uma progressão das idéias na conversa. O “pecado” pode ser descrito, num primeiro momento, como “ser imperfeito”, depois, como uma “regressão aos mandamentos de Deus” ou algo similar que igualmente comunique a compreensão bíblica que encerra o termo.
Quando sugerimos uma expressão diferenciada para a conceituação de um termo bíblico, não estamos querendo dizer que o apologista deve mudar a essência da definição. Precisamos ser cuidadosos e precisos. Cremos que o emprego de descrições alternativas pode ser mais bem compreendido no diálogo, assim como pode promover respostas sem o caráter resistente que de outra forma poderia se verificar.
Perguntas que devem ser evitadas
Deveríamos evitar alguma espécie de pergunta? A resposta é sim. A pergunta dirigida deve ser, em geral, evitada. Perguntas dirigidas são aquelas que sugerem ou deduzem a resposta correta. O poder da sugestão pode balançar as pessoas facilmente.
Com tais perguntas, podemos receber respostas convenientes em vez de informações precisas e detalhes importantes. Essas perguntas, habitualmente, começam com expressões indagativas, tais como: “Você não acha que...?”, “Você não deveria...”, ou “Você não concorda que...?”. Obviamente, tais perguntas estão estimulando uma resposta específica.
Como perguntar?
O processo interrogativo é bastante simples, mas o fracasso na observância de alguns passos pode conduzir-nos a enganos e a uma comunicação ineficaz. Se não atentarmos para este cuidado, o impacto de nossas perguntas será reduzido.
Primeiro: devemos fazer a pergunta. Se a pergunta for desenvolvida com as diretrizes básicas já comentadas até aqui, ela produzirá uma resposta sensata. Se não, a pergunta precisará ser reformulada.
Segundo: devemos receber a resposta. Para recebermos a resposta em sua completeza, precisamos estar predispostos a ouvi-la. Escutar com diligência quer dizer focalizar a atenção naquilo que o respondente está dizendo, evitando interrupções e absorvendo as mensagens visuais e auditivas expressas por ele. A “linguagem corporal” de uma pessoa e o seu tom de voz podem ser tão importantes quanto o que ela está dizendo. O tempo durante o qual estivermos ouvindo a resposta não é apropriado para desenvolver perguntas adicionais ou avaliar a resposta. Comumente, tais perguntas são precipitadas e mancas, pois não consideraram a lógica total da resposta.
Finalmente, depois de recebermos toda a resposta, podemos, então, avaliá-la em sua inteireza lógica e precisão efetiva, em suas suposições e consistência, com informações conhecidas ou respostas prévias.
Se a sucessão de perguntas deverá ser da do geral para o específico ou do específico para o geral, isso depende do tópico em discussão. Seja qual for o caso, o ponto central será usar a informação obtida de uma pergunta como “alimento” para a formulação da próxima pergunta lógica e, nessa cadência, conduzir o diálogo passo a passo ao destino final, seja ele uma compreensão, uma conclusão, ou mesmo uma decisão.
Mas há, ainda, outros tipos de perguntas que gostaríamos de trazer à baila: “as abertas e as fechadas”. Perguntas abertas são aquelas que fazem que os respondentes forneçam respostas desestruturadas ou desorganizadas, proporcionando o destaque de informações importantes. Tais perguntas pedem descrição ou explicação. “Como” e “por que” são termos freqüentemente usados aqui. A resposta para uma pergunta aberta revelará informações acerca das suposições, preconceitos, valores e convicções do respondente e serão fundamentais para a formulação das questões subseqüentes. Por outro lado, as perguntas fechadas requerem, às vezes, respostas predeterminadas e devem ser usadas quando o desejo for obter do respondente uma informação particular.
As perguntas de múltipla escolha: sim ou não, verdadeiro ou falso, são questões fechadas.
Quem?
O quê?
Quando?
Onde? e Como? são também perguntas fechadas muitíssimo empregadas.
Por quê? é uma pergunta particularmente eficaz porque extrai argumentos, suposições e conhecimento, ajudando a descobrir a visão de mundo do respondente. Mas deve ser perguntada com sinceridade e respeito, pois, caso contrário, pode ser interpretada como uma acusação e não uma tentativa de entendimento.
O que segue são exemplos de diferentes tipos de perguntas que poderíamos fazer para conduzir as respostas ao ultimato de Jesus: “E vós, quem dizeis que eu sou?” (Mt 16.15; Mc 8.29).
Perguntas gerais que auxiliariam nesta resposta seriam: “Qual é a característica mais importante de Jesus?”; ou: “Como Jesus descreveu a si próprio?”.
Perguntas mais específicas poderiam ser: “Jesus foi um personagem histórico?”; ou: “Você acredita que Jesus é Deus?”.
Perguntas simples e inteligíveis como estas podem ajudar a dissipar a fumaça e a verborragia racionalizada que algumas pessoas cultivam. Elas ajudarão a desmantelar as filosofias complexas que se instauram contra o conhecimento da verdade (2Co 10.5). E também ajudarão o cristão a iniciar um diálogo e ser diligente na afirmação de sua fé.
Fonte: Christian Research Journal, vol. 27, nº 2, 2004.
Escrito por osiel varela em Sábado, 02 Fevereiro 2008
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Quarta-feira, 30 Janeiro 2008
O PODER DAS PERGUNTAS I
Por Tim Dahlstrom
Tradução: Elvis Brassaroto Aleixo
Fonte: Christian Research Journal, vol. 27, nº 2, 2004.
Muitos cristãos reconhecem que devem estar aptos para responder àqueles que os questionam acerca da razão de sua esperança (1Pe 3.15). E devem fazer isso por uma declaração, pela exposição de um fato ou de um argumento. Contudo, a resposta em forma de uma pergunta pode também ser uma ferramenta empregada poderosamente e com sucesso, após um pouco de prática. Tanto Jesus quanto Paulo regularmente se valeram das perguntas na prática do evangelismo, da apologética e do ensino.
O escritor do livro de Provérbios igualmente destacou o valor das questões indagativas:
“O primeiro a apresentar a sua causa parece ter razão, até que outro venha à frente e o questione” (Pv 18.17 – NVI). Por que as perguntas são tão poderosas? Porque demandam respostas, estimulam o pensamento, fornecem valiosas informações, provocam as pessoas a se abrirem aos problemas e as ajudam a se convencerem.
O maior valor prático do método de empregar as perguntas reside no fato de o questionador não ter de possuir todas as respostas. Um cristão pode se engajar numa discussão sem necessariamente conhecer tudo sobre o assunto em debate, desde que não esteja discursando, mas questionando. Para aqueles que não se sentem confortáveis diante de sua gama de conhecimento acerca de uma disciplina, ou que não se sentem qualificados para argumentar, o questionamento torna-se uma excelente opção que faz grande diferença no diálogo apologético.
Um exemplo de Jesus
Mateus nos relata um formato de questão indagativa utilizada por Jesus, recorrente nos relatos do evangelho (Mt 6.25-34). Nesse texto, um trecho do sermão da montanha, Jesus está ensinando os discípulos que eles não deveriam se preocupar. Primeiramente, Jesus declara um princípio, depois, faz uma série de perguntas, e, em seguida, finaliza com o resumo do conceito que queria que seus seguidores apreendessem.
As perguntas de Jesus fazem que seus ouvintes pensem e, ao mesmo tempo, consigam convencer a si próprios de alguma coisa. Imaginemos que os discípulos tenham, inicialmente, rejeitado a pregação de Jesus por meio de um diálogo interior (psicológico) sobre seus problemas, suas tensões e pressões, e os obstáculos que enfrentavam diariamente. A pungência das perguntas que Jesus apresentou, contudo, demoliu tais reflexões, levando-os a refletir sobre duas outras questões implícitas:
1) O que a preocupação pode fazer por mim? 2) Deus é fiel?
A resposta à primeira pergunta parece óbvia — a preocupação nada pode fazer por nós. A segunda, porém, requer que o ouvinte empenhe uma auto-avaliação, a fim de ponderar se ele realmente faz descansar sua confiança em Deus. Se a resposta for afirmativa, então a conclusão segue logicamente: a preocupação não faz sentido. Se for negativa, Jesus repete o conceito: “Não vos inquieteis, pois, com o amanhã” (Mt 6.34).
O emprego das perguntas por Jesus foi intenso e persuasivo. Jesus conduziu o raciocínio de seus ouvintes por meio de perguntas certas e eficazes. E suas indagações se tornaram catalizadoras de um caminho lógico quase inexorável à conclusão. Sobre isso, Philip Johnson aponta: “Se eu começar com a pergunta certa e deixar que a resposta desta primeira pergunta sugira a próxima, e assim por diante, então a força irresistível da lógica me levará à conclusão correta, mesmo que a primeira resposta pareça estar distante dela”. O que é uma boa pergunta?
Uma boa pergunta possui três importantes características.
Primeiro, a pergunta precisa ser simples e restrita a um único tópico. Evite perguntas que evoquem múltiplas respostas ou que sejam verborrágicas.
Segundo, a pergunta precisa ser clara e de fácil entendimento. Use um vocabulário que seja familiar à pessoa de quem você pretende obter a responda. Evite empregar termos vagos ou ambíguos e jargões evangélicos.
O apologista cristão deve estar atento aos termos e conceitos cristãos que sejam questionáveis em seu próprio meio, ou seja, entre os próprios cristãos, e também entre os cristãos e os sectários. Muitos termos e conceitos não são bem conhecido fora dos círculos cristãos.
Perguntar para uma pessoa se ela acredita que Jesus foi feito a propiciação pelos seus pecados, por exemplo, poderá, efetivamente, não ser uma boa idéia, uma vez que poucas pessoas ouviram falar de “propiciação” fora dos círculos cristãos. Uma estratégia prática é apresentar tais termos por meio de outras palavras que expressem o mesmo significado.
continua....
Escrito por osiel varela em Quarta-feira, 30 Janeiro 2008
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Sexta-feira, 25 Janeiro 2008
O gerúndio tem invadido até mesmo nossos púlpitos: "Vamos estar ouvindo a irmã cantar um hino!" "Chamamos nossos diáconos para estar recolhendo as ofertas." E por aí vai. O uso desta forma de falar, gradualmente tem atingido todos os setores da comunicação entre os brasileiros, inclusive a Igreja. Leia com atenção o artigo abaixo e acesse os "links"(outro uso que precisa ser corrigido - termos que não são traduzidos para o português) indicados.
Setor de telemarketing vai combater uso do gerúndio
Livro com orientações está sendo distribuído para os viciados em gerúndio.
Iniciativa é da Associação de Telesserviço; setor emprega 750 mil pessoas.
Acusado de ser o grande responsável pelo uso abusivo do gerúndio, o setor de telemarketing quer mudar essa imagem.
Para isso, a Associação Brasileira de Telesserviço decidiu agir e não apenas "estar pensando no assunto". Um livro com orientações está sendo distribuído para os viciados em gerúndio.
O setor de telemarketing cresce 10% ao ano e emprega 750 mil pessoas. A batalha contra o uso abusivo do gerúndio vai exigir muita aula, muita leitura. As aulas de português ensinam que o gerúndio é um tempo de verbo para ser usado em casos de ações duradouras e não para enrolar os outros.
"O gerundismo pega mal toda vez que você usa gerúndio para fazer referência a um processo que é pontual, não tem caráter de continuidade. Amanhã vou estar enviando um email, o fato de enviar email é pontual, então o gerúndio é usado de forma abusiva, de maneira automatizada", diz o professor de português Eduardo Antônio Lopes.
"O operador só tem sua voz para transmitir entusiasmo, simpatia, se ele não falar bem o cliente do outro lado vai sentir esse contato cansativo, muito desagradável", diz o presidente da Associação Brasileira de Telesserviço (sic), Carlos Humberto Alegretti.
(sic) - transcrito como estava escrito
Compilado por Osvarela
Escrito por osiel varela em Sexta-feira, 25 Janeiro 2008
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Domingo, 13 Janeiro 2008
AGORA NO NOSSO SITE:
LOUVOR COM SOM E IMAGEM
TEMPO - IMAGEM E VOZ
Escrito por osiel varela em Domingo, 13 Janeiro 2008
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Sábado, 12 Janeiro 2008
Enquanto não retornamos as aulas, estamos publicando artigos avulsos de Teologia.
Hoje postamos sobre o Nome de YHVH, útil para questões apologéticas, ou seja,de defesa da Fé em relação a seitas heréticas e também útil para nós que estudamos Teologia e precisamos conhecer, mais do assunto: Nome de Deus! YAWEH.
Quando o texto diz que Jesus não pronunciou o Nome "JEOVÁ", entendo que o nobre redator do texto, refere-se ao fato que, à época, Jesus falaria em aramaico ou mesmo se expressa-se em grego, ou que o escritor dos Evangelhos, usou a grafia, em grego, para o texto Bíblico do Novo Testamento, diante disto queremos , que o leitor não fique confuso com esta da declaração.
PORTANTO LEIA O TEXTO COM ESTAS OBSERVAÇÕES.
Ninguém sabe, ao certo, como se pronuncia YHVH, o tetragrama, designação das quatro consoantes que compõem o nome do Deus de Israel. É que em algum tempo antes da era cristã, para não sujarem com lábios humanos o nome do seu Deus, os israelitas deixaram de pronunciá-lo, e assim as vogais desse nome foram esquecidas. Por ocasião da leitura pública dos rolos nas sinagogas, ao chegar ao nome YHVH, uma nota marginal dizia: "Está escrito, mas não se lê." E ali mesmo era indicada a palavra que deveria ser lida: "Leia-se ADONAY".
O texto pré-massorético do Antigo Testamento só tinha consoantes; as vogais eram transmitidas através dos séculos pela tradição. Só no sexto ou sétimo século dC. é que os massoretas colocaram vogais no texto hebraico. A palavra YHVH, então, era escrita com as vogais do título ADONAY, e a palavra ADONAY era falada quando ocorria YHVH.
Acontece, também, que em algumas passagens do Antigo Testamento o título ADONAY (Senhor) vem seguido do tetragrama YHVH, que nesse caso é pontuado com as vogais de ELOHIM (Deus), resultando na forma JEHOVIH (JEOVI), como, por exemplo, em Sl 73.28 Is 50.4 Ez 3.11,27 Zc 9.14. Ou resultando na forma YEHVIH (JEVI), que ocorre, por exemplo, em Is 25.8 Jr 2.22 Am 1.8 Ob 1.1 Mq 1.1 Sf 1.7.
E em vinte e cinco passagens ocorre uma quarta forma de se expressar o nome do Deus de Israel, e isso por meio do monossílabo YAH (JÁ), que é a primeira sílaba de YAHVEH (JAVÉ).
A Petrus Galatinus (mais ou menos 1520 dC.) atribui-se a fusão, pela primeira vez, das consoantes YHVH com as vogais de ADONAY.
Koehler-Baumgartner fala de 1200 dC.
Dessa fusão surgiu um nome híbrido: YeHoVaH (Jeová). Esse não é, portanto, o nome do Deus de Israel.
O Jerome Biblical Commentary chama "Jeová" de um "não-nome" (77.11), e o Interpreter’s Dictionary of the Bible o chama de "nome artificial" (s. v. Jehovah).
O Lexicon in Veteris Testamenti Libros, de Koehler-Baumgartner (s. v. YHVH), chama a grafia "Jeová" de "errada" e defende como "correta e original" a pronúncia "Yahveh".
Alguém poderia perguntar por que a primeira vogal de ADONAY, um "A," se tornou um "E.
" É que a palavra ADONAY começa com uma gutural, um álefe, e sob gutural uma vogal esvaída deve ser um shevá composto. Ao se colocar essa mesma vogal esvaída sob uma consoante não-gutural, ela passa a ser um shevá simples, que se representa na transliteração por um "e" suspenso. No caso, sob o iode (Y) coloca-se a vogal "e": "Ye".
No Antigo Testamento traduzido por João Ferreira de Almeida e publicado em dois volumes quase sessenta anos após sua morte (1748 e 1753), é empregada a forma JEHOVAH onde no texto hebraico aparece YHVH. Almeida fez isso baseado na tradução espanhola feita por Reina-Valera (1602).
Na Almeida conhecida como Revista e Corrigida (RC), lançada em 1898 e que ainda hoje é usada, a comissão revisora substituiu JEHOVAH por "Senhor" nas passagens em que esse nome ocorre, menos naquelas em que está junto com ADONAY (Senhor), e em algumas poucas passagens esparsas. Nessas ocorrências a RC conservou JEHOVAH. Veja-se, por exemplo, Is 61.1: "O Espírito do Senhor (ADONAY) JEOVÁ está sobre mim, porque o SENHOR me ungiu" (RC). Este último SENHOR também é, no texto hebraico, YHVH.
O costume de usar "SENHOR" para indicar YHVH começou com a Septuaginta, a primeira tradução do Antigo Testamento, a qual foi feita entre 285 e 150 aC. O texto hebraico foi traduzido em Alexandria para a língua grega. Nesse texto os tradutores da Septuaginta reduziram a escrito uma tradição oral das sinagogas, onde geralmente se lia "ADONAY" (Senhor) toda vez que ocorria o nome YHVH. Essa foi a Bíblia de Jesus, dos apóstolos e da Igreja Primitiva.
Seguindo o costume que começou com a Septuaginta, a grande maioria das Bíblias emprega o título "SENHOR" (com maiúsculas) como correspondente de JAVÉ (YHVH). O título "Senhor" (com minúsculas) é tradução da palavra ADON, que em hebraico quer dizer "senhor" ou "dono." No Novo Testamento "Senhor" traduz a palavra grega KYRIOS, que quer dizer "senhor" ou "dono".
Jesus não usou o termo "Jeová."
Por exemplo, citando o Antigo Testamento em Dt 6.13, em que aparece YHVH, ele disse: "Ao Senhor (Kyrios) adorarás." {Mt 4.10} Tiago não fala de "Jeová." Discursando em Jerusalém {At 15.17} ele disse: "o Senhor, que faz todas estas coisas," e isso é citação de Am 9.12, que tem YHVH como sujeito da ação. Paulo também não usa "Jeová": em Rm 4.8, ele escreveu "Senhor," citando Sl 32.2, que tem YHVH.
São duas as razões que levaram os eruditos bíblicos a usarem a forma "Javé" como a mais provável para designar, em português, o nome do Deus de Israel (YHVH). A primeira é de ordem gramatical e a outra, de ordem documentária.
Primeiro, a de ordem gramatical. De acordo com Êx 3.14, Deus se apresentou a Israel como AQUELE QUE É, o Deus absoluto e imutável. d>
A forma Javé (Yahveh, em hebraico), corresponde ao verbo ‘ehyeh, repetido em Ex 3.14: EU SOU QUEM SOU (BLHoje). O verbo está no imperfeito, que em hebraico, por ser um verbo lâmede-he, termina com a vogal e. O verbo "ser" aqui é hayah (com iode), que em sua forma arcaica era havah (com vave). A Bíblia de Jerusalém em português transliterou esse nome de Deus e o grafou assim: Iahweh. Em inglês, a BJ traz Yahweh, cujo h médio os americanos pronunciam com ligeira aspiração.
Essa última forma é comum na literatura bíblico-teológica em inglês. Observe-se que em Êx 3.14 o verbo está grafado ‘ehyeh, sendo que a vírgula suspensa significa que em hebraico há ali uma letra álefe, que indica a primeira pessoa: EU SOU. Já o iode inicial indica terceira pessoa: AQUELE QUE É (Yahweh).
Um fato que indica ser a a vogal da primeira sílaba de YHVH é a forma abreviada desse nome, que é grafada Yah (Já). Essa abreviação de YHVH ocorre vinte e cinco vezes no Antigo Testamento.
A American Standard Version (1901), matriz da Versão Brasileira, nessas passagens põe "Jehovah" no texto, mas na margem há nota, assim: "hebraico: Jah." Ver, por exemplo, Êx 15.2 e Sl 104.35. Nessa última passagem aparece a frase cúltica "Hallelu-Yah" (Aleluia). Ver também a nota da Bíblia de Estudo de Almeida nessas duas passagens.
Como é que Yahweh se tornou Javé em português?
Primeiro, o iode (Y) inicial hebraico dá j em português (como em Yoseph - José).
Segundo, o h inicial e final caem porque não soam em português.
Terceiro, o w passa a ser v, que é como transliteramos em português a letra vave. E aí temos Javé.
Agora a razão de ordem documentária.
Teodoreto, pai da Igreja, da escola de Antioquia, falecido em 457 dC., afirma que os samaritanos, que tinham o Pentateuco em comum com os judeus como Escritura 0,,,,,546 falecido antes de 216 dC., transliterava "a palavra de quatro letras" por Iaoué. Também os papiros mágicos egípcios, que são do final do terceiro século dC., dão como corrente a pronúncia acima referida, a de Teodoreto.
Finalmente, convém notar que em duas traduções modernas da Bíblia está correta a vocalização de YHVH. Uma delas é a Bíblia de Jerusalém, que traz Yahweh (inglês e português), Yahvé (francês), Yahvéh (espanhol) e Jahwe (alemão).
A Bíblia da LEB (Edições Loyola, 1989) usa o nome "Javé" como transliteração de YHVH. Em Gn 2.1 parte da nota explicativa diz: "Aqui aparece pela primeira vez o sacrossanto Nome de JAVÉ (YHWH), cujo sentido na tradição bíblica é "AQUELE-QUE-É." (...) Hoje o Tetragrama Sagrado, que se pronuncia em hebreu Yahweh, está devidamente implantado na língua portuguesa em sua forma correta, que é JAVÉ." E acrescentamos, forma dicionarizada: ver o Dicionário Aurélio e o Dicionário Michaelis, s. v. JAVÉ.
Comissão de Tradução, Revisão e Consulta da Sociedade Bíblica do Brasil
Fonte: BOL- Bíblia on-line /Sociedade Bíblica do Brasil
Todos os direitos reservados.
Massoretas-escribas judeus que inseriram sinais que permitiam fazer a leitura de texto hebraico com o som das vogais.
Pais da Igreja - Homens que formaram a segunda geração, após os Apóstolos, dois quais geralmente foram discípulos.
Yode- letra do alfabeto hebraico
shevá- letra do alfabeto hebraico
álefe- letra do alfabeto hebraico
Escrito por osiel varela em Sábado, 12 Janeiro 2008
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Terça-feira, 08 Janeiro 2008
ANO NOVO, novidades. É tempo de voltar a trabalhar, os nossos leitores e alunos, já estão achando que esquecemos disto.
Como não retornamos ainda às as aulas de Homilética, ainda não resumimos as lições, mas o material que vou postar, é uma crônica sobre a Matéria - a arte de Pregar. Trata-se de texto, muito bem escrito e da lavra, de um dos mais ilustres professores do Andrew Jumper, Pr. Dr. Augustus Nicodemus. Outros pastores, alguns até famosos, também já beberam da mesma fonte, postando com humildade, material deste Pastor e Teólogo de alta qualidade, de quem aprendemos muita coisa.
Cuidados que um Pregador deve ter, é o assunto da matéria, abaixo.
Ao longo de minha vida como cristão e no meu Ministério, tenho visto inúmeros erros de pregadores, mormentes, aqueles que iniciam a Jornada, sem preparo algum, mas pelo mais puro, impulso espiritual.
Louvo a Deus, que tem levantado nas Igrejas, muito pregadores Itininerantes, que bem ensinados e longe dos holofotes, das ambições, do desapego as gordas ofertas, tem pregado o Evangelho por ete imenso brasil. Então em boa hora postamos o texto, para que, os que se iniciam nesta tarefa, iniciem com sabedoria, os que já estão nesta boa corrida de Pregar o evangelho genuíno, possam pensar ou repensar sua caminhada e aos que a almeja possam aprender com sabedoria.
Que Deus abençoe a todos!
Lógicamente a ótica e as comparações são Presbiteriana, como o caso da Ceia, mas podem, muito bem ocorrer, com outras denominações, a intenção é destacar fatos que não venham comprometer o Pregador ou a Fé daqueles que o vão ouvir.
Como fui ensinado por meu pai Pastor-Presidente em uma Igreja no RJ (amigo pessoal do Pr. Lisâneas Dias Maciel - Presbiteriano de boa cepa) , a conviver com todas as Igrejas, espero que você aproveite o melhor deste texto.
CONSELHOS A UM PREGADOR ITINERANTE
SEGUNDA-FEIRA, DEZEMBRO 31, 2007
Postado por Augustus Nicodemus às 15:59
[mais uma carta dirigida a personagem fictícia, porém baseada em experiências e fatos bem reais]
Meu caro Pr. Filipe,
Obrigado por seu e-mail contando as experiências recentes em suas pregações Brasil afora.
Eu mesmo tenho tido a oportunidade, durante meu ministério, de pregar praticamente em todos os Estados da Federação e em vários países do exterior. Só posso agradecer a Deus.
Acho que é por isso que me sinto à vontade para atender seu pedido de conselhos práticos para suas viagens. Vou falar de coisinhas práticas que, mesmo sendo pequenas e “mundanas”, podem estragar sua estada em uma igreja.
1. Se for viajar de avião, acerte bem cedo quem vai comprar a passagem. Já me aconteceu de chegar o dia de viajar e não ter um bilhete. Os que me convidaram não compraram passagem pensando que eu ia comprar! Foi uma dificuldade conseguir passagem de última hora e estas geralmente são mais caras.
2. Se ficar a seu critério comprar a passagem, veja o horário em que a programação começa, para não chegar em cima da hora. Dê sempre um espaço para atrasos nos aeroportos. Peça um assento no corredor ou janela, não deixe para marcar na hora do embarque. Você pode terminar lá no fundo, espremido entre dois gordões durante duas horas de vôo. Um verdadeiro inferno.
3. No caso de você comprar a passagem, guarde o comprovante para mostrar quanto custou, na hora do reembolso. Não será um problema se você não tiver comprovante, mas fica mais elegante e transparente estar pronto para mostrá-lo.
4. Escreva em lugar acessível um telefone para contato, e mesmo o endereço da Igreja ou do local das pregações, para quando chegar ao aeroporto da cidade onde vai pregar não ser surpreendido por um aeroporto vazio, sem ninguém lhe esperando. Já passei por isso, sem telefone de contato e sem endereço, e lhe garanto, é desesperador!
5. A bagagem é extremamente importante, em caso de compromissos fora da sua cidade. Se for de ônibus, tudo bem. Se for de avião, esteja preparado para extravios. A melhor coisa é viajar leve e acomodar suas roupas, etc. em uma mala ou bolsa que você possa levar consigo dentro do avião, sem ter que despachar como bagagem. Se não tiver jeito, leve pelo menos uma muda de roupa com você. As chances de extravio de bagagem são grandes. Já me ocorreu de chegar em Goiânia para pregar num grande evento, e minha mala se extraviou. Tive que morrer num Shopping Center para comprar de última hora uma roupa completa e todos os acessórios (por causa do meu tamanho, sempre é difícil conseguir paletó emprestado...). A mala só apareceu dois dias depois.
6. Ainda sobre bagagem. O costume das igrejas varia muito pelo Brasil quanto à indumentária do pregador. Em alguns lugares, usar paletó é sagrado. Em outras, indiferente. Meu conselho é que pergunte antes ao pastor da Igreja que indumentária ele costuma usar. E caso isso não tenha sido possível, leve um paletó completo por via das dúvidas. Esteja preparado para tudo – rasgar as calças, descosturar o zíper da calça do único paletó (isso me ocorreu faz um mês, na encantadora Porto Velho. Minha sorte foi que havia uma irmã que era excelente costureira e deu um jeito a tempo para o culto da noite), manchar o único paletó que levou logo na primeira refeição, etc.
7. Por falar em hospedagem, naqueles compromissos de mais de um dia, meu conselho é que não imponha como condição ficar num hotel. Pega muito mal. Infelizmente, muitos pregadores evangélicos de renome quando aceitam um convite impõem como condição, além da oferta já determinada, ficar em hotéis de várias estrelas, comer em determinados locais, etc. etc. Para mim, é coisa de mercenário. Diga que aceita ficar hospedado na casa de uma família desde que você tenha tempo para descansar e rever seus sermões e orar. No meu caso, eu acrescento que não consigo dormir com mosquito (pernilongo, muriçoca, etc. – você tem que lembrar que dependendo do lugar para onde vai, o nome muda...) e calor, e se a família tiver pelo menos um bom ventilador e repelente, já basta. Deixe a Igreja que lhe convida decidir onde vai lhe hospedar. (Se você quiser ler um pouco sobre as benções de ser hospedado – e dos que hospedam pregadores – leia uma série de posts sobre o assunto, que começa aqui [ http://www.cronicasdocotidiano.com/?p=143 ])
8. Como você é presbiteriano, fique atento para um detalhe que pode acabar trazendo algum embaraço, se você for convidado para pregar numa igreja batista. Isso nunca me aconteceu, mas sei de casos em que o pastor presbiteriano foi pregar numa igreja batista e na hora da Ceia do Senhor foi preterido – o diácono zeloso não lhe serviu o pão e o vinho (como eram batistas, provavelmente era suco de uva). Ouvi falar de pastores presbiterianos que passaram por esse vexame e sei de pelo menos um que se levantou e saiu do culto, na hora. Não precisava tanto, talvez. Mas, que fica chato, fica. Você é crente o suficiente para estar falando lá e até para ensinar a congregação como trilhar os caminhos de Deus, mas não para tomar ceia...Por isso, cuidadosamente, pergunte antes ao colega batista, ou de outra denominação que restrinja a Ceia, se haverá celebração da Ceia e se ele tem a posição restrita ou mais aberta, que concede a Ceia aos pobres presbiterianos. O que é acertado antes, não sai caro.
9. Outro conselho – procure informar-se ao máximo da Igreja onde vai pregar, ou dos que estão patrocinando o evento em que você vai falar. Em 1997 paguei um dos maiores micos do meu ministério quando fui convidado para falar sobre Batalha Espiritual em uma igreja presbiteriana fora de São Paulo (eu tinha acabado de lançar meu livro O Que você Precisa Saber sobre Batalha Espiritual). Eles esperavam que eu falasse a favor e eu fui falar contra! Se eu tivesse tomado o cuidado de me informar cuidadosamente das posições do pastor da época e da situação da igreja, provavelmente teria recusado o convite ou então deixado muito claro que iria falar contra. Foram três dias de tensão e desconforto, na esperança de que Deus estivesse utilizando positivamente aquele constrangimento... Conhecer antecipadamente sua audiência vai ajudar a calibrar a pregação, determinar os conteúdos e tirar do baú do escriba coisas velhas e novas apropriadas para a ocasião (Mateus 13.52).
10. Nesse sentido, é bom estar absolutamente seguro da ocasião e do motivo do convite. O que a Igreja espera? É um aniversário da Igreja? Há um tema específico? Os temas das pregações ou palestras são livres? Eles esperam que você fale quantas vezes? Seja organizado, tenha tudo isso anotadinho bem antes do evento. Eu já passei por maus momentos por causa de desorganização. Cheguei na cidade onde tinha de pregar três vezes sem ter me assegurado da ocasião. Confesso que confiei demais na minha experiência e nos sermões de reserva que tenho de memória. A ocasião era o aniversário do coral da UPH!!! Eu não tinha sermão nenhum preparado para isso. Tive de improvisar na última hora e ficou aquela beleza...
11. Ainda alguns conselhos sobre as pregações. Pergunte antes o tempo que o pastor da igreja costuma pregar. Não abuse do fato que você é convidado. Você vai querer que eles se lembrem de você como “ah, aquele pastor que pregou tão bem sobre Lázaro...” e não como “ah, sim, aquele pastor que pregou cada sermão um mais comprido que o outro...”
12. Outro conselho muito importante. Pregadores itinerantes “como nós” costumam ter um pacote de sermões que levamos conosco e pregamos onde somos convidados. Pode acontecer o desastre de você repetir o mesmo sermão num mesmo lugar. Já passei por essa vergonha. Quem me salvou foi Solano Portela, que estava presente, e logo que eu anunciei o texto e fiz a introdução do sermão, ele discretamente se levantou do banco e me passou um bilhetinho onde estava escrito “você já pregou esse sermão aqui no mês passado”. Quase morri de vergonha. E o pior foi pregar na hora um sermão novo de improviso! Portanto, ache um jeito de registrar onde você pregou determinado sermão e quando, para evitar esse desastre.
13. Por incrível que pareça, o púlpito onde você vai pregar pode se tornar um problema. Há igrejas com púlpitos minúsculos e outras que nem púlpito têm mais – foram aposentados quando o pastor e a igreja adotaram grupo de coreografia, um enorme grupo de louvor e equipe de teatro. O pastor passou a pregar com microfone sem fio, andando pelo palco e pela igreja, sem anotações e sem a Bíblia diante dele, só contando histórias e experiências. Eu sei que você gosta de pregar expositivamente, de ter sua Bíblia aberta diante de você e as anotações ao lado. O que fazer em casos assim? Eu já me virei com aquele estande do regente do conjunto coral, onde de improviso acomodei a Bíblia e as notas. Em outras vezes, não teve jeito. Tive de pregar com a Bíblia aberta numa mão e o microfone sem fio na outra, sem chance de ter as anotações! Nesse caso, o que me salvou foi a boa memória a experiência de pregar de improviso. Meu conselho é que você também pergunte ao pastor se haverá ao menos um estande de regente para colocar Bíblia e notas. Outro conselho é que memorize os sermões e passe a pregar sem notas. Isso vai lhe salvar de inúmeras situações similares.
14. Agora, a questão da oferta. Na verdade, isso não deveria ser nem mesmo uma questão para você. No máximo é uma questão apropriada para quem convida. Quando isso passa ser o foco do seu ministério, vira coisa de mercenários, os que mercadejam a Palavra de Deus. Sei que existem muitos que não têm outras fontes de sustento a não ser o ministério itinerante, mas não é o seu caso e eu não saberia como lidar com essa situação... Já recebi vários convites que vinham com a pergunta receosa, “quanto o irmão cobra por palestra?” Obviamente, respondi que não cobro absolutamente nada, só preciso que paguem as despesas de passagem e hospedagem (e já houve casos em que acabei pagando para ir pregar em outro Estado, numa igrejinha que não tinha condições de pagar a passagem de avião. De ônibus, levaria 2 dias para ir e mais 2 dias para voltar). (Deve ser por isso que minha agenda de pregações está lotada até o final de 2008...). Meu conselho é que não conte com ofertas, como se fosse coisa certa. Não são. São um extra, um bônus, que pode ter ou não. Se, todavia, a igreja ou entidade patrocinadora lhe oferecer uma oferta, aceite com alegria e gratidão. Se recusar, vai ofendê-los.
Bom, eu teria mais um monte de coisas para dizer sobre esse assunto. Afinal, após 27 anos como pregador itinerante, no Brasil e fora dele, a gente aprende muito. Mas, no geral, eu lhe diria que tem sido um grande privilégio e alegria pregar em tantos lugares diferentes. Os contratempos não representam nada diante das bênçãos. É claro que isso só tem sido possível pela compreensão e apoio da minha esposa (filha de missionários) e de nossos quatro filhos, que sempre ficam contando os dias quando papai viaja... recentemente fiquei muito alegre quando uma igreja mandou uma carta para minha esposa e filhos, agradecendo por terem me liberado para passar um fim de semana com eles.
Um grande abraço!
Augustus
Escrito por osiel varela em Terça-feira, 08 Janeiro 2008
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Terça-feira, 01 Janeiro 2008
Os sete inimigos do teólogo
Sexta-feira, Dezembro 14, 2007 - Autoria de :Deladier Lima – Compilação: Osvarela
Este rápido texto de Deladier Lima, aponta Sete Inimigos, daqueles que estudam Teologia ou são Teólogos. Achei muito interessante e vou postar aqui em nossa página de Teologia do Núcleo SETAD – Vila Curuçá – santo André –SP -Br, para termos em mente, o que devemos ser, ou o que não devemos ser, tendo em vista, o bom uso da Teologia.
Texto Compilado e editado:
Como um alerta genérico, vou publicar o “post” abaixo, até porque em suas linhas gerais ele já estava pronto, eu só inseri algumas frases novas, mas valeu a pena:
1) Presunção: Presunção é uma palavra de origem latina praesumptione. Significa conjectura, suspeita, suposição, vaidade, afetação. A presunção tanto tem um a dimensão interna quando pensamos algo a respeito de nós mesmos, quanto externa, quando pensamos algo dos outros.
Em termos teológicos a presunção é tanto um sentimento de superioridade em relação aos outros, quanto um sentimento de que os outros são inferiores a nós. O problema da presunção é um senso distorcido da realidade.
Em Mateus 3:9, israelitas presunçosos imaginavam que sua ascendência abraâmica poderia livrá-los da condenação eterna, a eles disse Jesus: ...até mesmo das pedras, Deus pode suscitar filhos a Abraão! Ou seja, presunção é cegueira egoísta.
Há teólogos que sempre que alguém fala mal de teologia na igreja ele acha que é com ele, e se fala de bem, acha que falam dele. Achar que um determinado cargo só pode ser ocupado por um téologo também é presunção. A presunção flerta com a superficialidade.
2) Jactância: É um desenvolvimento da presunção. Ocorre quando alguém só consegue ver algum valor em si mesmo, e propaga este sentimento aos quatro ventos. Quem é jactancioso só consegue se gabar a si mesmo, de preferência com exagero.
Em termos teológicos jactar-se é encarecer algum conhecimento bíblico em detrimento dos demais. A Bíblia do jactancioso tem mais recursos que a dos demais, ele conhece muito mais e faz questão de dizer isso. Instado a humilhar-se ele não consegue descer do pedestal.
Sobre este assunto rola uma piada interessante na internet. Ela diz que certo amigo encontrou outro e começou a tagarelar sobre coisas nas quais ele era bom, sobre seus bens, sempre procurando humilhar seu interlocutor. Meia hora depois de falar sobre si mesmo, ele se vira e pergunta ao amigo: - E aí, vamos sobre você? O que você achou da minha moto?!
Um exemplo prático de jactância é quando alguém acha que o outro aprendeu algo com ele, e somente com ele. Todos sabemos que muitos dos saberes teológicos estão à disposição de quase qualquer um, por que imaginar que as pessoas só podem aprender um determinado assunto com uma determinada pessoa? Pior, se não aprendeu com ele, aprendeu errado!
Ouça a recomendação paulina: Não é boa a vossa jactância. Não sabeis que um pouco de fermento faz levedar toda a massa? (I Co 5:6).
3) Auto-suficiência: É um sentimento pernicioso que se instala no coração do estudante da Bíblia. Todos dependemos uns dos outros. E, sobretudo, dependemos de Deus. A auto-suficiência se manifesta através do orgulho, da avareza, da jactância e da presunção. Um campo fértil é o estereótipo. O estereótipo é uma imagem mental que criamos sobre coisas, situações e pessoas, e que muitas vezes não corresponde à realidade. É um alheamento reprovável.
A imagem ideal da auto-suficiência é o povo de Israel. Estando na encruzilhada do mundo, nunca se preocupou em evangelizar aos outros. A verdade cabia a si mesmos, e eles não estavam preocupados em compartilhá-la com ninguém. Estamos escrevendo um livro sobre o profeta Jonas, no qual abordamos este problema. Foi a auto-suficiência combatida por Jesus na célebre recomendação frase: O vento sopra aonde quer... (João 3:8a). Nicodemos havia aprendido a sistematizar o agir divino, assim como muitos teólogos modernos.
A auto-suficiência se manifesta na recusa em aprender com outras pessoas, de menor conhecimento teológico, mas de grande experiência espiritual. Enfim, todos têm alguma coisa para nos ensinar. Dá instrução ao sábio, e ele se fará mais sábio (Provérbios 9:9).
4) Dedução: Diz um ditado que a dedução esconde a revelação. A dedução é o culto à preguiça. Ela se manifesta, quando o teólogo na impossibilidade de entender determinada passagem, abre mão de se aprofundar e deduz que algo está escrito ou deve ser compreendido de determinada maneira.
Um campo fértil é a exegese. Um termo de origem grega (exégesis) que significa explicação. Ao invés de procurar o que determinada palavra realmente quer dizer, muitos teólogos procuram conformá-la à sua cosmovisão, fazendo uma “eisegese”, inserção intencional de um significado diferente. Um dos significados da palavra dedução é diminuir, justamente o que algumas pessoas tentam fazer com o brilho da Palavra de Deus.
Este problema tanto acontece com a interpretação bíblica , quanto com outras coisas mais subjetivas. É o caso da palavra ministro, que outrora significa mordomia, serviço. A palavra ministro vem do latim ministru, criado (servo). Mas hoje é sinal de status e comando. Aliás, neste particular já não há teólogos dispostos ao evangelismo pessoal e à oração, entre outras tarefas mais árduas da igreja.
5) Timidez: Timidez é um temor infundado, o exato oposto de jactância, exposição exagerada. O tímido é incapaz de amar a Deus, por que o amor lança fora o medo (I Jo 4:18). Conseqüentemente, sua fé é um mar cheio de vagas.O tímido não desafia, nem aceita desafios. Não se impõe quando necessário, mas abre mão facilmente de suas prerrogativas. Não tem opinião formada, nem procura formá-la, com medo de descobrir algo com o que não consiga lidar. É incapaz de propor, por que se sente sem condições de alcançar. A timidez é irmã da covardia. Os tímidos presumem que as coisas resolvem-se por si mesmas, mas Deus não abre mão da intervenção humana, nas horas certas.
6) Insegurança: Insegurança é um aprofundamento da timidez é quando esta se misturou com o desespero. O inseguro não tem firmeza, não sabe aonde quer chegar. Este sentimento ocorre abundantemente quando somos incapazes de compreender a realidade subjetiva de Deus. Esta realidade possui leis próprias, às quais nem sempre se tem acesso pelo saber empírico.
Uma exigência de Deus é que sejamos confiantes N’Ele e em sua Palavra. Isto implica um mergulho no impossível e desconhecido. Deus faz questão que seja assim, apenas para que possamos saber o quanto estamos ou somos seguros. Nem sempre a Bíblia será um mapa muito claro e preciso do nosso ponto de vista. Afinal, ela está baseada na ótica divina. Para compreender o problema, bastaria que nos transportássemos para determinados fatos nela contidos, e naquele momento soaria completamente absurda a idéia da própria existência de um Deus. Olhando depois, como tudo aconteceu, concluímos que somente uma providência divina poderia resolver a situação.
O engraçado é que muitas vezes o mundo é condenado por nós como infiel, mas nas estradas da vida não é raro encontrar crentes hesitantes e inseguros, como se não soubessem em quem crêem (II Timóteo 1:12).
7) Ateísmo: O ateísmo teológico possui várias facetas. Ora se manifesta na descrença do Deus espiritual. Se não pode ser racionalizado ou compreendido não existe. É um produto residual da história humana ou foi criado por nossa imaginação, impotente que estávamos em determinadas circunstâncias. Noutras prevalece uma interpretação deísta, limitando a atuação divina a aspectos ideais previstos por nós. E ainda noutras uma alienação parcial ou completa. Códigos, convenções, dissensões promovem um Deus enlatado, conservado em ingredientes humanos, afeito às nossas particularidades.
Conhecemos ou ouvimos falar de vários teólogos que após muitos anos de estudo, mestrado, doutorado, títulos, etc, criaram um Deus convencionado, e outros abandonaram completamente a idéia! Donde concluo que não são poucos os que estarão enquadrados no que disse Jesus: Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? (Mateus 7:22)
Por fim, tenha cuidado para que nenhum dos inimigos acima se apodere do seu coração.
Que Deus abençoe e ajude todos os que estudam e amam a Palavra de Deus.
http://daladier.blogspot.com/2007/12/os-sete-inimigos-do-telogo.html
Autor do texto original: Deladier Lima - Evangelista, atua nas congregações da Assembléia de Deus, em Desterro e Arco-Íris, Abreu e Lima/PE. Casado com Eúde, pai de duas filhas, Ellen e Nicolly.Administrador e programador de computadores.
Publica o blog Reflexões sobre quase tudo.
Escrito por osiel varela em Terça-feira, 01 Janeiro 2008
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Terça-feira, 27 Novembro 2007
Hermenêutica
Figuras de retórica
Autor e compilador: Osvarela
Hipérbole:
Hipérbole: é um exagero de algum tipo, geralmente usado na linguagem comum e na literatura, simplesmente com o objetivo de reforçar algum ponto. Por exemplo, quando eu digo "todo mundo sabe disto", está óbvio que é uma hipérbole. Fazemos isto diariamente.Na Bíblia também encontramos hipérboles.
Por exemplo, Mateus diz que Jesus percorria todas as cidades e povoados da Galiléia (Mt 9.35) e Paulo, que o Evangelho havia sido pregado a toda criatura debaixo do céu (Cl 1.23). Paulo afirma que ainda que fosse capaz de falar nas línguas dos homens e dos anjos, e se tivesse todo conhecimento, nada seria sem amor (1 Co 13.1) -- uso evidente de hipérbole. Alegoria (palavra grega que significa dizer as coisas de outra forma): é o modo figurado de falar sobre uma realidade, onde cada coisa corresponde a outra (ex.: Mt 25,31-46). Símbolo (figura): é o meio de significar uma coisa que seria impossível de se exprimir por outro modo (ex: o Apocalipse de João não pode ser entendido ao pé-da-letra, pois usa linguagem simbólica).
Quando o estudante da Bíblia confronta o texto tem que perguntar "que tipo de forma (gênero) é essa aqui; e como deve ser interpretada"? Ao fazer isso, o estudante está conscientemente exercitando este importante aspecto da interpretação. O questionamento sobre o gênero é importante para saber do que realmente com o que estamos tratando. Quer dizer, quando a pessoa sabe que está lendo uma fábula (como na fábula de Jotão), vai interpretá-la como as fábulas devem ser interpretadas, ou seja, buscando a lição ou mensagem moral que elas transmitem:
Fábula: é a mais primitiva criação literária do espírito humano, utilizando-se de seres inanimados ou animais, em geral com agudíssimo senso crítico (ex.: Jz. 9).
Juízes 9.7-15: Avisado disto, Jotão foi, e se pôs no cimo do monte Gerizim, e em alta voz clamou, e disse-lhes: Ouvi-me ......Foram, certa vez, as árvores ungir para si um rei e disseram à oliveira: Reina sobre nós. Porém a oliveira lhes respondeu......disseram as árvores à figueira: Vem tu e reina sobre nós........Porém a videira lhes respondeu: Deixaria eu o meu vinho....ao espinheiro: Vem tu e.....Se, deveras, me ungis rei sobre vós, vinde e refugiai-vos debaixo de minha sombra; mas, se não, saia do espinheiro fogo que consuma os cedros do Líbano.
Paralelismo Este dispositivo literário, o paralelismo, é uma construção na qual o poeta escreve uma parte, ou uma metade (A) e depois a continuação, a outra metade (B). Isso é feito de tal forma que o conteúdo de B relaciona-se com A de alguma forma.
Quiasmas: O quiasma é outra característica literária da poesia hebraica. A palavra "quiasma" vem da letra grega "chi", que é muito parecida com a nossa letra X. O quiasma ocorre quando duas linhas sucessivas de poesia invertem a ordem na qual os temas são apresentados. Por exemplo: Ó Senhor (A), perdoa-me (B)B) Apaga o meu pecado, (A) ó Deus da minha salvação.
Quando ocorre a figura do quiasma, as duas partes estão paralelas (A-B B-A).
Provérbios: Provérbios não são promessas.O próprio escritor inicia o Livro com a explicação, do que ele vai tratar: Pv.1.1-6.
Provérbios não são leis estritas para serem seguidas. Eles são em grande parte conselhos. Os provérbios não ditam o que fazer em cada situação. Alguns apenas apontam para situações nas quais os sábios nunca se envolvem. Eles descrevem a vida de forma breve, muitas vezes gráfica, utilizando linguagem figurada para atrair a atenção e ser facilmente memorizável, até porque mesmo Livro, cap. 1.7, diz: ”O temor do senhor é o princípio da sabedoria...”
Por exemplo, leia os textos em Provérbios 21.9, 19; 27.15,16. É um ensino para quem vai casar para não se ver na situação do conselho dado no texto.Isso não significa que se um homem decidir que sua mulher é rixosa vai morar no telhado para ficar em paz, ou abandona-la.Antes, o provérbio previne o jovem para que seja cuidadoso com quem vai se casar.
Um único provérbio não deve ser lido como toda a verdade acerca de um assunto, como o conhecido par demonstra: "Não respondas ao insensato segundo a sua estultícia, para que não te faças semelhante a ele" (Pv 26.4). "Ao insensato responde segundo a sua estultícia, para que não seja ele sábio aos seus próprios olhos" (Pv 26.5). Somente ao olharmos para o todo é que saberemos agir diante do tolo. Algumas vezes seguramos a língua, pois responder seria nivelar-me por baixo; e outras vezes respondemos para mostrar o quão ridícula é a confiança do tolo no que é vazio.
Parábola, um jogo de comparação: Uma das formas literárias mais conhecidas na Bíblia é a parábola.
Essa forma literária consiste de duas partes: a parte do quadro, ou a história propriamente dita, e a parte da realidade, ou a comparação com a qual ela se assemelha. O quadro em si não descreve uma história real de um evento. É uma criação ficcional que é contada pelo autor.
Especialmente as parábolas de Jesus: o bom samaritano, o filho pródigo, o semeador etc. Entretanto, definir exatamente o que uma parábola é (mashal no Antigo Testamento e parabole ou parabolé, no Novo Testamento), torna-se uma tarefa ousada.
Não podemos confundir uma parábola contada como a vida real, pois ela é uma criação ficcional, com uma narrativa que se refere a um evento histórico. O significado que Jesus pretendeu, com todas as suas implicações, continua. Em virtude de sua natureza ficcional, as parábolas, comumente, contém exageros e elementos irreais (Mt 18.24; 25.5; Lc 14.18).
Uma Parábola Ensina um Ponto Básico: Na parábola do bom samaritano, não importa se o homem subia de Jericó. O significado da parábola não mudaria se fosse outra cidade, ou se o homem da hospedaria tivesse recebido três denários!
Ao nos depararmos com parábolas devemos buscar o ponto focal ou seu objetivo e não nos preocuparmos com os detalhes. Na parábola do Bom Samaritano, o foco está no vs. 27-29 e 36,37, por ele Jesus usa a parábola para o entendimento do seu ouvinte.
Não devemos confundi-la com narrativa bíblica, pois na narrativa o quadro descreve um evento histórico que realmente ocorreu.
Há perguntas que não fazemos às parábolas, como: "Por que, na parábola do filho pródigo, o filho mais velho estava no campo quando o mais novo retornou?"; "Como o pai identificou o filho à distância?"; ou até mesmo "Como o irmão mais velho reagiu?"; "Ele se arrependeu e aceitou seu irmão de volta?". O irmão mais velho não respondeu ao apelo de seu pai porque ele nunca existiu na vida real. Ele foi um personagem que deixou de existir quando a parábola cessou.Como numa estória escrita ou fita cinematográfica, nunca perguntamos sobre “o personagem tal, mora em que andar do prédio”, muito embora a cena nos mostre ou descreva o personagem entrando ou saindo do prédio.
Sempre lembre as regras básicas e algumas chaves para o entendimento das Escrituras, abaixo: - Ser salvo 1 Co 2:14;Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.
- Ler (estudar, conferir) diariamente: At 17:11: Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalónica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim.
- Interpretar literalmente, em harmonia com contexto e passagens correlatas; 2Pd 1:20: sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação.
- Saber dividir as Escrituras (que dispensação? dirigido a quem? dito por quem? etc.). 2Tm2:15: Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.
- Comparar Escritura com Escritura: 1Co 2:13: As quais também falamos, não com palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais.
-Aplicar (por em prática); e pregar (At 8:35.) Então Filipe, abrindo a sua boca, e começando nesta Escritura, lhe anunciou a Jesus.
- Nunca alicerce uma doutrina apenas sobre símbolos, tipos, parábolas, etc. E não procure explicar todos os seus detalhes, mas só os principais. E use-os não para inventar, mas sim para ilustrar doutrinas, já bem estabelecidas em trechos claros, literais, explícitos
Estude capítulos e livros da Bíblia, o mais intensamente que puder (seqüencialmente, capítulo por capítulo e verso por verso; Este é o melhor, mais equilibrado método, que lhe trará maiores benefícios espirituais a você e à igreja onde você prega ou ensina, é o método que deve ser preferido a maior parte do tempo). Comece escolhendo um livro curto, tal como Gálatas.
Só use estes 3 métodos: Nunca leia e estude aleatoriamente (“onde a minha mão abrir”), ou só assuntos sensacionalistas, ou só “devocionais água com açúcar”, ou só “para poder defender a fé”, etc. Pior, não deixe de estudar com todo coração; Pior ainda, não deixe de estudar regularmente, a cada dia.
Fonte:
Andrew Jumper – ITBI
Apontamentos do Editor
Hélio de Menezes Silva.
Nota do autor de parte do texto:Todas as citações bíblicas são da ACF (Almeida Corrigida Fiel, da SBTB). As ACF e ARC (até 1948) são as autênticas Bíblia da Reforma (Almeida 1681/1753), são as únicas que o crente deve usar, pois são fielmente traduzidas somente da Palavra de Deus infalivelmente preservada (e finalmente impressa, na Reforma, como o Textus Receptus). http://solascriptura-tt.org/ Ide/ ; http:// solascriptura-tt.org/
Cont....
Escrito por osiel varela em Terça-feira, 27 Novembro 2007
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Sábado, 17 Novembro 2007
FIGURAS DE RETÓRICA OU FIGURAS DE LINGUAGEM
HERMENÊUTICA
Autor: Osvarela
A análise do contexto de uma passagem bíblica possibilita a distinção entre os sentidos literal e figurativo ou simbólico. Mas isso não é o suficiente para levar ao entendimento do sentido exato de um texto, haja vista as passagens alegóricas serem apresentadas sob diversas figuras de retórica. A dificuldade em defini-las pode levar o estudioso a conclusões precipitadas.
Vamos primeiro definir o que é Retórica:
Retórica: O termo é definido pelo Dicionário Aurélio, como:
Eloqüência; oratória; conjunto de regras relativas à eloqüência.
Veja como sábios e filósofos definiram retórica:
· Aristóteles: “É a faculdade de considerar, para cada questão, o que pode ser apropriado para persuadir”.
· Rhétorique, 1355 b25, trad. franc. C.-E. Ruelle (1991)
· · Olivier Reboul: “É a arte de persuadir pelo discurso”.
Olivier Reboul, Introdução à Retórica, trad. Ivone Castilho Benedetti (1998)
. Chaim Perelman: "É o estudo das técnicas discursivas que permitem provocar ou aumentar a adesão dos espíritos às teses apresentadas ao seu assentimento.”
Tratado da Argumentação, trad. Maria Ermantina Galvão, Martins Fontes (1999) · Kant: “Toda a argumentação (...) deve não só persuadir, mas convencer, ou , pelo menos contribuir para a convicção (...) porque senão o intelecto fica seduzido, mas não convencido” (Crítica do Juízo)
Cit. In Armando Plebe e Pietro Emanuele, Manual de retórica, trad. Eduardo Brandão, Martins Fontes (1992)
Gosto desta definição de Kant, pois a retórica, deve levar ao convencimento ou iluminar o entendimento do ouvinte, com base naquilo que entendemos do texto.
A retórica é importante pois através dela devemos ressaltar o que quer dizer o texto, seja pela pronúncia correta como o uso de pontos, vírgulas e das palavras colocadas de forma encadeada (em cadeia), o que leva não só o leitor, mas também o ouvinte a entender o que se está sendo falado.
Assim usamos então algumas figuras, chamadas de figura de retórica ou de linguagem (recursos lingüísticos) para levar o entendimento ao ouvinte ou leitor do texto.
A Bíblia Sagrada é permeada desta forma de falar por sua própria característica, pois Deus em sua eternidade encontrou nesta forma um meio convincente de levar o homem a entender as coisas espirituais e as carnais mas sob a ótica do Espírito Santo.
Veja as figuras estudadas neste Módulo:
Metáfora — Emprego de um termo simbólico representando o real; termo que se associa a outro, mostrando ou transferindo; a característica de uma pessoa ou coisa na outra, por relação de semelhança.
Ao afirmar que era o “pão”, a “luz”, a “porta” e o “caminho”, Jesus quis revelar algumas de suas características (Jo 6.35; 8.12; 10.9; 14.6).
Em Mateus 5.13-16, Jesus disse aos seus discípulos que eles eram o “sal da terra” e a “luz do mundo”, mencionando na própria passagem a importância do sal e da luz.
Falando sobre o cuidado que devemos ter com a nossa visão, o Senhor também empregou a linguagem metafórica: “A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz”, Mt 6.22. Outros exemplos: Lc 13.31,32; 1 Tm 3.15.
Por exemplo, como identificar uma metáfora: A metáfora é uma comparação implícita (ou seja está envolvida, mas não de modo claro), isto é, sem o conectivo (uma palavra de ligação) comparativo que leva a comparação, que pode ser uma palavra do tipo: “como”, “tanto quanto”. Sendo assim, procure ver algo ou característica sobre o caminho e lançar na pessoa de Jesus. Por exemplo: caminho conduz a algum lugar.
· O importante no estudo destes tipos de figura é saber identifica-la.
Metonímia - Emprego da causa pelo efeito ou do símbolo pela realidade. Consiste em transpor o significado, assim sendo, uma palavra que usualmente significa uma coisa passa a ser usada com outro significado.
Pode ser também usada para a realidade pelo símbolo; Ex.: João 13.8: “Se eu não te lavar, não tens parte comigo” Pode ser também usada para figurar o sinal ou símbolo pela realidade. Ex.: Em Lucas 16.29, “Teem Moisés e os profetas” são empregados em lugar de “o Pentateuco (livros de Moisés) ou Lei” e “os escritos dos profetas”. Quanto ao emprego do símbolo pela realidade, vale lembrar o fato de comprarmos diversos produtos pela marca, como: “Bom-Bril” em vez de palha de aço; “Danone” em vez de iogurte; “Gillete” em vez de lâmina de barbear.
Sinédoque — Figura pela qual se emprega o todo pela parte ou vice-versa.
-“synedoché”-grego– comparação de várias coisas.
No latim -“synedoche”- emprego de palavras no sentido figurado e consiste no uso do todo pela parte, do plural pelo singular, do gênero pela espécie, etc.
Quando dizemos “Todo mundo está presente”, estamos querendo mostrar que todas as pessoas estão em um determinado local.
Da mesma forma, dizemos: “Não veio ninguém”, quando poucas pessoas estão presentes.
Exemplos:
Cálice por bebida: I Co. 11.26
Trabalho por obra.
A sinédoque ocorre na Bíblia em Atos 24.5 e Colossenses 1.23, entre outros textos.
Na primeira passagem, é empregada a expressão “todo o mundo” em lugar de “todo o império romano”.
Já o texto de Colossenses usa “toda criatura que há debaixo do céu” em vez de “todas as pessoas do mundo conhecido”.
Uso do todo pela parte – Salmo 16.9: “Portanto está alegre o meu coração....também a minha carne repousará segura”;em lugar de meu ser o salmista usa a minha carne, que é apenas, parte do ser humano.
ATENÇÃO:
Detalhe da Lição 04 – pág. 38 – sinédoque.
Definição da palavra “Tropo” – emprego de palavra ou expressão em sentido figurado.
Fonte:
Apostila SETAD – Hermenêutica
Blog Pastor Ciro Sanches Zibordi -articulista e escritor - CPAD
Dicionário Aurélio
Bíblia Plenitude
Apontamentos pessoais do autor
Continua....
Escrito por osiel varela em Sábado, 17 Novembro 2007
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Segunda-feira, 12 Novembro 2007
Limbo leia o Texto sobre o Limbo - lugar das crianças mortas sem batismo, segundo a Igreja Católica Apostólica Romana, no Blog:
http://estudandopalavra.blogspot.com
Escrito por osiel varela em Segunda-feira, 12 Novembro 2007
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Terça-feira, 06 Novembro 2007
Significado de palavras usadas no Módulo Hermenêutica:
¹ Didascalia – Palavra grega transliterada que significa ensino;ensinamento (= didaskalía)
Paraclese - Exortação, dar ânimo.a exortação (= ho parakalôn).
Neófito - Na Igreja primitiva, indivíduo recentemente convertido ao cristianismo.
Escrito por osiel varela em Terça-feira, 06 Novembro 2007
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Quarta-feira, 31 Outubro 2007
VISÃO PANORÂMICA E ESTRUTURAL DA BÍBLIA SAGRADA
Autor do texto, compilador e editor: Osvarela
Como Visão Panorâmica e Estrutural da Bíblia, o Módulo em estudo: Hermenêutica, procura informar ao aluno os seguintes pontos: · Um panorama da composição literária do livro·
· Composição do Livro
· Divisões do Livro
· Autoria do livro
· Teorias a cerca da Inspiração da Bíblia
· Maneiras de Interpretar a Bíblia
Desta maneira queremos ressaltar de dentro do Módulo, aquilo, que na nossa visão será importante para o Aluno-hermeneuta.
Quanto a quantificação de palavras, versículos, letras, capítulos, cremos que seja de somenos importância, tendo em vista que os quantitativos podem variar em função da:
Edição, da tradução e de outros dado, tais como, Linguagem, estilo da tradução, da edição etc...
Portanto, caro aluno, não se prenda a estes números, como sendo totalizadores para todo tipo de edição bíblica, você poderá e deverá estuda-los como parte da matéria, mas com o pensamento de que existem outros números; estes números do texto do módulo foram utilizados para dar idéia ao aluno das quantidades existentes na Bíblia Sagrada, porém não são únicos nem absolutos.
Um panorama da composição literária do livro
Gostaria de deixar para o aluno, o seguinte entendimento:
A Bíblia Sagrada, possui em sua composição, variados estilos literários:
Leis;
História;
Poesia;
Profecias;
Biografias;
Doutrinas.
“A Bíblia contém quase toda a forma de literatura, - história, biografia, contos, dramas, argumentos, poética, sátiras e cantos. Foi escrita em três línguas por uns quarenta autores diferentes, que viveram em três continentes. Esteve no processo de composição uns mil quinhentos ou seiscentos anos. "Entre esses autores estiveram reis, agricultores, mecânicos, cientistas, advogados, generais, pescadores, estadistas, sacerdotes, um coletor de impostos, um doutor, alguns ricos, alguns pobres, alguns citadinos, outros camponeses, tocando assim todas as experiências dos homens.” (Peloubet, Bible Dictionary).
Composição do Livro
A Bíblia é composta de 66 (sessenta e seis) livros, do que é conhecido como o Cânon Protestante.
O primeiro conjunto de livros da Bíblia contém 39 (trinta e nove) livros;
O segundo 27 (vinte e sete Livros).
"Eis aqui um volume constituído de sessenta e seis livros escritos em seções separadas, por centenas de pessoas diferentes, durante um período de aproximadamente mil e quinhentos anos, - um volume que antedata nos seus registros mais antigos todos os outros livros no mundo, tocando a vida humana e o conhecimento em centenas de diferentes pontos. Contudo, evita qualquer erro absoluto e assinalável ao tratar desses inumeráveis temas. De que outro livro antigo se pode dizer isto? De que livro mesmo centenário se pode dizer isto?" (Manly, The Bible Doctrines of Inspiration).
Divisões do Livro
A Bíblia é formada por dois compêndios de livros:
Antigo Testamento;
Novo Testamento .
Quanto a divisões internas dos Livros:
· Capítulos:
Importante conhecer que a Bíblia não foi escrita em capítulos e versículos, ou seja, o texto original (autógrafo) , não possuía estas divisões.
A divisão em capítulos foi feita pelo abade dominicano, Hugo de Saint Cher nos idos de 1250.
· Versículos:
A divisão em versículos foi feita em duas etapas;
O Antigo Testamento em 1445, pelo Rabi Nathan;
E o Novo testamento, em 1551 pelo impressor parisiense, Robert Stevens.
Autoria do livro
Somente Deus ou Deus e o homem?
Tal discussão tem levado a profundas crises entre pensamentos teológicos.
Com a formação de alguns pensamentos:
Dupla autoria: Os teólogos ortodoxos, até onde ortodoxia quer dizer: cremos que a Bíblia Sagrada á a Palavra de Deus (incluindo aqui todos os valores fundamentais da fé, que falaremos adiante).
Sensus Plenior (sentido mais completo ou pleno): conceito que entende que a Bíblia tem um sentido mais amplo do que aquele pretendido pelo autor humano, podendo levar ao entendimento que: o texto bíblico pode ter mais de um significado, (tese que pode levar a campos perigosos de raciocínio e entendimento). Não aqui, entrando na questão da Interpretação do texto, pela Hermenêutica e pela ajuda do Espírito Santo, que fique claro.
Teorias a cerca da Inspiração da Bíblia
Inspiração: “théopneustos” – II Tm. 3.16
· Significa: soprada por Deus;
· Passou pelo hálito de Deus.
Se fossem várias pessoas, de várias formações culturais, desde homens do campo a doutores e reis fossem convocadas para escrever, Livro sobre um tema, e juntássemos os escritos ao longo de séculos, jamais encontraríamos a unidade da Bíblia Sagrada, foi redigida desta forma, só isto demonstra a:
Inspiração da Palavra de Deus.
A unidade maravilhosa da Bíblia confirma-a como uma revelação divina.
A Bíblia está em harmonia em todas as suas partes. Os críticos têm imaginado contradições, mas estas desaparecem, quando se sujeitam à luz de uma investigação inteligente, cuidadosa, cândida, justa e simpática. Alguns dos sinais de unidade que caracterizam a Bíblia:
A. É uma unidade no seu desígnio.
B. É uma unidade no seu ensino a respeito de Deus: Cada informação na Bíblia concernente Deus é compatível com todas as outras afirmações.
C. É uma unidade no seu ensino a respeito do homem.
D. É uma unidade no seu ensino a respeito da salvação:O meio de Salvação não se fez tão claro no Velho como no Novo Testamento. Mas o vemos prontamente prenunciado no Velho e claramente revelado no Novo Testamento.
E. É uma unidade quanto à Lei de Deus: Um ideal perfeito de justiça está retratado por toda a Bíblia a despeito do fato que Deus, em harmonia com as leis do desenvolvimento humano, ajustou Seu governo às necessidades de Israel para que pudesse erguer-se do seu rude estado.
F. É uma unidade no desenredo progressivo da doutrina: Toda A Verdade não foi dada de uma vez na Bíblia. Contudo, há unidade. “Primeiro, vemos a erva, depois a espiga e então o grão cheio na espiga" (Marcos 4:28).
A força desta unidade maravilhosa, na sua aplicação à questão da INSPIRAÇÃO DA BÍBLIA, está acentuada como declara David James Burrell:
- "Se quarenta pessoas dispares de diferentes línguas e graus de educação musical tivessem de passar pelo teclado de um órgão em longos intervalos e, sem nenhuma possibilidade de colisão, cada uma delas tocasse sessenta e seis teclas, as quais, quando combinadas, dessem o tema de um oratório, submeter-se-ia respeitosamente que o homem que considerasse isso como uma ‘circunstância fortuita’ seria tido por consenso unânime universal - para dize-lo modestamente - tristemente falto de senso comum” (Why I Believe The Bible).
Tipos de inspiração:
Ortodoxa: A Ortodoxia declara: A Bíblia é a Palavra de Deus;
Neo – Ortodoxa:
A neo-ortodoxia, dividiu-se em dois tipos de pensamentos sobre a Inspiração:
Ditado verbal e Conceito Inspirado (Leia nos próximos post's)
Ditado verbal: os autores apenas registraram o que Deus havia lhes dito.(Ex. 24.4; II Tm. 3.16; I Co. 2.4,5; I Co. 2.10.13; Mt. 5.18; Dn. 12.4).
· Citações no Novo Testamento tiradas do Velho corroboram e provam a Inspiração verbal dos Escritores do Novo Testamento:
Os judeus tinham pela letra da Escritura uma consideração até supersticiosa. Certamente, então, judeus devotos, se deixados a si mesmos, seriam extremamente cuidadosos de citarem a Escritura como está escrita.
No Novo Testamento achamos umas duzentas e sessenta e três citações do Velho Testamento e dessas, segundo Horne, oitenta e oito são citações verbais da Septuaginta:
· sessenta e quatro são emprestadas dela; · trinta e sete tem o mesmo sentido, mas palavras diferentes;
· dezesseis concordam mais com o hebraico
· e vinte diferem tanto do hebraico como da Septuaginta.
Que pode explicar isto, se eles não estavam cônscios da sanção divina de cada palavra que escreveram? Alguns bons exemplos de citações do Velho Testamento pelos escritores do Novo, onde novo sentido se põe nas citações, acham-se em Rom. 10:6-8, que é uma citação de Deut. 30:11-14.
1. Mateus afirmou que o Senhor falou pelos profetas do Velho Testamento. Vide a Versão Revista de Mat. 1:22 e 2:15.
2. Lucas afirmou que o Senhor falou pela boca dos santos profetas. Lucas 1:70.
3. O escritor aos hebreus afirma o mesmo (Heb. 1:1).
4. Pedro afirmou que o Espírito Santo falou pela boca de Davi. Atos 1:16.
5. O argumento de Paulo em Gal. 3:16 implica inspiração verbal. Paulo baseia um argumento no número singular da palavra "semente" na promessa de Deus a Abraão.
6. Os escritores do Velho Testamento implicaram e ensinaram constantemente a autoridade divina de suas próprias palavras.
ATENÇÃO CORRIJA NA SUA APOSTILA – página 18, quinta linha de baixo para cima:
ONDE ESTÁ: (Co 2.13, escreva : I Co. 2.13).
Fontes:
Apostila SETAD – Hermenêutica
www.PalavraPrudente.com.br
Autor: Thomas Paul Simmons, D.Th.
http://www.teologiabrasileira.com.br/Default.asp?ColunistaID=11
http://www.palavraprudente.com.br/estudos/tpaul_s/doutrinabiblica/cap02.html
continuação nos próximos post’s...
Escrito por osiel varela em Quarta-feira, 31 Outubro 2007
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Quinta-feira, 18 Outubro 2007
HERMENÊUTICA
Continuação – Lição 03 - Hermenêutica
Editor: Osvarela
SBCampo-SP-Brasil- 07/10/2007
APOSTILA DE HERMENÊUTICA
PARA ALUNOS DO MÓDULO
SETAD - VILA CURUÇÁ -SANTO ANDRÉ- SP - Br
ATENÇÃO!CORREÇÕES:
Na página 34 em:II.Regras do Contexto
No tópico:
Segunda: Há palavras obscuras.......
Na segunda linha deste tópico no texto de Gl. 3.17. Use o termo Testamento em substituição a palavra aliança, pois você terá maior esclarecimento do texto, pois o comentarista na continuação usa a palavra Testamento na sua explicação no parágrafo posterior:
“A palavra Testamento tem o sentido......” Página 45
Na terceira linha,onde se lê:
“conforme Paulo escreveu no capítulo 12 de sua Epístola aos Romanos”
Corrija para: “capítulo 15 da sua Epístola I Coríntios”;
Na sexta linha, onde se lê: “II Co 10.11”.
Corrija para: I Co 10.11.
Lição 03
APONTAMENTO DE AULA
· Análise Léxico-sintática:
Esta parte da Apostila inicia com um assunto que nós temos tendência de achar difícil, então preste atenção e use o auxílio de um Dicionário DA Língua portuguesa, um Manual de Português/Gramática, pode ser o Cegalla ou Minigramática.
Vou dar o significado de algumas palavras de forma que você possa entende-las ao ler a Apostila.
· Análise:
Exame de cada parte do texto para conhecer o todo, na sua natureza, função dentro do texto,etc.
Analisar quer dizer: observar com minúcia o que fazemos com o texto bíblico na sua parte gramatical.
· Léxico:
Esta palavra pode ser traduzida como:
· Dicionário;
· Dicionário abreviado;
· O conjunto de palavras usadas numa língua, ou num texto, ou por um autor.
Veja, a definição que melhor se enquadra em nossa matéria é última:
O conjunto de palavras usadas numa língua, ou num texto, ou por um autor.
Este estudo do texto está enquadrado na “Lexicologia” , parte da gramática que se ocupa do valor etimológico - estudo da origem das palavras ou origem duma palavra – ou seja o significado das palavras e a combinação destas dento de uma frase ou texto.
A importância desta análise das palavras dentro do conteúdo do texto bíblico é deveras importante pois determinará o que o autor queria dizer naquele momento e naquele tempo ao escrever o texto.
· Sintaxe: É a responsável pelo estudo da disposição das palavras dentro da frase ou do discurso (assunto discorrido pelo autor do texto).
Cria a relação da lógica do assunto entre as frases do texto.
Construção gramatical do texto:
Veja o exemplo da lição sobre a necessidade de definir (análise léxico-sintática), as palvras biblicamente:
Estude o exemplo da Lição:
Termo Batismo.
As palavras são como tijolos que um pedreiro precisa para construir uma parede! A análise léxico-sintática revela conhecer cada parte do texto (análise), para compreensão das definições de palavras (lexicologia), a sua relação umas com as outras (sintaxe).
Fontes:
Mini Aurélio;
Apostila SETAD -Hermenêutica
Apontamentos do Editor
Continua.......
Escrito por osiel varela em Quinta-feira, 18 Outubro 2007
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Domingo, 07 Outubro 2007
HERMENÊUTICA
Continuação – Lição 1 - Hermenêutica
Editor: Osvarela
SBCampo-SP-Brasil- 07/10/2007
PRESSUPOSTOS FUNDAMENTAIS:
Pressupor – supor de antemão;presumir.
INSPIRAÇÃO
É verdade que ninguém estuda assunto algum sem pressupostos.
De nosso conceito das Escrituras, por conseguinte, dependem a nossa fé e o nosso modo de viver.Os nossos são os de que os 66 livros que compõem a Bíblia (Antigo e Novo Testamento), e só esses, são a Revelação escrita INSPIRADA, de Deus ao homem, e, por isso mesmo:
Infalível;
Inerrante;
Suficiente.
Esses livros possuem a autoridade divina que levou a Igreja a reconhecê-los como tais, chamando-os de canônicos (sagrados).
PRESSUPOSTO BÁSICO:
Primeiro pressuposto:
· Fé - “Hb. 11.6 Ora, sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus [creia que ele] existe, e que é galardoador dos que o buscam.”
· II Co. 10. 5 derribando raciocínios e todo baluarte que se ergue contra o conhecimento de Deus, e levando [cativo] todo pensamento à obediência a Cristo;
· II Co. 2.16 Pois, quem jamais conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a [mente de Cristo].
· A Palavra de Deus é Autoritativa:
Por ser inspirada, a Escritura é autoritativa (dotada de autoridade): Is 1.2.
A questão da autoridade das Escrituras está diretamente relacionada com a sua inspiração. Por ser a palavra de Deus inspirada, infalível e inerrante que ela é autoritativa. Deus falou: assunto encerrado (Confissão de Fé de Westminster).
· A Palavra de Deus é Eficaz:
Por ser inspirada, a Escritura é eficaz: Hb 4.12; Is 55.11
Por eficácia das Escrituras queremos dizer que ela tem a capacidade de produzir os resultados intencionados por Deus: convencer e converter pecadores e conduzi-los a uma vida santa e agradável a Deus (Jo 17.17).
Entenda a eficácia da Palavra de Deus como elementos que produzem efeitos, como ferramentas, como atuação da Criação (intempéries:chuva, vento, neve; rios).
A palavra de Deus é retratada por ela mesma com figuras metafóricas como: fogo e martelo que esmiúça a penha (Jr 23.29), chuva e neve que descem dos céus para regar e fecundar a terra (Is 55.10-11), (Jr 20.9) e genuíno leite espiritual (2Pe 2.2).
No Salmo 33.6 lemos: “Pela palavra do Senhor foram feitos os céus, e todo o exército deles pelo espírito da sua boca”. * recorra e lembre-se da primeira revisão!
· A Palavra de Deus é Confluente:
A inspiração é confluente: 2 Sm 23.2; 2 Pe 1.21. Por confluência quer-se dizer que a Bíblia é tanto um livro divino quanto humano, ao mesmo tempo. Ela tem dupla autoria. É a Palavra de Deus expressa por homens, como lemos nos textos acima.
Explicando o que é - Confluente:
A confluência é um mistério que não podemos explicar, tal como o da encarnação, que tornou possível o Filho de Deus ser ao mesmo tempo divino e humano. Também encontramos semelhante mistério na obra da Providência, em que Deus, de alguma forma inexplicável, concorre com os atos humanos na realização dos seus propósitos predeterminados, sem restringir a liberdade do homem (At 2.23).
Aliás, a inspiração é uma dessas obras da Providência. Ao mesmo tempo em que é a Palavra de Deus confiável e autoritativa, é também palavra de homens com seus próprios estilos e marcas de sua cultura e ambiente histórico. A soberania de Deus não anula nem dispensa a ação livre do homem.
Como diz Warfield: Se Deus quis dar ao seu povo uma série de cartas como as de Paulo, ele preparou um Paulo para escrevê-las, e o Paulo que ele levou a fazer essa obra foi um Paulo que espontaneamente escreveu tais cartas.
É importante sabermos que Deus, sempre realizou sua Obra com a ajuda de Homens, sendo o principal deles o seu Filho Jesus Cristo, o Verbo feito Homem.
Foi por meio da instrumentalidade de homens que falaram da sua parte, que Deus se revelou pela Sua Palavra. Mais especificamente: foi por meio de uma operação do Espírito Santo nesses homens.
Os profetas (homens) falaram ou escreveram porque o Espírito Santo os carregou (moveu, impeliu) para tal.
Passagens do NT que afirmam explicitamente a inspiração do AT:
Há dois textos que são especialmente importantes na comprovação de que os autores do NT consideravam as Escrituras do AT como inspiradas.
São os textos de 2 Tim. 3.16 e 2Pe 1.20-21.
Leia estes textos e use-os, pois serão básicos em toda a matéria!
· Comentários sobre estes textos:
2 Ped 1.20-21:
Neste texto Pedro já dá indicações mais específicas sobre o modo como Deus usou os autores secundários, além de afirmar a origem divina das Escrituras. Primeiro ele afirma que “nenhuma profecia da Escritura provém de interpretação pessoal”, ou seja “Jamais a profecia teve origem na vontade humana”.
A Escritura não é produto do homem. Depois Pedro afirma: “mas homens falaram da parte de Deus, inspirados (impelidos) pelo Espírito Santo”. A expressão “impelidos ou movidos (pheromenoi) vem do verbo grego “carregar” “levar” (phero), o que mostra um pouco do método usado por Deus para produzir as Escrituras.
2 Timóteo 3.16:
Encontramos o mesmo ensino em 2 Tim. 3.16 – Trata-se de uma das mais diretas afirmações da origem divina das Escrituras.
Quando Paulo declara que “Toda a Escritura” ou “cada Escritura” é o produto do sopro divino, “é exalada por Deus”, afirma com toda a energia possível que as Escrituras são o produto de uma operação especificamente divina.
Seguiremos com Visão estrutural da Bíblia e Teorias da Inspiração....
Escrito por osiel varela em Domingo, 07 Outubro 2007
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Segunda-feira, 01 Outubro 2007
Hermenêutica - Revisão Lição 1
Olá blogueiros, irmãos e alunos SETAD. A Paz do Senhor
Resolvemos postar resumos das aulas para os alunos com dificuldades de horário, faltas ou outros transtornos.
Já publicamos matéria á respeito, mas agora será sistemático, pelo menos, até o final deste Módulo.
HERMENÊUTICA
Cont.....
Resumo parcial da lição 1: autor: Osvarela
Pra pensar:
“Se alguém é capaz de falar de maneira absolutamente clara e tornar-se compreensível com eficácia irresistível, esse tal é Deus; portanto, se há alguma palavra que poderia não exigir uma Hermenêutica, essa seria a Palavra Divina.”
Leia também sobre a necessidade de explicar o texto sagrado:
Atos dos Apóstolos cap. 8. vers. 29-39.
Guarde a definição do termo Hermenêutica.
Saiba que a Hermenêutica não é uma ciência apenas do campo religioso, assim pode haver Hermenêutica, por exemplo, do Direito.
A Hermenêutica é uma Ciência, e como tal, tem normas e regras.
A Hermenêutica é uma Arte da comunicação, pois é necessário saber interpretar para os ouvintes o que o texto diz ou o que quer comunicar, com arte, seja por figuras ou expressões.
A Hermenêutica é a forma sistemática de entendermos a fala de alguém com as informações contidas no nível do nosso subconsciente. Por isto, quanto mais informação você tiver sobre o assunto melhor compreensão terá.
Na Hermenêutica bíblica é necessário entender o que Deus quis transmitir por sua Palavra!
Quanto você conhecer de Deus será o limite humano de sua Hermenêutica!
· Atenção: você vai lidar com fatos passados e escritos a milênios, portanto busque informar-se sobre a situação da época, para isto você pode verificar em Enciclopédias, livros, e na própria Bíblia.
Divisão da Hermenêutica:
· Hermenêutica Geral
Para melhor entendimento deste tópico, é necessário, ao aluno, a clara compreensão de que:
O texto bíblico é um corpo conciso e completo; O texto bíblico permite ao estudante o entendimento geral do que Deus quer proclamar e falar conosco.
Um texto aparentemente isolado poderá ser entendido após a análise do texto geral ou seja daquilo que a Bíblia quer dizer em seus vários livros; em algum ponto do corpo bíblico você poderá obter a resposta.
· Hermenêutica Especial
Utilizada no estudo de gêneros encontrados no texto bíblico (vide lição 01)
Objetivo da Hermenêutica:
Observe que a Hermenêutica servirá, junto com a Exegese, para você ser um ensinador, pregador, professor, sob a luz da verdade bíblica, que só é encontrada no texto sagrado.
Pastor Hernandes da PIB: “a boa Hermenêutica é a base da boa prédica”
Destaco o seguinte:
Existem algumas (cito apenas, três delas) premissas ou pressupostos necessários ao hermeneuta cristão:
Fé – segundo o conceito bíblico;
Crer em Deus
Crer que a Bíblia é a PALAVRA DE DEUS.
Buscar ajuda do Espírito Santo
Leia os seguintes textos bíblicos:
II Timóteo 3.10-16; Hebreus 1.1,2; II Pe. 3.15,16; Oséias 4.6; Lucas 24.44-49; Mateus 28.18-20;Atos dos Apóstolos cap. 8. vers. 29-39; Hebreus 11.6.
Não há bom hermeneuta cristão sem a ajuda do Espírito Santo.
Continuaremos ......
E.T.: Use também o artigo anterior deste blog e de nossos outros blog’s.
Escrito por osiel varela em Segunda-feira, 01 Outubro 2007
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Domingo, 09 Setembro 2007
HERMENÊUTICA
Hermenêutica Bíblica
O termo "hermenêutica" deriva do grego hermeneuein, "interpretar". A Hermenêutica Bíblica cuida da reta compreensão e interpretação das Escrituras. Consiste num conjunto de regras que permitem determinar o sentido literal da Palavra de Deus.
A palavra hermenêutica significa explicar ou interpretar.
Nas Escrituras pode ser observada a sua função, em alguns versículos, entre os quais citamos: João 1.42; 9.7; Hebreus 7.2 e Lucas 24.27 e claramente constatada a necessidade da Hermenêutica em II Pe. 3.15,16.
O termo Hermenêutica pode ser traduzido por explicar ou expor, portanto, descreve simplesmente a prática da interpretação.
A palavra HERMENÊUTICA é derivada do termo grego HERMENEUTIKE e o primeiro homem a empregá-la como termo técnico foi o filósofo Platão.
É necessário que o estudante das Escrituras procure descobrir o significado do texto que está sendo estudado. Queremos saber o que o texto significa. Para descobrirmos o significado do texto, teremos que verificar os vários componentes envolvidos na Hermenêutica: o autor, o texto e o leitor.
REGRAS PARA INTERPRETAÇÃO Uma prova de que a Bíblia necessita de Interpretação está no próprio livro sagrado, no Novo Testamento, em Atos dos Apóstolos, na passagem em que Felipe é orientado pelo Espírito Santo à ajuntar-se ao carro que conduzia um homem etíope, de muita importância no reino da Rainha dos Etíopes Candace, para explicar-lhe o texto.
Este homem que estava saindo de Jerusalém, após ter vindo adorar – prestar o seu culto a Jeová, e lendo uma passagem bíblica estava inconformado, pois apesar de todo o seu conhecimento, (uma ilação inerente ao seu cargo), não conseguia entender a Palavra do profeta. Vemos neste trecho duas vertentes ligadas a Hermenêutica:
A primeira é que: a escrita e interpretação do texto precisam de conhecimento e Revelação do Espírito Santo e que ela também é necessária, até para o letrado;
A segunda: é que há a necessidade do Hermeneuta para interpretar as Escrituras.
Poderíamos dar outros exemplos, como Neemias capítulo 8 ou mesmo as Palavras de Jesus, de Paulo, de Pedro e outros.
Mas vamos citar apenas o texto de:
»ATOS dos Apóstolos [8.12,25-40], dos quais, vamos inserir apenas parte neste texto, você amigo leitor, deve ler o trecho indicado acima.
27 E levantou-se e foi; e eis que um etíope, eunuco, mordomo-mor de Candace, Rainha dos etíopes, o qual era superintendente de todos os seus tesouros e tinha ido a Jerusalém para adorar,28 regressava e, sentado no seu carro, lia o profeta Isaías. 29 Disse o Espírito a Filipe: Chega-te e ajunta-te a esse carro.
30 E correndo Filipe, ouviu que lia o profeta Isaías, e disse: Entendes, porventura, o que estás lendo?31 Ele respondeu: Pois como poderei entender, se alguém não me ensinar? e rogou a Filipe que subisse e com ele se sentasse.32 Ora, a passagem da Escritura que estava lendo era esta: Foi levado como a ovelha ao matadouro, e, como está mudo o cordeiro diante do que o tosquia, assim ele não abre a sua boca. 33 Na sua humilhação foi tirado o seu julgamento; quem contará a sua geração? porque a sua vida é tirada da terra.34 Respondendo o eunuco a Filipe, disse: Rogo-te, de quem diz isto o profeta? de si mesmo, ou de algum outro? 35 Então Filipe tomou a palavra e, começando por esta escritura, anunciou-lhe a Jesus.
REGRAS
A Interpretação Bíblica, como uma ciência, necessita de regras para que seja bem desenvolvida pelo hermeneuta.
É necessário usar as diferentes regras para a interpretação dos gêneros literários presentes na Bíblia. Uma parábola, uma narrativa, uma poesia, devem ser interpretadas conforme as regras.
Note alguns exemplos:
PROVÉRBIOS
São declarações sucintas que empregam geralmente linguagem metafórica para expressar uma verdade geral. Contudo, os Provérbios não são leis, nem promessas. São observações gerais extraídas de um olhar sábio e cuidadoso dos fatos do dia-a-dia.
PROFECIA Uma das regras da literatura profética envolve as profecias de julgamento.
Por exemplo: Jonas 3.4. "O profeta proclama à cidade de Nínive: Ainda quarenta dias, e Nínive será subvertida. Quando os ninivitas ouviram esta mensagem, proclamaram um jejum, e vestiram-se de pano de saco, desde o maior até ao menor (Jn 3.5) e o rei decretou um período de luto e arrependimento."
A falta de julgamento divino fez dele um falso profeta?
A regra para esse tipo de profecia encontra-se em Jeremias 18.7,8: “No momento em que eu falar contra uma nação e contra um reino, para arrancar, e para derribar, e para destruir, se a tal nação, contra a qual falar, se converter de sua maldade, também eu me arrependerei do mal que pensava fazer-lhe.”
Por outro lado, encontramos sectários anunciando a volta de Cristo, marcando datas, e as mesmas sempre falhando. Não seria legítimo entendermos que uma mudança na sentença seria semelhante à mudança de direito: “não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder”(Atos 1.8). Os mesmos princípios de Hermenêutica devem ser observados em outros gêneros. No intercurso do nosso Módulo estaremos estudando as diversas figuras de linguagem e de recursos lingüísticos e hermenêutico.
Os que citamos acima, são apenas curtos exemplos do uso na Interpretação Bíblica.
ESTABELECENDO O USO DAS REGRAS:
Como a Hermenêutica é a ciência que estabelece os princípios, leis e métodos de interpretação e em sua abrangência trata da teoria da interpretação de sinais, símbolos de uma cultura e leis. E quando se trata da Hermenêutica Bíblica ela tem suas próprias Regras, princípios e leis.
A REGRA FUNDAMENTAL - A Escritura é explicada pela Escritura. A Bíblia interpreta a própria Bíblia.. PRIMEIRA REGRA - Enquanto for possível, é necessário tomar as palavras no seu sentido usual e ordinário.. SEGUNDA REGRA - É absolutamente necessário tomar as palavras no sentido que indica o conjunto da frase.. Esta regra tem importância especial quando se trata de determinar, se as palavras devem ser tomadas em sentido literal ou figurado.
Para não incorrer em erros, convém, também, deixar-se guiar pelo pensamento do escritor, e tomar as palavras no sentido que o conjunto do versículo indica.
TERCEIRA REGRA - É necessário tomar as palavras no sentido que indica o contexto, isto é, os versos que precedem e seguem o texto que se estuda. QUARTA REGRA - É preciso tomar em consideração o desígnio ou objetivo do livro ou passagem em que ocorrem as palavras ou expressões obscuras..
QUINTA REGRA - É indispensável consultar as passagens paralelas explicando as coisas espirituais pelas espirituais (I Cor 2:13). (I Cor 2:13).
SEXTA REGRA - Um texto não pode significar aquilo que nunca poderia Ter significado para seu autor ou seus leitores.
SÉTIMA REGRA - Sempre quando compartilhamos de circunstâncias comparáveis (isto é, situações de vida específicas semelhantes) com o âmbito do período quando foi escrita, a Palavra de Deus para nós é a mesma que Sua Palavra para eles.
REGRA FINAL – em dúvida use sempre a Primeira regra, ou seja, a Regra Fundamental. (inserção do compilador e formatador e editor deste texto)
Editor, Fonte e dados:
Edição adaptação, inserções e compilação de Osvarela em 09/09/2007 – SBC –SP -Brasil;
CACP;Pr. João Flávio & Presb. Paulo Cristiano;
Texto da Bíblia eletrônica de Tiosam – Ismael A R Vieira
A Regra Final, foi inserida pelo compilador e editor do texto, Osvarela.
Edições Vida Nova. Reproduzido com a devida autorização.
Gordon D. Fee e Douglas Stuart do qual este texto foi extraído, "Entendes o que Lês?".
Escrito por osiel varela em Domingo, 09 Setembro 2007
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Sexta-feira, 24 Agosto 2007
A Paz do Senhor
No começo de um novo módulo:Hermenêutica, já estamos publicando material sobre Arqueologia.
Tenham todos sucesso neste novo Módulo.
Em Cristo e com Cristo.
ARQUEOLOGIA BÍBLICA
Parte I
A. A Natureza e o Propósito da Arqueologia Bíblica.
A arqueologia bíblica pode ser definida como um exame de artefatos antigos outrora perdidos e hoje recuperados e que se relacionam ao estudo das Escrituras e à caracterização da vida nos tempos bíblicos.
A palavra arqueologia vem de duas palavras gregas, archaios e logos, que significam literalmente “um estudo das coisas antigas”, hoje no entanto, o termo se aplica, ao estudo de materiais, ossadas humanas ou fósseis (ou vestígios) e objetos, fruto de escavações, pertencentes a eras anteriores.
Na Arqueologia, o conhecimento é obtido através da observação e estudo sistemáticos.
As descobertas são avaliadas e classificadas num conjunto organizado de informações.
A arqueologia é uma ciência composta, pois usa outras ciências, tais como a química, a antropologia e a zoologia, biologia, arquitetura, engenharia, topografia, geografia, filologia, lingüística e outras.
A Arqueologia é responsável por decifrar escritos, códigos milenares, figuras, identificação de dados à respeito de reis, faraós, e de civilizações inteiras, que só foram possíveis graças a estudos de vários materiais encontrados, muito embora alguns fossem visíveis (templos, pirâmides) ao longo de séculos, e outros fruto de escavações, à partir de informações decifradas ou lendas seculares, locais ou universais.
B. Funções da Arqueologia Bíblica
Auxílio na compreensão do texto bíblico:
A arqueologia auxilia-nos a compreender a Bíblia.
Ela revela como era a vida nos tempos bíblicos, o que passagens obscuras da Bíblia realmente significam, e como as narrativas históricas e os contextos bíblicos devem ser entendidos.
A Arqueologia também ajuda a confirmar a exatidão de textos bíblicos e o conteúdo das Escrituras.
Ela tem mostrado a falsidade de algumas teorias de interpretação da Bíblia.
Tem auxiliado a estabelecer a exatidão dos originais gregos e hebraicos e a demonstrar que o texto bíblico foi transmitido com um alto grau de exatidão. Tem confirmado também a exatidão de muitas passagens das Escrituras, como, por exemplo, afirmações sobre numerosos reis e toda a narrativa dos patriarcas.
C. O Cuidado com a Arqueologia É preciso ser cuidadoso com as afirmações da Arqueologia, para não entrarmos em confronto com a Bíblia Sagrada, pois dependendo da fonte arqueológica, poderemos estar diante de uma fraude ou embuste, com propósito de “desmascarar a Bíblia Sagrada”, sem sermos contudo de 2 (dois) pesos e 2(duas) medidas.
Não se deve ser dogmático, todavia, em declarações sobre as confirmações da arqueologia, pois ela também cria vários problemas para o estudante da Bíblia.
D. A Arqueologia e o Texto da Bíblia
Embora, pensemos que a Arqueologia seja feita ou só pense em grandes monumentos e peças de museu e em grandes feitos de reis antigos, no entanto, quando se faz menção da arqueologia bíblica, cresce o conhecimento de que inscrições e manuscritos também têm uma importante contribuição ao estudo da Bíblia.
Muito embora no passado a maior parte do trabalho arqueológico estivesse voltada para a história bíblica, hoje ela se volta crescentemente para o texto da Bíblia, ou seja de uma Arqueologia Geral, passou a uma Arqueologia pontual e mais específica.
O estudo intensivo de mais de 3.000 manuscritos do N.T. grego, datados do segundo século da era cristão em diante, tem demonstrado que o N.T. foi notavelmente bem preservado em sua transmissão desde o terceiro século até agora. Nem uma doutrina foi pervertida. Westcott e Hort concluíram que apenas uma palavra em cada mil do N.T. em grego possui uma dúvida quanto à sua genuinidade.
Por apenas este parâmetro, a Arqueologia já teria contribuído, em muito, com a Humanidade, pois nos informa da preservação da Palavra de Deus.
A Arqueologia, através da Papirologia e da Paleografia, tem demonstrado que os Evangelhos foram escritos na época em que ainda havia testemunhas vivas de Jesus, entre 40 e 100 d.C.
D.1 A Papirologia
Na virada do século XX uma nova ciência surgiu e ajudou a provar que nem os Evangelhos e nem a visão cristã de Cristo sofreram evoluções até chegarem à sua forma atual.
B. P. Grenfell e A. S. Hunt realizaram escavações no distrito de Fayun, no Egito (1896-1906), e descobriram grandes quantidades de papiros, dando início à ciência da papirologia.
A papirologia refere-se ao estudo de todos os textos antigos que foram usados para se comunicar alguma coisa: papiro, pergaminho, velino, couro, linho, lâminas de madeira, barras de lacre, cacos de louça (ostracca) e outros mais.
Os papiros, escritos numa espécie de papel grosseiro feito com as fibras de juncos do Egito, incluíam uma grande variedade de tópicos apresentados em várias línguas.
O número de fragmentos de manuscritos que contêm porções do N.T. chega hoje a 77 papiros.
O papiro é produzido da haste de uma planta aquática do Alto Egito: o Pappyros. Na Septuaginta do Antigo Testamento (séc. III A.C.) encontramos a indagação: - “Acaso brota o papiro fora dos pântanos?" - Jó 8.11. Os papiros mais antigos encontrados até hoje, são: o papiro hebraico encontrado em uma caverna cerca do Mar Morto - uádi Murabaat - 750 A.C. aproximadamente, e o manuscrito egípcio (P. Berlim 1130, ca. 2700 A.C.).
Entretanto, existem certos cuidados que só são ensinados pelo uso do papiro: como no caso do papirólogo, em Qumran, que levantou um fragmento de papiro diante do sol, para vê-lo melhor e o que viu foi a sua desintegração para sempre! O papirólogo, às vezes, é um perseguido dos cientistas que tentam fazer prevalecer o seu consenso e tentam diminuir a importância do trabalho do especialista. Cada spatium (espaço) e cada paragraphum (parágrafo) de um pergaminho, indica os estilos dos escribas e a estrutura da sua linguagem, para a identificação mais segura de quem redigiu os textos. Ex.: "Frases começando por “e” (chamado de kai paratáctico) indica uma estrutura típica de Marcos". Não tem base histórica, a afirmação de que, os evangelhos foram escritos, muitos anos (décadas) depois de Jesus, e isto só possível com a contribuição da a Papirologia. Antigamente, os críticos datavam a redação dos Evangelhos em muitas décadas depois de Cristo. Porém, jamais chegavam a um acordo, pois essas datações dependiam das idéias preconcebidas de cada crítico. Agora porém, a datação dos Evangelhos baseia-se em evidências mais concretas, fornecidas pelo estudo da Papirologia aplicada aos fragmentos de manuscritos dos Evangelhos, inclusive os achados recentemente em Qumran, próximo do Mar Morto, em Israel.
Nota-se daí, a importância dos papiros – Papirologia - para com as Escrituras, muito embora as mesmas, na realidade transformaram-se em uma fonte permanente da Arqueologia, dando sobrevida a muitos sítios arqueológicos e a muitos arqueólogos. Vejamos o caso específico de Qumran em Israel, local que já visitamos:
Até recentemente, o manuscrito hebraico do A.T. de tamanho considerável mais antigo era datado aproximadamente do ano 900 da era cristã, e o A.T. completo era cerca de um século mais recente. Então, no outono de 1948, os mundos religioso e acadêmico foram sacudidos com o anúncio de que um antigo manuscrito de Isaías fora encontrado numa caverna próxima à extremidade noroeste do mar Morto. Desde então, um total de onze (11) cavernas, da região, têm cedido ao mundo os seus tesouros de rolos e fragmentos.
Dezenas de milhares de fragmentos de couro e alguns de papiro forma ali recuperados. Embora a maior parte do material seja extrabíblico, cerca de cem manuscritos (em sua maioria parciais) contêm porções das Escrituras. Até aqui, todos os livros do A.T., exceto Éster, estão representados nas descobertas. Como se poderia esperar, fragmentos dos livros mais freqüentemente citados no N.T. também são mais comuns em Qumran (o local das descobertas). Esses livros são Deuteronômio, Isaías e Salmos. Os rolos de livros bíblicos melhor preservados e têm maior extensão são, dois de Isaías, um de Salmos e um de Levítico.
O significado dos Manuscritos do Mar Morto é tremendo. Eles fizeram recuar em mais de mil anos a história do texto do A.T. (depois de muito debate, a data dos manuscritos de Qumran foi estabelecida como os primeiros séculos AC e AD) . Por fim, os rolos de Qumran nos ofereceram novo material para auxiliar na determinação do sentido de certas palavras hebraicas, o que vem demonstrar a nossa afirmação, acima, à cerca do uso pela Arqueologia, de outras ciências, como o estudo de línguas antigas, no caso o Hebraico.
Notas:
A Lingüística tem colaborado para confirmar a fidelidade histórica dos Evangelhos, verificando a base do idioma aramaico por traz do texto grego dos Evangelhos.
opiniao/joalcemarbibliaIII.
Mesmo o estudo de, digamos, um filósofo grego anterior a nossa era tem de necessariamente se apoiar no texto mais atual, a saber, no que é estabelecido a partir dos últimos procedimentos utilizados em papirologia.
Google Jornal Infinito
Adaptado do Artigo “Archeology” de Howard F. Vos, publicado no Wycliffe Bible Commentary” Autor: Osiel Varela – 23/08/2007 – O autor é pós graduado em Bíblia e Min. Das Assembléias de Deus e prof. de Teologia.
Escrito por osiel varela em Sexta-feira, 24 Agosto 2007
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Segunda-feira, 30 Julho 2007
Detalhes do Novo Testamento no Evangelho de Lucas
O Evangelho de Lucas
Autor: Osiel Varela
Jesus Cristo – “O Filho do Homem”
Biografia de Jesus:
No livro de Lucas encontramos a mais completa biografia de Jesus Cristo; os relatos são mais extensos sobre a vida do Filho do Homem, tendo em vista o empreendimento realizado pelo escritor.
Lucas empreendeu – conforme Lc. 1.1-4- uma pesquisa sobre tudo que se relacionava sobre Jesus Cristo e seus feitos.
Destinatário do livro:
Teófilo – identidade desconhecida, porém deveria ser alguém importante, por causa do tratamento e distinção dados ao mesmo.
Genealogia: O livro fala de Jesus como Homem ou Filho do Homem, portanto é necessário conhecer quem é este Homem, sendo natural a apresentação das suas origens como Homem.
I. Quanto as Atitudes com classes menos favorecidas:
O livro de Lucas apresenta um Homem (Jesus Cristo), com uma atitude amável e afável com os desprovidos de riqueza, de segurança na sociedade, daqueles que eram odiados até pelo seu próprio povo:
1. Pobres – 6.20; Humildes.
2. Marginalizados:
2.1 Mulher pecadora – 7.37;
2.2 Maria Magdalena (de Magdala – sua cidade natal) – 8.2;
2.3 Samaritanos – 10.33;
2.4 Publicanos e pecadores – 15.1;
2.5 Mendigos abandonados – 16.20,21;
2.6 Leprosos – (viviam isolados da sociedade) – 17.12;
2.7 E o último na agonia da cruz em sua morte – ladrão (na cruz) – 23.43
2.8 Mulheres: num meio, onde a mulher era sofrida e submissa e vista apenas como árvore frutífera, Jesus tinha em seu ministério mulheres importantes e atuantes.
2.8.1 Capítulo 1 – Maria e Isabel;
2.8.2 Capítulo 10 – Maria e Marta – irmãs de Lázaro;
2.8.3 Capítulo 23.27 – filhas de Jerusalém – mulheres em geral;
2.8.4 Viúvas – 2.37; 4.26; 7.12; 18.3; 21.2.
1. Característica devocional – Oração é proeminente:
A. 3 (três) parábolas sobre a oração – só neste livro.
1. O amigo da meia noite – 11.5-8;
2. O juiz iníquo ou injusto – 18.1-8;
3. O fariseu e o publicano – 18.9-14.
B. As Orações de Jesus Cristo:
1. No Batismo – 3.21;
2. No deserto – 5.16;
3. Na Escolha dos Apóstolos – 6.12;
4. Na transfiguração – 9.29;
5. Antes da Oração do Pai Nosso – 11.1;
6. A Oração por Pedro – 22.32;
7. No Getsêmani – 22.44;
8. Na Cruz – 23.43.
2. Os Cânticos do Livro de Lucas:
1. Cântico do Arcanjo Gabriel:
“Ave Maria” – na Anunciação à Maria, sobre o filho que ela teria Jesus Cristo – 1.28-33;
2. Cântico de Maria – 1.28-33 “O Magnficat”
3. Cântico de Zacarias – 1.68-79 “O Benedictus”
4. Cântico dos Exércitos Celestiais – 2.13-14 “Glória in Excelsis” 5. Cântico – O de regozijo de Simeão – 2.29-32
“O nunc Dimitis”
3. Outros detalhes do Livro de Lucas:
C. Gente de todas as nações e regiões existentes formavam parte da Multidão que seguia à Jesus e sua fama ia muito longe de onde Ele vivia.
Lucas 6.17 (referência – Mt. 4.24-25):
a) Judéia;
b) Costa Marítima – Tiro e Sidom;
c) Galiléia;
d) Decápolis;
e) D’além do Jordão.
D. Sermão da Planície, nos títulos dados pelos editores de Bíblias colocam como Sermão da Montanha;
· No Sermão da Montanha Jesus estava assentado e foi em uma encosta de alguma das colinas em Cafarnaum;
· No Sermão da Planície Jesus estava de pé.
Este material é um resumo do Evangelho segundo Lucas. O realizamos com uma ótica interna do livro, quanto as particularidades do mesmo em relação ao seu principal personagem: O Filho do Homem! Jesus Cristo, Salvador do Mundo!
Longe de esgotar o assunto é mais uma contribuição aos que estão iniciando no estudo do Novo Testamento.
Bibliografia:
Livro: “Evidências que exigem um veredicto” – Editora Candeias;
Carson D.A Môo Douglas J. - Introdução ao Novo testamento
Vivos;Bíblia Plenitude;Wikipedia;Dados do livro “Evidências que exigem um veredicto”: Sobre a morte de Jesus: Páginas 233-236;
Sobre o autor: Osiel Varela - Ministro do Evangelho das Assembléias de Deus – IEAD V. Curuçá -S.André – SP - Brasil; formando em pós-graduação em Bíblia pelo Inst. Mackenzie; professor de Teologia, já esteve em várias cidades históricas da Bíblia, em Israel ou fora de Israel.
O autor para escrever este texto, compilou e buscou dados de diversas fontes, com a finalidade de adaptação ao Módulo Introdução ao Novo Testamento. O texto tem a redação e revisão final do autor.
Contatos: osielvarela@globo.com
osielengenheiro@hotmail.com
Escrito por osiel varela em Segunda-feira, 30 Julho 2007
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Sábado, 28 Julho 2007
QUE A PAZ DO SENHOR SEJA COM TODOS. VOU POSTAR UM GLOSSÁRIO RELATIVO AO MÓDULO DE NOVO TESTAMENTO. GLOSSÁRIO Aguilhão – a ponta de ferro da agulhada (vara comprida com ferrão na ponta, para tanger bois); ponta aguçada; bico; pode ser também: estímulo, incentivo. Ânimo – alma; espírito; índole; aniquilar – reduzir a nada; anular; abater, prostrar; abater-se; humilhar-se; Anjo – ser espiritual que serve de mensageiro entre Deus e os homens. Apóstolo – cada um dos 12 discípulos de Jesus, escolhidos após oração no monte, dentre a multidão dos discípulos; propagador de idéia ou doutrina. Argüir – repreender; censurar; condenar, com argumentos e razões; examinar, questionando ou interrogando; impugnar ou combater com argumentos; examinar um aluno ou um concorrente, questionando-o. Armadura – vestidura de proteção dos antigos guerreiros; tudo que serve para reforçar ou fortalecer qualquer obra; Calçar – revestir os pés de (calçado), as mãos (luvas), o corpo e pernas (calças ou vestidos); por calço ou cunha; ajustar-se (calçado); revestir os pés de calçados, as mãos de luvas, etc. Contencioso – em que há litígio. Contenda – controvérsia; debate. Coragem; vontade. Depreciar – desvalorizar Detratores – maldizentes; difamadores; têm menosprezo ou agem com menosprezo; depreciadores. Dissimulado – encoberto; disfarçado; que tem hábito dissimular; simulado. Domínio – autoridade poder; posse. Imputar – atribuir (à alguém) a responsabilidade; creditar à alguém. Incitar – instigar; impelir; suscitar; açular (animal). Injuriar – zangar-se; insultar; aquilo que é injusto (injúria); qualquer lesão causada ao corpo. Jactância – jactar-se; gabar-se; vaidade; ostentação; orgulho;arrogância. Néscio – ignorante; que não sabe; incapaz; estúpido. Poderio - grande poder. Potestade –Aquele que tem grande poder; diz-se também de poderes da esfera mística ou sobre natural, que exercem seu poderio nos ares; Preferir – dar primazia a. Presunçoso – vaidoso; pretensioso; suspeita (presunção) – vaidade. Soberbo – orgulhoso ao extremo; arrogante; que está mais elevado que outro; (+) magnífico. Sobretudo – casaco grande usado sobre a roupa como proteção contra as intempéries (frio ou chuva); veja sobrevestir= vestir por cima de outras vestes Vanglória – presunção infundada; jactância; vaidade. Autor e compilador: Osiel Varela – Santo André 16/07/2007 Bibliografia: Pequena Enciclopédia Bíblica - O.S.Boyer; Dicionário Mini-Aurélio Escolar.
Escrito por osiel varela em Sábado, 28 Julho 2007
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Quinta-feira, 17 Maio 2007
Se você quiser texto sobre a históriada Septuaginta é só pedir pelo e-mail: osielvarela@globo.com , que eu enviarei.
Escrito por osiel varela em Quinta-feira, 17 Maio 2007
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